terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O valor de cada um


Recentemente, numa roda de amigos, surgiu a discussão a respeito do valor das pessoas. Qual a base para reconhecermos alguém como importante?

A observação da realidade em volta não precisou ser muito analítica para identificar pontos distorcidos na atribuição de relevância a indivíduos. Dinheiro, sucesso e aparência foram logo destacados como itens do repertório contemporâneo. Em outras palavras: se você é feio, pobre e possui um "empreguinho mais-ou-menos", não será reconhecido.

Reconhecer valor em alguém por dinheiro, aparência ou sucesso é prova de futilidade e superficialidade. Existem ricos depravados, como existem pobres assim. Há profissionais "top de linha" cuja vida moral é uma decepção. E as pessoas bonitas que não conseguem falar nada de aproveitável? O critério precisa ser outro...

Partindo dessa observação chegamos à idéia de Francis Schaeffer com o No little people e outras obras. Há um suficiente fundamento para o valor do homem - rico ou pobre, com ou sem sucesso, belo ou nem tanto. Refiro-me à imagem e semelhança de Deus no ser humano. Esta é a única base pela qual se pode conferir valor e dignidade a alguém.

A atribuição conforme situações ou culturas transforma a dignidade humana em algo relativo e fraco. Somente a percepção da imagem e semelhança do Deus Criador em sua criação preserva valor absoluto e forte.

Isso nos livra de pelo menos dois perigos:
1. O da auto-glorificação. Compreendemos que o nosso valor não está essencialmente em nós, mas naquilo de Deus que nos foi concedido. Por isso não temos razão para sermos orgulhosos ou nos gloriarmos. O nosso valor vem da Trindade.

2. O do desprezo próprio. Se não nos encaixamos nos padrões culturais ou do nosso contexto (não temos dinheiro, conhecimento, fama, sucesso, beleza, etc.) temos a tendência de nos consideramos inferiores ou sem valor. O reconhecimento de que possuímos a imagem e semelhança do Criador nos coloca em pé de igualdade com todos os demais humanos, nos mais variados contextos. Não somos melhores ou piores do que ninguém.

Por fim, olhemos para Deus conferindo valor ao homem, e aprendamos a respeitar e amar quem está à nossa volta. Se Ele valorizou, por que não o faríamos?

2 comentários:

Vítor Carvalho Ferolla disse...

O PAVA está fazendo uma Newsletter só para blogueiros e dessa vez é sério.

Para entrar na lista basta me enviar um e-mail com seu Nome, E-mail e Endereço de Blog e Data de Aniversário para:

amigodopava@gmail.com

Obrigado!

Pablo Ramada disse...

Se o cara é baixinho, barba cheia de falhas, usa all star e camisa do seu madruga...

...deixa pra lá.

Abraços em Cristo, de quem somos semelhantes.

SDG