
O fato de Jesus morrer por pecadores é uma óbvia demonstração de valorização de tais indivíduos. A Trindade deu valor ao homem-alvo da morte de Jesus.
A pergunta que acompanha tais pensamentos é: quem é o homem-alvo desse sacrifício? Eis uma questão polêmica. Refletir sobre esse ponto logo nos leva às clássicas categorias e batalhas de calvinistas e arminianos, marcando a história da Igreja e da teologia cristã com suas análises. Inevitavelmente seremos encaixados em alguma escola de pensamento, então é melhor que sejamos bíblicos, e depois disso alguém tente nos identificar com alguma coisa.
Há algum tempo perguntei a conhecidos: Jesus veio para salvar ou para tornar possível a salvação? Uma garota, sentada ao meu lado, nem pensou duas vezes e respondeu ousadamente - para tornar possível!
Embora estivesse tentando ser coerente com o que crê (ou cria), a mocinha estava errada. A Bíblia nunca apresenta a obra de Jesus como uma possibilidade, mas certeza. Jesus veio para salvar o Seu povo (Mt.1.21; Lc.9.56).
O alvo da morte de Jesus pode ser compreendido a partir das expressões utilizadas na Bíblia. Termo bastante utilizado é "redenção" (Cl.1.14). Significa, em linhas gerais, a libertação mediante o pagamento de um preço. A Bíblia diz que Jesus realizou a redenção ao morrer. Redenção é a libertação (da escravidão do pecado; da condenação e da ira de Deus). Segue-se, naturalmente, que o(s) alvo(s) da morte de Jesus foram libertos da condenação de Deus.
Como se dá este processo? Paulo explica em Romanos e Efésios: a obra de Jesus (a justiça, por exemplo) é imputada a nós com a ação do Espírito Santo, dando-nos fé, que é o instrumento para recebermos tais bênçãos.
Agora, se o alvo da morte de Cristo foram todas as pessoas, duas deduções são possíveis:
1. Todas as pessoas foram redimidas - e assim serão salvas;
2. Jesus falhou em Seu propósito de salvar todos, porque morreu por eles mas não conseguiu efetivar a salvação geral.
As duas deduções são problemáticas. A primeira por ensinar o erro chamado universalismo. A Bíblia ensina que nem todos serão salvos (Cf. Ap.21.8). A segunda peca por blasfemar contra Deus. Jesus é perfeito e não pode falhar em nenhum de Seus propósitos (Jó 42.2).
Se as duas deduções são errôneas, entende-se que a base delas está errada. Assim, Jesus não morreu por todas as pessoas.
Todos aqueles por quem Cristo morreu serão convencidos pelo Espírito Santo de seus pecados, crerão em Cristo e receberão as bênçãos garantidas na cruz (Jo.6.37-40). O poder da morte de Jesus é tal que não podemos conceber algo falho ou incompleto nela.
Dizer que Cristo morreu por pessoas que no fim estarão no inferno é afirmarmos que a vontade de Deus não será cumprida, que o sacrifício do Filho foi imperfeito, que o sangue derramado na cruz foi em vão para muitos.
geeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeente!
Não precisa ser biólogapra ter vontade de dar umas bolachas na cara desse charlatão sensacionalista e manipulador!!!
aff.
16 de Fevereiro de 2009 13:21