quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Direitos autorais presbiterianos (1)

Se as doutrinas fossem músicas, os batistas seriam péssimos com direitos autorais. Há sempre um descuidado afirmando, com o ar grave de quem sabe estar falando uma verdade universal, que a predestinação é uma doutrina presbiteriana, e não tem nada que ver com os batistas. Já vi "compadres" virarem historiadores da igreja e declararem que os batistas nunca defenderam um ponto como a eleição. Muitas foram as vezes que me recomendaram ser presbiteriano; em outros momentos fui convidado a definir se eu era batista ou reformado (partindo claramente do pressuposto que são coisas excludentes), e, pelo fato de crer nas doutrinas da graça, vieram me perguntar se eu curtia o batismo de crianças.

Fui chamado de "batisteriano" (batista + presbiteriano), e só de presbiteriano também, mesmo tendo sido batista desde a minha conversão. Ou até antes dela (ou você acha que ser batista é ser salvo?). Perdão pela repetição excessiva destes termos. No fim das contas, parece que um presbiteriano patenteou os trechos bíblicos que relatam a soberania de Deus na salvação do homem, e conseguiu o direito de exclusividade sobre tal doutrina. Pelo menos é isso que os batistas demonstram pensar.
Pois bem, para ajudar a todos, e não ser perturbado pelos meus amigos batistas que lerem esta série de postagens, vou dar algumas breves dicas para a revisão deste pensamento. A minha idéia, na maioria das vezes, é escrever um texto denso e bem fundamentado para provar o ponto. Mas se esses desinformados não tiveram a coragem de abrir um livro de história da igreja antes de afirmarem seus erros históricos e teológicos, por que leriam um extenso material escrito por mim? Se não lerem estes pequenos posts, pelo menos não poderão dar a desculpa de que eram grandes demais.

Em breve escreverei pelo menos cinco evidências que demonstram ser o calvinismo “patrimônio da cristandade”, e não apenas dos presbiterianos.

2 comentários:

ISAIAS BRITO disse...

OI

Acho pertinente você falar sobre o assunto
As vezes sinto um certo ar de arrogância por parte (graças a DEUS q é só em parte) dos BATISTAS DO BRASIL (não sei se lá entre os “gringos” é assim).
Talvez tal presunção venha da idéia de ser uma igreja “neo-testamentária”, (como afirmam alguns batistas), inda lembro (quando era da referida igreja) meu professor de escola bíblica dominical (em um tom de brincadeira, brincadeira sem graça e preconceituosa) fazer “piadinha” dizendo que os presbiterianos não eram nem nossos irmão na verdade eram uma espécie de primos, mais achegados ao catolicismo que necessariamente evangélicos (como se ser “evangélico” hj em dia fosse grande coisa)
Bem, depois de alguma leitura e alguns cabelos brancos (inda são bem poucos rsr) sai da “igreja” batista, hj freqüento a IGREJA PRESBITERIANA (não a acho melhor nem pior q a batista só a acho diferente).
E sei também que as duas denominações tem muita coisa em comum (no caso dos batistas, pelo menos no começo eram semelhantes)
Vou ficando por aqui e fico no aguardo dos próximos post’s.

Anderson disse...

Acho que um excelente exemplo do que você fala é o grande Spurgeon, batista conhecido com o príncipe dos pregadores. Detalhe: severo defensor da doutrina da eleição...
gracasomente.blogspot.com