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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Jovens espirituais


Sentei com alguns jovens no último fim de semana para conversar sobre o tema “atuação jovem: juventude e espiritualidade". Sou crítico das noções contemporâneas de “juventude”, e de “espiritualidade”, como é possível perceber de posts anteriormente publicados aqui.

A idéia atual de juventude é excêntrica. “O mundo é dos jovens”, dizem. Verdade? De fato, o mercado se voltou para “a juventude” como o público por excelência. De algum modo são os jovens que determinam a pauta cultural – cinema, televisão, música, roupas, e expressões religiosas são remodeladas para alcançar essa faixa etária. Os “crentes” não ficam de fora – o formato de muitas, se não da maioria, das igrejas evangélicas é voltado para agradar ao público jovem. Músicas "pulsantes”, luz e efeitos visuais, estilo de pregação, e tudo o mais são dotados daquele estilo afetado de quem deseja ser ou parecer jovem a qualquer custo. Já falei sobre como é ridículo ver pessoas de 50 anos ou mais tentando se portar como se estivessem na casa dos 20, ou afirmando histericamente que possuem “espírito jovem”.

Presumimos que a cultura esteja certa, e entramos de cabeça no movimento sem questionar os seus pressupostos e resultados. Para não me deter muito no ponto, simplesmente posso questionar a idéia da centralidade dos jovens em uma comunidade a partir do que as Escrituras ensinam sobre a ordem natural de que os mais velhos têm primazia e ensinam os jovens. Não importa se o número de jovens é dez ou vinte vezes maior do que o de idosos, estes ainda precisam se sentar aos pés deles para aprender. Não quero dar a falsa impressão de que todos os idosos são sábios e de que não há espaço algum para os jovens na cultura e na igreja. Há muito espaço. Mas o clima cultural exige reflexão e equilíbrio. O outro ponto é que o resultado de uma cultura centrada nos jovens tende a privilegiar a imaturidade e seus desdobramentos, apenas porque vêm embalados no pacote “cool” da juventude. Somos tolos, mas temos estilo.

O outro tema problemático é a noção de espiritualidade. O termo é tão abrangente que se faz comum fora da igreja cristã. Mais e mais as celebridades falam de sua “espiritualidade” - normalmente uma mistura da prática de ioga, com algum cristal na mesa de centro da sala, e talvez o uso de roupas brancas a cada virada de ano. Os mais intensos se dedicam às práticas neopagãs do esoterismo, ou adentram o espiritismo. E por último vêm os frequentadores esporádicos de missas e cultos. São espirituais, mesmo que não saibam definir propriamente o termo.

O problema cultural é que o termo espiritualidade hoje se refere a um tipo de expressão subjetiva que forneça um sentimento de elevação do espírito, independentemente de um conteúdo de fé. Na cultura contemporânea, ser espiritual é sentir-se bem, sem credos ou doutrinas.

A sabedoria jovem
Aqui os evangélicos entram. O “mantra” cristão dos nossos dias é “ser espiritual sem ser religioso”. Por religioso, pretende-se falar da religião institucional e suas formas – credos, doutrinas, liturgias, orações, hierarquias, etc. Os crentes de nossos dias querem reivindicar o direito de sentir elevação espiritual sem ter de se submeter a qualquer forma. Ser espiritual é algo interno, é sentir e expressar amor, é viver bem com os outros, e outras expressões tão abrangentes quanto vazias. Quanto mais lacônico melhor. A espiritualidade contemporânea é amiga da ambiguidade e da vaguidão.

Os “espirituais” do nosso tempo são inimigos do que é formal – da religião institucional. Aqui jaz mais um problema. Jesus deixou uma igreja, que se reunia regularmente nas casas e no templo. Uma igreja que possuía hierarquia – apóstolos, evangelistas, pastores-mestres. Uma igreja que tinha orações formais, como a do Pai nosso. Uma comunidade que repetia continuamente os sacramentos do batismo e da ceia. Um corpo de pessoas que possuíam liturgia definida e ordenada pelos apóstolos, composta de orações, confissão de pecados, leitura da Bíblia, pregação, e sacramentos. Uma igreja que perseverava na doutrina dos apóstolos.

Pra quê estudar a Bíblia se eu posso
apenas viver bem com o vizinho?
Como é possível espiritualidade sem conteúdos de fé? Alguém pode sentir elevação espiritual ouvindo música instrumental, ou mesmo ter uma experiência estética com a beleza de uma canção que, em sua essência, nega a verdade de Deus. Tal elevação espiritual representa espiritualidade saudável? Viver bem com os outros, sem expressar fidelidade à Palavra de Deus é ser espiritual? Rejeitar a igreja de Deus é ser espiritual?

Finalmente, o outro lado da moeda é uma espiritualidade provida de formas espetaculares. Espiritualidade, especialmente nas comunidades carismáticas, pentecostais e neopentecostais é medida em termos de “ação poderosa do Espírito Santo” por meio de dons: línguas, visões, sonhos, profecias, milagres, curas, expulsões de demônios, e fenômenos semelhantes.

Nesse aspecto, a espiritualidade é retirada do contexto comum da vida, e colocada em um patamar de excentricidade, por meio da qual só há elevação espiritual em momentos pontuais de fenômenos impressionantes. São deixados de lado os elementos comuns e ordinários da vida, de modo que a busca por espiritualidade se transforma na busca pela capacidade de realizar tais feitos, não importa o custo.

Novamente, creio que o ensino bíblico se distancia de tal perspectiva. O crente espiritual não é o que mais realiza fenômenos espetaculares, mas o que vive no dia a dia submetido aos conteúdos da fé cristã – a Palavra de Deus. É aquele que simplesmente cresce aos poucos em suas lutas com pensamentos impuros e a pornografia. Ou a mulher que vence gradualmente suas lutas contra os impulsos de fofoca e insubmissão. É o pastor que cresce em humildade diante da igreja, e não exerce seu ministério como forma de manipulação, mas de serviço. São os maridos que crescem em compreender a aliança feita com sua esposa sob o Senhor, e se comprometem a honrar a aliança e amá-la sacrificialmente. São os desconhecidos que crescem em falar a verdade em amor, em amar a Bíblia e praticá-la, em educar seus filhos no temor do Senhor, em trabalhar diligente e honestamente, tudo para a glória de Deus.

Deste modo, percebemos que uma conversa sobre juventude e espiritualidade hoje precisa passar por uma compreensão da cultura quanto a estes itens, para desafiar os pressupostos do nosso tempo, dentro e fora da igreja, a partir da Bíblia. Precisa passar, também, pela compreensão da obra completa de Jesus na cruz e os seus desdobramentos para a vida do cristão hoje. Só é espiritual quem crê em Jesus – o conteúdo da fé cristã. Toda a nossa “vida espiritual” brota da cruz. Nosso crescimento não é forjado por nosso esforço, mas pela graça de Deus. Finalmente, compreendendo a cultura e a obra completa de Jesus, existe uma resposta existencial necessária – eu me aplicarei a viver conforme os mandamentos do Senhor, não por minhas forças, mas pela fé em Jesus, e pela graça dele. Eu me comprometo a, assim como entreguei a minha vida e fui tomado pelo meu Senhor, manifestar concretamente o senhorio de Jesus sobre todas as áreas de minha vida. Enfrentarei dificuldades nesta caminhada, e sei que, por causa do meu pecado, não conseguirei fazer isso plenamente neste tempo, mas sigo com esperança no evangelho, confiando nas promessas de Deus, e na graça que me é dada.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O narcoterrorista Raul Reyes, Frei Betto, e cia.

Folha de S.Paulo - Fora do governo, quais são os contatos das Farc no Brasil?

Reyes - As Farc têm contatos não apenas no Brasil com distintas forças políticas e governos, partidos e movimentos sociais. Na época do presidente [Fernando Henrique] Cardoso, tínhamos uma delegação no Brasil.

Folha de S.Paulo - O sr. pode nomear as mais importantes?

Reyes - Bem, o PT, e, claro, dentro do PT há uma quantidade de forças; os sem-terra, os sem-teto, os estudantes, sindicalistas, intelectuais, sacerdotes, historiadores, jornalistas...

Folha de S.Paulo - Quais intelectuais?

Reyes - [O sociólogo] Emir Sader, frei Betto [assessor especial de Lula] e muitos outros.

A entrevista inteira pode ser lida aqui. http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u62119.shtml

* * *

Pergunto: como é possível um cristão endossar a abordagem do Frei?

domingo, 4 de outubro de 2009

Emergentes e gays


Uma denúncia intrigrante foi postada no mês de Junho pelo blog Pão e Vinho. Vale a pena dar uma olhada. Clique aqui.

A Igreja Emergente está se transformando em uma mera Militância Emergente, totalmente desprovida de seu teor profético, edificada em bases meramente humanistas. Qualquer “evangelho” que substitua a mensagem da cruz de Cristo por qualquer outro atrativo não é o Evangelho de Cristo e seus apóstolos. O evangelho da prosperidade pregado pelos neopentecostais e o evangelho social pregado por alguns emergentes têm algo em comum que os desqualifica como verdadeiro Evangelho: têm, respectivamente, como o atrativo principal o bem estar do ser humano a todo custo, em detrimento de premissas bíblicas inegociáveis. Por isso, a Vila Emergente, que adotou como slogan a frase “uma amizade crescente e generativa“, mantém sua primeira característica (pois é um movimento crescente), mas está perdendo a segunda (pois está se tornando degenerativa).


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Quão longe irão os "cristãos emergentes"?

Essa é a pergunta-desabafo lançada por Jay Bauman, missionário da CrossPointe Church e do Acts 29 no Brasil.

O motivo de tal reação foi a postura do autor de A mensagem secreta de Jesus, e de Uma Ortodoxia Generosa. Em seu blog, Mclaren afirmou que se unirá aos muçulmanos para guardar o Ramadan em 2009.

Maclaren explica:
We are not doing so in order to become Muslims: we are deeply committed Christians. But as Christians, we want to come close to our Muslim neighbors and to share this important part of life with them.

Nós não estamos fazendo isso para nos tornarmos muçulmanos: somos cristãos profundamente comprometidos. Mas como cristãos, queremos nos aproximar dos nossos vizinhos muçulmanos e partilhar esta parte importante da vida com eles.
Em outras palavras: é válido participar de uma cerimônia pagã se ela for importante para quem a celebra. Isso demonstra o amor cristão, e o nosso espírito receptivo.

Existe algo mais ridículo?

A tragédia é que este autor é recomendado por pessoas influentes como Ricardo Gondim e Ed René Kivitz. Ele tem sido traduzido para o português por pelo menos três editoras diferentes, e cada vez mais as prateleiras das livrarias serão preenchidas com as suas distorções teológicas travestidas de "misericórdia" e "compaixão" cristã.

Fiquemos, pois, de olhos abertos.

sábado, 16 de agosto de 2008

Brian Mclaren e Barack Hussein Obama

"I've only met one person in my travels in recent months who has said he is voting for McCain, and that was because he was an admittedly single-issue voter. (...) Nearly all the vocal people I've met are enthusiastic about Obama. Based on the people I'm in front of as a speaker, I'd never guess the poll numbers are as close as they are."

"Eu encontrei apenas uma pessoa, nas minhas viagens em meses recentes, que afirmou votar em McCain, e isto porque admitia ser um eleitor de uma questão em particular. (...) Aproximadamente todas as pessoas que tenho encontrado estão entusiasmadas com Obama. Baseado nas pessoas que estão diante de mim (meu auditório enquanto sou preletor), eu nunca diria que os números das pesquisas estão tão próximos".

O Mclaren acha mesmo que as observações dele estão em pé de igualdade com as pesquisas?
Seria isto um encorajamento para que mais cristãos apóiem o abortista Obama?
O auditório do Brian Mclaren é confiável?

Veja o texto na íntegra

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Tragédias Emergentes


Cansado de cultos "chatos" que seguem o mesmo padrão, e só falam de Bíblia?
Que tal ir à igreja para assistir luta livre?

Essa foi a maluca idéia de uma igreja no Texas (confira o link abaixo).

Eu já tinha visto palhaços na Igreja, mas lutadores devidamente trajados para a batalha é algo novo para mim...

Até quando vamos achar a Bíblia insuficiente para o povo? Até quando vamos pensar que nossa criatividade é melhor do que o modelo de Deus?

Em mês de Reforma, é bom lembrar: Sola Scriptura.

Veja mais sobre a notícia acima.