Com o advento do Google Reader, algumas coisas ficaram mais fáceis.
Assim, na janela à sua direita (preta com letras laranjas), você pode acompanhar posts que eu recomendo, de blogs que tenho lido.
Aproveitem!
Recomendo que vocês façam o mesmo com os seus blogs, para me ajudarem a crescer tb!
abraço
:) SDG
Segunda-feira, 12 de Maio de 2008
Novidade
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Allen Porto
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20:11
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Marcadores: indicações, Notícias
Como a esquina matou o romantismo
Pois bem, eu tive meus dias assim. Ficar na esquina com a galera logo após um jogo de futebol na rua era a melhor coisa do mundo.
Mas não era sobre uma experiência boa que eu queria escrever hoje.
Eu estava na esquina, com alguns conhecidos, homens e mulheres. Nada de especial, apenas era o fim de uma noite agradável, e estávamos nos despedindo ali, no teatro da vagabundagem. Com exceção de umas duas ou três pessoas, todos ali haviam se conhecido naquela exata noite. Foi quando eu subitamente virei o rosto, e contemplei o garoto beijar a adolescente com o ânimo de uma criança no parque de diversões. Não hesitou, não pensou duas vezes: "mandou ver".
Os dois estavam entre os que se conheceram naquela noite.
Enquanto nascia o beijo, morria o romantismo, e o que eu sabia sobre relacionamentos. A idéia de honrar e preservar o corpo desceu pelo esgoto. O processo de conhecimento e envolvimento que pode culminar no beijo foi simplesmente descartado.
Mas esta é a moda hoje. Não sei dizer se eles chamariam aquilo de ¨ficar¨, mas este é o termo normalmente utilizado.
Essa geração cibernética simplesmente caminha em uma velocidadade absurda. O próprio ¨ficar¨já possui as suas versões 2.0 ou 3.0. Antes o sujeito levava semanas na conversa com a mesma pessoa para lhe arrancar um beijo. Depois o beijo veio mais rápido, mas a ¨ficada¨ durava uma semana, pelo menos. Uma noite inteira foi a ¨evolução da coisa¨, e agora uns míseros segundos são suficientes para se ter o que quer do outro.
Mas o que se quer do outro? Eis a pergunta definitiva. Toda esta ¨pegação¨ contemporânea é a busca desenfreada por satisfação. Uma satisfaçao tão instantânea quanto a do alimento no microondas, mas também tão banal. É isto, entre outros fatores, que leva um jovem a se drogar. A busca pela satisfação, de preferência, imediata.
Assim foi anunciada a morte de um relacionamento saudável. Nasceu morto. Nasceu errado. Aqueles dois nem tinham certeza de quando se veriam de novo. Mas talvez isso não importasse realmente para eles.
O Senhor Jesus disse que fluiriam rios de água viva daqueles que cressem nEle. Isto é satisfação verdadeira e permanente. Um caudaloso rio que jorra ininterruptamente, produzindo paz, alegria, prazer em Deus.
Somente um relacionamento correto com o Pai pode suprir as necessidades desta geração desesperada pelo prazer. Mas a satisfação só pode vir, se o arrependimento e o choro iniciarem o processo.
Ñão deixe o romantismo morrer. Não deixe o seu corpo se perder. Não deixe a sua alma secar.
Postado por
Allen Porto
às
18:32
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Futuro do pretérito
Eu ia postar um editorial que escrevi para o informativo de minha igreja e foi publicado ontem, no dia das mães...
O texto foi digitado em um outro pc e eu fiz o favor de não salvá-lo comigo, então fica pra depois.
* * *
Talvez alguém tenha lembrado, mas não creio ter sido a maioria. Ontem, além de ter sido o dia das mães, foi o dia de Pentecostes. A história reserva um evento especial para este dia, então Deus seja louvado por ele!!
* * *
Antes de ontem foi meu aniversário. Nenhuma grande festa, mas momentos muito agradáveis com meus amigos de pequeno grupo. Algumas mensagens me fizeram pensar, e por isso talvez eu poste alguma coisa sobre elas (depois).
:) SDG
Terça-feira, 6 de Maio de 2008
Abotoando o paletó
Quando eu era criança conheci um cara cujo apelido era "morte". Magro, como alguns ossos bem visíveis, e uma aparência estranha. O fato é que os seus amigos o achavam feio (talvez assustador), e não pensaram duas vezes: morte era o seu apelido.
Falei tudo isto pra indicar a ligação entre a morte e o espanto, ou a nossa rejeição deste evento (que tornou-se personalizado). Falamos da morte com uma reverência quase religiosa, um tom mórbido e expressão de pesar ou assombro.
Talvez isto seja coisa apenas de cidades maiores. No interior é diferente. Percebi tal discrepância na última viagem.
Os sujeitos mal começavam a conversar e logo o assunto morte era abordado. Vi isso acontecer "trocentas" vezes. Pensei, no início, que os moradores apenas queriam atualizar o meu pai e o resto de minha família sobre os acontecimentos da cidade. Mas depois de tanto ouvir falar em morte, vi que não era apenas uma questão de "atualização", mas um assunto corriqueiro, como qualquer outro.
Falar de morte no interior é como falar do tempo. Não há a reverência que conhecemos. Não há o espanto que sentimos. Pelo contrário: a naturalidade marca
o diálogo sobre os mortos. "Lembra do Fulano? Morreu". "Semana passada um rapaz morreu. Suicidou-se". "A senhora da outra rua morreu ontem". Nem na hora da comida o povo pára de falar em morte.Minha irmã notou isto faz tempo. Eu comecei a perceber. Minha mãe indicou uma chave para compreender isto: todos vivem a realidade da cidade. A morte de alguém é conhecida por todos, e a sucessão do evento o torna natural para os moradores. Pensei sobre isto e vi que faz sentido. Como nós nos fechamos nas cidades grandes e vivemos a realidade apenas de nossas casas ou comunidades mais restritas como ruas, turmas de faculdade, igrejas, etc., o evento morte demora mais para acontecer. Por isso, sempre que acontece, é um espanto.
Além destes pontos, e apesar deles, os cristãos possuem base para ver a morte sob outro prisma. Não se trata de apenas ficar acostumado com o "bater das botas", como acontece no interior, mas pensar e compreender este evento de maneira apropriada.
A morte tem um elemento negativo, pois é inserida na história da humanidade como punição pelo pecado (Rm.3.23). Por outro lado, o pecado daqueles que crêem em Cristo já foi expiado pela morte de Jesus (Rm.5.1). Assim, o cristão a observa como o elemento de transformação, quase um rito de passagem, que o levará ao Pai. Não significa a libertação do corpo, pois nós cremos na ressurreição dele (diferente do platonismo e gnosticismo). Embora produza saudades, ela é o encaminhamento de nossas almas a Deus. Se temos uma viva esperança, a morte é observada de maneira positiva.
Uma vez li um livro excelente sobre o assunto. Recomendo a todos: Surpreendido pelo sofrimento, de R. C. Sproul. Ele apresenta a idéia de morte como vocação. A leitura deste material pode mudar completamente a nossa noção do que é "abotoar o paletó".
leia uma resenha do livro
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Allen Porto
às
18:57
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Segunda-feira, 5 de Maio de 2008
O guitarrista filósofo
Hoje reencontrei a minha linda namorada. Depois de quase uma semana, curtimos um tempo juntos. Aproveitamos para dar uma passada na Escola de Música Lilah Lisboa e assistirmos ao workshop de um guitarrista até então desconhecido para mim: Sydnei Carvalho.
O cara é bom. Toca muito e é extremamente didático e comunicativo. O que mais chamou a minha atenção, porém, não foi o seu feeling ou virtuosismo. Ele foi o primeiro músico que indicou a ligação entre a formação do ser humano com a sua musicalidade. Não quero dizer que não existem outros assim, apenas foi o primeiro que eu ouvi, e único até agora.
Não ficou preso apenas aos "licks" e técnicas que poderia passar ao auditório. Falou sobre a vida, a sociedade, a poesia. Citou Platão algumas vezes. Citou outros filósofos. Citou a Bíblia. "Mandou muito bem", como diria um amigo da faculdade.
Qualquer músico que pense merece o meu respeito.
Dêem uma olhada no site dele: http://www.sydneicarvalho.com.br/
Quem tem medo de Albert Mohler?
Pois bem, falei que ia escrever sobre algumas reflexões de minha recente e breve viagem. Mas preciso apontar esta notícia apenas porque não será veiculada aqui no Brasil. Prometo ser breve.
Eis o fato: A APA (American Psychiatric Association - Associação de Psiquiatras Americanos) decidiu promover um workshop sobre homossexualidade e religião em sua conferência anual, que está sendo realizada por estes dias. Para isto, convidou homossexuais como o bispo Episcopal de New Hampshire, V. Gene Roberts, e pessoas de postura contrária, como o Pr. e diretor do Seminário Teológico Batista do Sul, Albert Mohler.
Quando souberam quem estaria do outro lado, muitos gays e pró-gays ficaram indignados. Afirmaram, inclusive, que a APA estava sendo usada pela "direita religiosa norte-americana". Não vou comentar essa coisa da "direita religiosa norte-americana", embora meus dedos estejam coçando. Além dessa, utilizaram várias outras bravatas, como a de que o painel poderia legitimar "visões homofóbicas".
Resumindo, o bispo homossexual furou com a APA, e o workshop, que seria realizado hoje, não aconteceu. O Pr. Mohler ficou decepcionado. O coordenador do evento ficou decepcionado. Eu fiquei decepcionado. Só o bispo Roberts deve estar alegre. Ou aliviado.
Para saber mais sobre o fato, veja as matérias do washington times, e do baptist press.










