terça-feira, 23 de março de 2010

Adoração para toda a vida [2]

1 É centrada em Deus

O culto perfeito na igreja seria aquele que transcorresse quase de forma imperceptível para nós, porque a nossa atenção estaria voltada para Deus. C. S. Lewis

Existe um foco na adoração bíblica – O Senhor Deus. Nada, nem ninguém é digno de adoração, além do Deus todo-poderoso. Várias são as razões pelas quais Deus é o único alvo da adoração.

(1) Em primeiro lugar, Ele é o Criador de todas as coisas. Deus criou tudo do nada, de modo que tudo deve a sua existência a Ele. Em Sua supremacia e independência, Deus não precisava de nada do que criou. Ele poderia permanecer por toda a eternidade desfrutando da comunhão perfeita da Trindade. Nada era necessário. Ele não sentia falta de nada. Mas decidiu criar o universo como o conhecemos. Desta forma, Ele reivindica autoridade absoluta sobre tudo o que existe. Tudo existe por Ele e para Ele. A adoração se torna, portanto, devida apenas ao Criador.

(2) Podemos, também, destacar as qualidades de Deus como elemento para a Sua adoração exclusiva. Tudo o que foi criado possui alguma debilidade – alguma falta em relação a Deus. Os homens e demônios, a terra e o universo material foram afetados pelo pecado, de modo que não podem reivindicar perfeição em nenhum sentido. Alguém ousaria comentar sobre os anjos não-caídos. Não teriam eles qualidades excelentes que os tornam seres merecedores de alguma reverência. Se eles fossem o padrão último, talvez pudéssemos falar nesses termos. Mas Deus é este padrão, e assim os anjos se encontram em uma categoria de debilidade, pois, embora tenham as qualidades morais que os seres caídos não possuem, ainda são criaturas, e não alcançam o status do Criador.

Não apenas as qualidades morais, mas todos os atributos de Deus revelam a Sua excelência. Ele é Soberano, é Amoroso, é Gracioso, é Santo, é Justo, é Criativo – tudo isto em seu nível máximo de perfeição! Por Suas perfeitas qualidades, Deus é digno de adoração.

(3)Deus é exclusivamente digno de adoração porque Ele é o único salvador dos homens. At.4.122 afirma que “não há outro nome, senão o de Jesus, pelo qual importa que os homens sejam salvos”. A história da redenção, descrita na Bíblia, demonstra que Deus é o único capaz de livrar o homem de sua terrível condição de pecado. Pelo fato de Deus ser o único Salvador, Ele é digno de adoração.

(4)Para finalizar estas breves razões da exclusividade de adoração a Deus, listamos o caráter transcendente e imanente de Deus. Devemos adorar somente a Deus, pois Ele é o único Senhor sobre todo o universo, e ao mesmo o Pai que cuida de nós. Ele equilibra perfeitamente Sua transcendência – pela qual Ele está infinitamente acima de nós –, e Sua imanência – pela qual Ele está perto de nós, e em nós.

Esse pode parecer um ponto pacífico na igreja cristã, mas enquanto o nosso discurso sobre Deus ser o centro de nossa adoração é bem articulado, a nossa prática, em muitos momentos, não é coerente com a verdade que professamos.

Os desvios não são poucos nesta área. Precisamos reconhecer, primeiramente, que todos são adoradores. Dentro ou fora da igreja, todos estão adorando alguém ou alguma coisa. O que há de mais religioso do que um cientista lutando para tirar o Deus cristão da esfera do conhecimento? Ou do que um torcedor de futebol disposto a lutar fisicamente pela honra do seu time? Ou do que uma mãe que coloca os filhos acima de todas as coisas, inclusive o seu marido? Ou de um líder na igreja que se preocupa com o seu ministério e status mais do que com as pessoas que o cercam?

Muitas vezes somos esses idólatras que rejeitam o Deus soberano como único alvo de nossa adoração. Adoramos nossas roupas, nossos carros, nossa reputação, nosso bem-estar, nossa televisão, nosso computador, nossa tecnologia como um todo, nossos brinquedos, nosso cônjuge ou namorad@, nossos diplomas, nosso líder ou pastor, nossa família, nosso prazer, nosso emprego, entre tantos outros ídolos.

Quando se trata do culto no domingo, muitas vezes adoramos à expressão de nossos sentimentos mais do que o próprio Deus. É fácil perceber como nossas canções são mais voltadas para expressar o que sentimos do que reconhecer a Deus. Não há adoração baseada na contemplação do Altíssimo, há apenas falatório sentimental.

Com isso, a centralidade de Deus na adoração deixa de ser um tema “batido” na igreja, para se tornar a última novidade. Precisamos voltar os olhos para o Senhor, revelado em Jesus!
A adoração ao Senhor não depende tanto de suas lágrimas, de seus gestos, ou de sua tecnologia – ela precisa ter o foco adequado. Este é um dos significados da expressão Soli Deo Gloria.

APLICAÇÕES
Em nível de aplicação pastoral, consideremos o Senhor Deus. Pensemos sobre Ele. Busquemos conhecê-lO na Escritura. Tenhamo-lO sempre em mente na adoração. Sondemos o nosso coração continuamente, para avaliar se Deus tem sido o centro de nossa existência.
No âmbito da apologética, rejeitemos os modelos de adoração centrados no adorador. Busquemos as canções que falam mais de Deus do que de nossos sentimentos sobre Ele.
Em termos disciplinares, Arrependamos-nos de nossa idolatria, avaliemos o nosso coração, e voltemos à adoração exclusiva a Deus.

Baixe o artigo completo aqui

3 comentários:

Joyce disse...

Não aguentei esperar e baixei o arquivo completo =)
Vou ler e direcionar a algumas pessoas com toda certeza!

Beijo Grande!

Hermes C. Fernandes disse...

Parabéns pela proposta do blog. Já estou seguindo!
Aproveito para lhe convidar a conhecer meu blog, e se desejar também segui-lo, será uma honra.

Seus comentários também serão sempre bem-vindos.

www.hermesfernandes.blogspot.com

Te espero lá!

Allen Porto disse...

Oi Joyce,
Eu também não esperaria! =)
Espero que seja útil.

Olá Pr. Hermes,
Obrigado!
Acompanho o seu blog, mas agora me tornarei um seguidor.

Abraço em todos.