segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Livrim de alguma semana passada? La visión Transformadora, Brian Walsh & Richard Middleton, Clie, 168 p.

Vejo que desde o dia 12 de julho não atualizo as minhas leituras por aqui.

Como precisei sentar para escrever resenhas - ou sinopses - de algumas obras, aproveito para postar aqui. Uma de cada vez.

Vocês notarão que o padrão é outro. Eu prefiro apresentar o livro em poucas palavras aqui no blog, mas como o objetivo era diferente, a descrição ficou maior. Talvez isso ajude a dar uma noção mais completa da obra.

* * *

WALSH, Brian W.; MIDDLETON, J. Richard. The Transforming Vision: Shaping a Christian Worldview. Downers Grove: IVP, 1984. (Em espanhol: La Visión Transformadora).

Walsh e Middleton oferecem um valioso trabalho para a compreensão das visões de mundo. Embora a leitura em outro idioma frequentemente seja um desafio maior e por vezes deixe passar algum elemento importante para se assimilar o assunto, a clareza da escrita dos autores permitiu bom entendimento.

Os autores demonstram a relação entre cosmovisão e cultura, partindo de exemplos da experiência comum de alguns países. Desta maneira, demonstram como na prática, a filosofia de um povo produz diferença em seu comportamento e em suas posturas diante de várias questões.

A obra dialoga com outros autores para uma definição clara do que seja uma weltanschauung. De fato, conforme a distribuição sistemática das partes do livro, esta é a primeira, que busca responder à questão “o que são as cosmovisões?”. Demonstram pontos importantes como a existência de perspectivas diferentes dentro do contexto maior (as minorias, p.9); a confusão do cristianismo com a cultura ocidental (cometida por muitos missionários, p.11), e poder formativo da visão de mundo.

“As cosmovisões são profundamente espirituais. São um fenômeno religioso” (p.19) – afirmam os autores. A partir desta premissa, partem para a análise de crenças básicas, demonstrando que elas buscam responder quatro questões fundamentais: (1) Quem sou?; (2) Onde estou?; (3) O que está mal? (ou errado); e (4) Qual é o remédio? (James Sire amplia o número de perguntas).

Elementos como realidade, coerência interna, e abertura são destacados como importantes na percepção e avaliação de uma weltanschauung. Os autores demonstram, com a matriz Criação-Queda-Redenção, como a visão cristã de mundo responde às quatro perguntas básicas.

Uma parte do livro é dedicada à análise crítica da cosmovisão moderna. Lado a lado com a abordagem de Pearcey, a visão do dualismo, ou da realidade fragmentada é considerada prejudicial. Esta dualidade contribuiu para o secularismo, na perspectvia de Walsh e Middleton.

Considerando a realidade do coração humano, que age em rebeldia ou submissão a Deus, os autores utilizam a categoria da idolatria para caracterizar a cosmovisão moderna (David Powlison também utilizará a idolatria em sua obra). Três ídolos são considerados principais: o cientificismo, o tecnicismo, e o economicismo. Desta idolatria surgem os problemas reducionistas e incapazes de lidar com a realidade.

Para uma resposta adequada, é necessário colocar em ação a cosmovisão cristã. Nesse sentido é trabalhada a última parte do livro, que critica o reducionismo e aponta para a necessidade dos cristãos compreenderem a realidade e agirem em obediência a Deus e Sua Palavra, sem caírem nos dualismos da perspectiva moderna. A filosofia cristã não pode ser reducionista nem idólatra, e precisa viver o seu caráter multidimensional.

Os autores indicam a universidade como centro de formação cultural e local estratégico para a atuação cristã. Para isto, oferecem um paradigma filosófico que, aliado à cosmovisão cristã, possibilite a atividade acadêmica.

2 comentários:

Ivonete Silva disse...

Carinha nova ein? Gostei. :)

Allen Porto disse...

Pois é... pra mudar um pouuinho... :) bj