quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Aprendendo sobre rodas

Para algumas pessoas não há nada melhor do que viajar. Deleitam-se só de pensar em explorar novos horizontes, descobrir espaços outrora ocultos aos seus olhos, e experimentar sensações diferentes em cada lugar.

Eu não sou assim. Para ser mais exato, sou o tipo de pessoa que troca uma viagem por um bom livro. Não que eu ache ruim conhecer lugares diferentes e experimentar todos os aspectos positivos das aventuras de viajantes, mas simplesmente não sou tão atraído por isto.

Ainda assim, devo reconhecer que viagens podem ser momentos muito ricos no sentido de promoverem crescimento pessoal, e isto experimentei na última semana. Estive viajando com um amigo e uma equipe de pessoas de várias igrejas para uma cidadezinha do interior do Maranhão chamada Buriti. A idéia ali era fortalecer a Igreja, ajudando os seus membros, treinando pessoas, evangelizando pessoas da cidade, e dando ferramentas para que os cristãos ali presentes pudessem continuar a servir a Deus com ânimo reforçado e maior preparo. Gostaria, então, de comentar alguns preciosos ensinamentos destes breves dias de aventuras em Buriti.

Aprendi que a centralidade de Deus deve estar presente em nossas mentes em cada minuto. Percebendo um modelo de evangelismo puramente humanista e centrado no homem, vi sua ineficácia para gerar conversões, e sua relativa facilidade de produzir ‘decisões’. Contudo, quando Deus é o centro, o evangelismo gira em torno dEle, e não do homem. As verdades são apresentadas com convicção e amor, a fim de que Deus seja glorificado e o homem humilhado. Isto gera quebrantamento, arrependimento pelos pecados, e finalmente, salvação, conforme a operação do Espírito Santo.

Quando Deus é o centro, os esforços humanos não são medidos. Ele é digno do nosso suor. Ele é digno do nosso cansaço. Ele é digno de nossa exaltação e reconhecimento, atestada por meio de nossa obediência na prática evangelística. Ele é digno.

O compromisso com a centralidade de Deus e Sua glória alimenta o cristão. “Daremos ao Senhor aquilo que Lhe é devido!” – gritam os gestos do cristão obediente ao Pai. Deus é o foco de suas vidas, e somente Ele pode ter primazia em seu modo de ser. A centralidade do Senhor, sendo corretamente compreendida pelo cristão, promove uma postura correta diante dEle e dos homens.

Aprendi ainda que não existem razões para reclamarmos de poucos recursos. Deus tem nos agraciado com tantas bênçãos, que é covardia utilizarmos a falta de algo como desculpa para não realizarmos algum serviço em favor do reino. Durante estes dias vi verdadeiros heróis trabalhando com o mínimo. Vi servos reais, não se queixando das dificuldades que têm encontrado, e contemplei do outro lado os preguiçosos que de tudo reclamam – nós.

Deus nos deu mais do que precisamos para servi-lO. Um coração disposto a servir não olha para os recursos, mas para Deus (e assim retornamos ao ponto anterior – a centralidade de Deus). Isto não significa que as coisas serão feitas de qualquer forma, mas aponta para o fato de que o cristão obediente não olha para o que não pode fazer por Deus, mas para o que pode.

A essência de viver para a glória de Deus repousa nas palavras do apóstolo dizendo: [tendo muito ou tendo pouco],“Tudo posso naquEle que me fortalece” (Fp.4.13).

Soli Deo Gloria.

2 comentários:

Joyce disse...

Deus nos deu o principal recurso: a fala.
Quem faz a abra é o próprio DEus.

Acho que é em I Pedro que fala que Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. E é nessas vidas que verdadeiramente o reino de Deus se estabelece.

Quero ser humilde e ter a simplicidade de uma criança.

Forte abraço
Deus abençoe

Allen Porto disse...

amém, Joyce!

Obrigado por continuar uma visitante fiel!

Tenho planejado algumas surpresas para o blog neste ano de 2007 - o benefício será dos leitores - AGUARDE!

bj
:) SDG