quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O melhor de 2011 em música

Eis algo novo. Nunca havia listado os melhores do ano na categoria música. Talvez pela dificuldade em selecionar algo. Em 2011 aprendi um pouco mais da riqueza dos clássicos como Handel e Bach, mas como não os desfrutei suficientemente, ficarão fora da lista [embora estejam em uma lista eterna].

O que vai abaixo é uma tímida seleção, não do que foi lançado neste ano, mas do que descobri e curti, ou do que revisitei e percebi riqueza, enfim, expressões de beleza que alimentaram de algum modo minha alma. Selecionei apenas 12 para ficar algo proporcional aos meses do ano, e para que a lista tivesse fim (eu continuo lembrando de nomes). Mas agora já foi. O que está por aí fica. Os outros podem ser comentados em outras ocasiões.

Aproveitem.

1. Ebinho Cardoso
O melhor baixista que conheço. Sua música é rica de sentimento e me leva às lágrimas. Ebinho eleva o baixo a outros níveis, explorando o instrumento em suas diversas potencialidades, e trabalhando nele a harmonia de modo mais pleno. A música Ruanda está entre minhas preferidas.

2. Andy McKee
O que falei de Ebinho no baixo pode ser dito de Andy McKee no violão. Conheci-o através de "Rylynn", que me derrubou fácil. A sonoridade que tira do violão é singular. Cada nota vem com mais significado e sentimento.



3. Andrew Peterson
Não lembro como conheci Andrew Peterson, mas com certeza foi um dos melhores sons de 2011. O seu estilo meio folk/country me soa muito suave e belo. Mas não apenas isso: Peterson é um músico, compositor e escritor profundamente influenciado por C. S. Lewis. Desse modo, consegue transpor para suas canções a beleza de letras que acompanham linhas melódicas envolventes. O CD "The Far Country" é um trabalho conceitual sobre o céu - belíssimo!

4.  Palavrantiga
Palavrantiga me lembra da consistência de Peterson. Pensam, compõem e cantam sob a influência kuyperiana/rookmakeriana e fazem um "hope rock" agradável e significativo. É uma das bandas que me dão esperança no meio cristão. "Rookmaaker" é um  dos hits que talvez você já conheça!

5. Sovereign Grace Music
Eis o que todo grupo de louvor deveria ouvir e aprender. SGM é a equilibrada junção de música envolvente, bela, verdadeira, e cautelosa em sua teologia. A equipe de louvor canta salmos, orações puritanas, e temas teológicos com criatividade e excelência, com um som bastante autêntico - sem cair nas fórmulas dos grupos de louvor de sucesso. Recomendo o CD "Risen".



6. Sojourn
Descobri o Sojourn logo após o Sovereign Grace, por indicação de meu primo. Seguem um princípio em comum - boa teologia e criatividade. Sojourn soa mais como banda, sem foco em músicas congregacionais, mas o modo como envolve os elementos eletrônicos em suas canções é algo impressionante. Vale a pena conhecer! A música "How Long", do álbum "Over the grave" é demais!

7.  John Mayer
John Mayer me trouxe alegria musical logo no início do ano. Eu buscava algo interessante, e o seu DVD "Where the light is" apareceu na hora certa. Sua levada como instrumentista é boa demais, e ele transita muito bem entre o pop e o blues.

8. Johnny Lang
Junto com Mayer, Lang me fez reencontrar a beleza do blues. "Lie to me" deixou as melhores impressões sobre este cantor/instrumentista. Sua voz "rasgada" encaixa perfeitamente no som.

9. Wanda Sá
Não conhecia esta cantora cristã que faz um maravilhoso som. Com a suavidade da bossa, e uma grande voz, ela passeia entre canções com propriedade e sutileza. Sua releitura de "Ame ao Senhor" me derrubou.



 10. Tanlan
Tive a oportunidade de conhecer os caras do Tanlan aqui em SanLu. Seu som é agradável, e sua visão cristã é consistente. Fogem dos clichês, e isso me agrada bastante. Foram mencionados como produto dessa "nova safra" de música cristã, que, com Palavrantiga, Eduardo Mano, etc., traz um som mais apurado, e um conteúdo mais pensante.

11. Thalles
Thalles é um pentecostal ou neo, que tem uma bela voz. Discordo de elementos de sua teologia, mas ao ouvir suas canções não posso deixar de apreciar a sonoridade. Seu cd "Na casa do Pai" é muito bem produzido.

12. Dr. Sin
Voltei a ouvir Dr. Sin recentemente. Não se assustem com o nome. A banda conta com o famoso guitarrista Eduardo Ardanuy, e no seu som pesado traz harmonia e boas levadas de baixo e guitarra. "Sometimes" é demais.

3 comentários:

Anônimo disse...

Conheci esse ano o John Mayer. Um amigo me passou esse dvd e eu achei ótimo. A divisão em 3 partes do show, a sonoridade... enfim, passei a recomendar à amigos esse garoto. Já conhecia o Andy Mckee, o Jhonny Lang, a Wanda Sá. Todos excelentes músicos. Cheguei a pensar em fazer um cover do Mckee, mas quando tive dificuldade em pegar uma música de Djavan, parei! hehe O Dr. Sin eu parei de escutar nesse ano. Resolvi ir atrás de outros sons, mas eles são muito bons. Me influenciaram um pouco na minha precária habilidade na bateria! XD Agora o novo cd do Symphony X, Iconoclast, é de tirar o fôlego! Já escutou? É um álbum conceitual sobre os novos tempos e a perspectiva de um mundo gosvernado por máquinas. Michael Romeu e Jason Rullo destroem, além do excelente vocalista Russell Allen. Outra banda que aprecio muito e nunca me cansa é o Dave Matthews Band. A musicalidade deles é algo fora de série. E por fim, uma banda que resgatei esse ano para o meu playlist, banda dos meus tempos de pré-adolescente, foi o Petra. Os cds Wake up call e Beyond Belief... oh coisa boa de se ouvir. Um bom rockin' roll com letras simples, profundas e bíblicas! É isso aí. Ah, J.S.Bach é meu músico clássico favorito. Fiquei feliz em saber que você está curtindo-o também!!! Um abração.

Ass. Vitor Madureira

Anônimo disse...

Dr. Sin esteve na trilha sonora de novelas como "Confissões de Adolescente" (1994) e "Amor e Intrigas" (2007). Provavelmente vai para o hinário da tua Igreja, não é "pastor"? Seria eu assim mais uma das ovelhas perdidas sob tua direção, onde "tudo é lícito e tudo convém", trecho este provavelmente da tua epístola... Deves ficar cheio de deus (nem ouso escrever com "d" maiúsculo diante dessa vergonha) ouvindo estes cânticos de louvor, não é mesmo?
Ass: José Filho

Allen Porto disse...

José Filho, qual o problema real: o Dr. Sin ser uma banda não cristã, ou ter sido trilha de novela?

Aline Barros e a banda cristã Stryper já tiveram músicas em trilhas das novelas globais.

O seu tom irônico revela falta de sabedoria bíblica e amor cristão. Deste modo, ao mesmo tempo em que você me condena por não ser um cristão ou pastor adequado, coloca-se em um nível semelhante, pois um cristão sem sabedoria no falar e sem amor está em pecado.

De todo modo, o problema é mais amplo. Passa pela compreensão da vida de modo integrado, e de um coração que glorifica a Deus não apenas com louvores "evangélicos" ou música gospel.

Eu sinto muito por sua postura. Quem sabe um dia podemos conversar melhor sobre isso.