sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Missões e(m) Crise [2]


  1. O ESQUERDISMO

A militância de esquerda também invadiu os arraiais de grupos evangelísticos e missionários. Para um líder de minha cidade, que exerce grande influência sobre um grupo de evangelismo universitário, a Reforma legítima foi a dos anabatistas, que buscaram a revolução como meio de transformação social.

Isso ilustra o cenário das missões entre jovens. Como a mentalidade da esquerda invadiu as universidades nacionais, foi assimilada pelos missionários, que, ao buscarem implementar sua visão de reino, importaram padrões socialistas/comunistas/marxistas.

O movimento missionário como desbravador de novos campos, inclusive nas missões urbanas, exigiu pessoas de caráter mais engajado e ativo, muitas das quais possuíam a ideologia marxista[3] como base de seu comportamento “revolucionário”.

Uma simples pesquisa na internet mostra o ponto: O site da JOCUM – DF, está recheado de artigos em prol do movimento estudantil[4], ecologismo[5], revanchismo pós-ditadura e antimilitarismo[6].

No podcast que flerta com a igreja emergente, o renovatio cafe, há uma entrevista com Douglas Rezende, da rede FALE[7], ligada a movimentos como a ABU, na qual são reforçados conceitos do esquerdismo, com o apoio a grupos criminosos, como os sem-terra. O diálogo entre os interlocutores demonstra total concordância sobre o assunto, e rejeição de quem discorda, considerados “antiquados” ou desinformados.

O blog do jocumeiro Gito[8] é outra pérola do esquerdismo missionário. Ali são divulgados vídeos de Michael Moore[9] (mesmo que os seus documentários tenham sido desmentidos publicamente), e pensamentos de outros ícones do ideário marxista, como Frei Betto, Leonardo Boff, e cia[10].

Há preço a ser pago por esta infusão de esquerdismo no sangue missionário. As idéias estão relacionadas, e uma perspectiva marxista aplicada ao contexto de missões reduzirá a compreensão da religião, do evangelho, da política, e da realidade social. O marxismo é um pacote de idéias, que traz consigo implicações para o todo da vida. Mais ainda: os resultados desta cosmovisão para o evangelho foram trágicos em todas as suas aplicações históricas.

Ninguém aprendeu essa lição?

Ainda assim, o grupo da Avalanche Missões Urbanas Underground [11]– parceiro da visão dos missionários acima – vai oferecer um curso de política e história. Mais uma escola para a doutrinação esquerdista de missionários.





[3] Para uma análise cristã e pressuposicionalista sobre o marxismo, cf. NORTH, Gary. La Religión Revolucionaria de Marx: La regeneración por medio del caos. Tyler, Texas: Instituto para la Economia Cristiana, 1990. North afirma, sem meias palavras, que “Entre o cristianismo e o marxismo não pode haver um diálogo significativo. [...] Nem o marxista nem o cristão consistentes podem esperar que haja uma reconciliação entre os dois sistemas; é uma questão de guerra intelectual sem trégua. [...] A questão é basicamente um conflito na esfera da fé” (p.2, tradução livre).

[4] http://www.jocumdf.com/artigos/o-movimento-estudantil-na-historia-do-brasil/

[5] http://www.jocumdf.com/artigos/ecologia-e-cristianismo/

[6] http://www.jocumdf.com/destaques/impacto-7-de-setembro/

[7] http://www.renovatiocafe.com/index.php/Table/Renovatio-Cafe/Podcast/

[8] http://giito.blogspot.com/

[9] http://giito.blogspot.com/2009/07/michael-moore-em-cuba.html

[10] Cf. o vídeo simpatizante do comunismo no post de 11 de Setembro.

[11] http://www.avalanchemissoes.org/

2 comentários:

Ivonete Silva disse...

Penso que o contrário também pode acontecer, influências direitistas, ou o neoliberalismo desenfreado podem trazer grandes prejuízos para a evangelização urbana...

Allen Porto disse...

Com certeza, qualquer posição política adotada de maneira acrítica e irrefletida pode gerar prejuízos para uma visão cristã de mundo - com impacto sobre a evangelização.

No entanto, nenhuma postura política parte tão diretamente de um presuposto anticristão como o esquerdismo.