sábado, 12 de dezembro de 2009

A plenitude do tempo

Meus pensamentos agora estão em Gálatas, especialmente no capítulo 4, e mais especificamente na expressão "plenitude do tempo" utilizada pelo apóstolo (o de verdade) Paulo.

Dizer que Jesus veio na plenitude do tempo, é reconhecer que era o momento mais apropriado para a vinda do Messias.

O cronômetro da eternidade marcou a hora - Ele deveria se tornar carne.

A questão é: por que aquele era o tempo perfeito?

É difícil definir uma resposta como a absoluta, mas penso que existem explicações satisfatórias para a coisa, dentre as quais, destaco o contexto histórico-político-cultural-sócio-econômico da época.

Deus foi montando as peças do quebra-cabeças, construindo o cenário perfeito para a chegada de Jesus.

Na política, os romanos dominavam - criaram uma estrutura de integração geográfica e política (um mesmo império dominando, e as famosas estradas romanas estabelecidas);
Na cultura, os gregos haviam deixado a sua marca. A língua grega unia os mais distantes mercadores, criando um clima de compreensão mútua intercultural - tão necessária para a comunicação das boas novas;
Na esfera sócio-econômica, a insatisfação com o domínio e a taxação romana criaram o clima do desejo de libertação - intensificando a expectativa da vinda do Libertador (ainda que não viesse da forma que esperavam...).

Enfim, a plenitude do tempo revela um contexto propício para a vinda de
Jesus.

Deus montou o cenário perfeitamente. O espetáculo estava por começar.

3 comentários:

Elano Sudário disse...

É,realmente impressionante,como Deus guia a História de forma tão magistral,de modo que ela demonstre Sua glória e Seus planos.

Allen Porto disse...

Olá Elano,

Eu li em algum lugar (não lembro agora, infelizmente) sobre o tanto de "livre-arbítrios" que Deus "quebrou" para cumprir a Sua promessa da vinda de Jesus.

Para que tudo se cumprisse exatamente como havia sido profetizado, era necessário a criança vir de Belém - e os pais de Jesus não estavam na área. Depois vem o lance deles terem ficado em Nazaré - outro cumprimento. E por aí vai... Deus orquestrou a coisa perfeitamente, segundo a Sua boa vontade!

abraço

Ricardo Mamedes disse...

Aproveitando a sua deixa Allen: como é que ainda não acreditam em predestinação, tendo em vista tantos fatos que foram "antevistos" pelos profetas, inclusive a vinda e crucificação de Jesus?

Cá comigo penso: o Deus que antevê é o mesmo que predestina. Ou teriam uma outra tese?

NEle,

Ricardo