terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Livrim da Semana: Escrever com criatividade, Luciano Martins, Contexto, 116p.
O livrinho é claro e simples.Pra ser sincero, comecei com muito interesse. Depois achei "um saco". E agora que concluí, vejo que tem dicas bem úteis.
Talvez algumas das maiores contribuições da obra sejam os exercícios de reflexão e escrita indicados pelo autor, bem como o tratamento sobre o "pensar", antes do "escrever".
A linguagem do autor é coloquial. Parece que ele escreve para adolescentes. Mas isto torna o livro dinâmico e fácil de ler.
Não considero um livro excelente, mas pode ser útil pra quem quer novos pensamentos sobre o assunto.
compre aqui.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
C&D: Sem perder o controle
Lembrem-se das coisas passadas, das coisas muito antigas! Eu sou Deus, e não há nenhum outro; Eu sou Deus, e não há nenhum como eu. Desde o início faço conhecido o fim, desde tempos remotos, o que ainda virá. Digo: o meu propósito permanecerá em pé, e farei tudo o que me agrada.
Isaías 46.9,10
Estamos pertinho de 2009. Mais alguns dias e chegará o novo início, para alegria de alguns e tristeza de outros. As viradas de ano têm algo de transcendente. Cada mudança no calendário parece despertar os medos, superstições, expectativas e esperanças de muita gente.
E assim encontramos a Maria – metáfora do ser humano comum. Seu coração bate mais forte porque deseja muitas coisas para o próximo ano, mas ao mesmo tempo fica angustiada com a possibilidade de nada se concretizar e a situação piorar. Para ela pode ser um emprego, ou a realização no serviço. Para outros pode ser a faculdade, o grupo de amigos, a escola, a igreja, etc., etc.
Alguns pais e mães não largam a calculadora, pensando nos gastos de 2009. Quem precisará viajar pra fazer algum curso, ou pagar o apartamento próprio fica ansioso, com medo do salário não suportar. Há os que planejam se casar neste ano, e sobre esta idéia colocam toda a tensão.
Em meio a tantos sonhos, expectativas, incertezas e possibilidades de frustração, parece difícil não cedermos à ansiedade e ao desespero. Para alguns é natural nos entregarmos a tais disposições.
Mas qual o antídoto para este momento cultural e a carga de pensamentos/sentimentos que o acompanha? Basta dar uma olhada no versículo transcrito acima: a doutrina da Providência de Deus é o alívio para a angústia humana.
Crer na Providência é reconhecer a soberania absoluta de Deus sobre tudo, e confiar que os eventos de 2009 estão sob a supervisão e controle do Altíssimo. Ele já prometeu que todas as coisas cooperam para o bem do Seu povo (Rm.8.28), portanto, mesmo que não saiam da forma como desejamos, o Pai ainda está coordenando os nossos passos. Acreditar na Providência é perceber a “invisível mão de Deus” regendo a história da humanidade (e a nossa), para que os Seus propósitos eternos sejam cumpridos.
Isto não justifica a preguiça ou fatalismo humano. Deus cumpre os Seus propósitos por meio dos Seus agentes, que, em muitos casos somos nós. Assim, eu devo acreditar que a vontade do Senhor se cumprirá quanto ao meu curso da faculdade, mas ao mesmo tempo preciso “ralar” pra passar no vestibular. O mesmo serve para as demais áreas da vida. Quem acredita que Deus lhe dará uma namorada legal não deve parar de procurar e esperar cair do céu. Quem caiu do céu provavelmente não seria uma boa companhia para ninguém.
Portanto, descansemos com base na Providência. Os planos do Soberano serão cumpridos em 2009, e Ele tem o melhor para nós. Ao mesmo tempo, trabalhemos, oremos e lutemos por aquilo que temos sonhado, a fim de que Ele receba a glória pelas nossas conquistas.
Não devemos viver sujeitos à preocupação. Devemos moderar nossa preocupação e ansiedade por meio de nossa confiança na Providência de Deus. (R. C. Sproul)
Quem está regendo as coisas na terra, hoje em dia – Deus ou o diabo? Que dizem as Escrituras? Se cremos em suas declarações claras e positivas, não há lugar para a incerteza. Elas afirmam, vez após vez, que Deus está no trono do Universo, que o cetro está em suas mãos, que Ele dirige todas as coisas “conforme o conselho da sua vontade”. (A. W. Pink)
sábado, 27 de dezembro de 2008
Literatura e Graça
2. Nascido Escravo (Martinho Lutero, ed. Fiel) - Trecho de um livro de Lutero, no qual ele simplesmente destrói os argumentos sobre o livre-arbítrio. Brilhante! [a edição atual tem uma capa nova, mais bonita, por sinal]
3. Uma jornada na Graça (Richard P. Belcher, ed. Fiel) - Bastante criativa, tal obra trata da predestinação (foco especial para o contexto batista) através de uma história interessante. Trata-se de um romance calvinista. Ao longo da história são explicados aspectos da fé reformada com muita propriedade. Ótima pedida para quem tem maiores dificuldades em ler livros mais "densos".
4. A soberania de Deus e a responsabilidade do homem (Theo G. Donner, ed. Hagnos) - Um dos últimos livros que descobri sobre o assunto, apresenta os argumentos clássicos de maneira sintética. O capítulo sobre a expiação é fascinante!
5. Eleitos de Deus (R. C. Sproul, ed. Cultura Cristã) - Tenho um carinho especial por este livro. Enquanto eu o lia, meus olhos foram abertos para as doutrinas da Graça. Sproul é um teólogo extremamente profundo, que consegue transmitir as verdades mais complicadas em linguagem simples.
6. Calvinismo: as antigas doutrinas da Graça (Paulo Anglada, ed. Os Puritanos) - Eis um autor nacional tratando do assunto. Paulo Anglada trabalha a questão de maneira extensiva e clara, com muitas referências.
7. Eleição (C. H. Spurgeon, ed. Fiel) - O livreto é a transcrição de um sermão do "príncipe dos pregadores". Nesta mensagem, Spurgeon apresenta o ensino bíblico sobre a eleição, bem como interage com a história e argumenta logicamente pela verdade na qual os batistas reformados crêem.
8. A soberania banida (R. K. McGregor Wright) - Certamente um dos livros mais completos sobre o assunto. O autor utiliza as Escrituras para refutar os ensinos arminianos, e considera questões filosóficas e históricas como poucos fazem. Destaque para um capítulo especial: Existem versos arminianos na Bíblia?
Separei estes livros e fotografei enquanto fazia uma faxina no meu quarto-escritório. Esse é um projeto no qual estou trabalhando há semanas (a faxina ainda não tem data pra acabar). Ainda assim, existem outras obras que mereciam estar na lista. Apenas cito Escolhidos em Cristo (Samuel Falcão, ed. Cultura Cristã) e Por quem Cristo morreu? (John Owen, ed. PES).
Todos esses livros podem ser achados na internet e em livrarias evangélicas aqui de São Luís. Basta procurar com calma.
Por que o tempo de vida e as experiências não garantem o conhecimento - pt.4
Os itens demonstrados acima são suficientes para derrubar o mito de que é necessário experiência de vida para liderar. Os argumentos, embora sucintos, e a construção resumida dos pontos, devem ser lembrados todas as vezes que se pensar em desqualificar alguém por causa de sua idade.
Volto ao início do texto. Agora vejo que foi útil passear um pouquinho pela introdução. Não quero, com este texto, implantar a “ditadura jovem”. Aliás, ela já existe, e eu a desprezo. Apenas desejo que fique clara a verdade de que o conhecimento, e com ele a autoridade, não vem com a experiência ou as sensações, e por isso não está atrelado ao tempo de vida.
Reconheço que as Escrituras dão valor aos anciãos, e dão a eles a primazia na liderança. Os mais velhos devem ser honrados e respeitados. Isto, porém, não significa que eles possuem mais conhecimento por terem mais tempo de vida. São coisas diferentes que precisam ser compreendidas. O fato de Deus atribuir honra aos mais velhos não implica que o seu tempo de vida foi crucial para a aquisição de conhecimento. Tal inferência seria um salto (i)lógico inexplicável.
Livrim da Semana: A arte de escrever bem, Dad Squarisi e Arlete Salvador, Contexto, 105p.
Se existe algo de seu agrado em meu texto, provavelmente veio da influência de Machado de Assis, Nelson Rodrigues e cia., ou diretamente deste livro.A obra é bastante didática e clara. Mesmo voltada para jornalistas, todos podem se beneficiar das dicas apresentadas pelas autoras. O livro é recheado de exemplos concretos (citações de vários jornais), e instiga o leitor à produção de um texto agradável.
Este livro é um desafio para o meu blog e para tudo o que eu escrevo. Merece várias releituras, até que eu consiga "captar" a coisa de maneira adequada.
Ou vocês pensam que é só chegar e "blogar"?
Já publiquei a lista, mas esse é um dos melhores livros que li em 2008. Pena que só hoje terminei a leitura.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Por que o tempo de vida e as experiências não garantem o conhecimento - pt.3
Eu poderia citar o exemplo de Jesus, um jovem líder, mas alguém tentaria desqualificar tal afirmação afirmando que Jesus é Deus e este é um caso separado. Embora também considere que Jesus é 100% homem, vou utilizar outros exemplos para mostrar que Jesus não é o único.
Todos sabem de Timóteo. Paulo o orienta a que ordene e ensine a Escritura (1Tm. 4.11), e em seguida afirma: “Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem, mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor; na fé e na pureza.” (4.12). O ensino do apóstolo é que, firmado na Palavra, a juventude do ministro não deve ser fator para desconsiderá-lo. Isto indica a realidade de que o ponto importante é a fidelidade às Escrituras, e não o tempo de vida e as experiências do líder.
Encerro com um texto belíssimo do salmista. No Salmo 119.99,100 está escrito:
A experiência sem a Palavra de Deus é inútil. A Palavra sem a experiência permanece de pé.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Livrim do mês: O reacionário, Nelson Rdorigues, Agir, 693 p.
Não achei nesta bendita internet a capa do livro reeditado pela Agir. Pois vai a capa antiga mesmo. Este é o terceiro volume das confissões de Nelson, como em O óbvio ululante, e A cabra vadia.Fiel ao seu estilo, o autor continua escrevendo com clareza e humor inigualáveis, embora nesta obra existam crônicas mais tristes sobre a morte de seus familiares. As críticas à esquerda continuam atuais e intensas, muito bem pensadas.
Ótimo livro, recomendado pra quem deseja ler um bom texto e aprender o que é jornalismo de verdade.
Por que o tempo de vida e as experiências não garantem o conhecimento - pt.2
O pressuposto por trás do argumento acima transcrito é o de que o conhecimento necessário para a prática de aconselhar é obtido por meio das experiências e sensações vividas. Esta idéia é conhecida como EMPIRISMO.
O empirismo não sobrevive aos ataques mais simples de um questionador. Vamos pensar, por exemplo, que um jovem vivencie a experiência de um casamento. Como a experiência em si trará o conhecimento sobre o que é o casamento, quem deve ser a sua noiva, como ele deve se portar no papel de marido, e todas as outras nuances do casamento? A experiência em si não revelará nada disso. Ele precisará de conhecimento prévio para interpretar as experiências e saber como agir. Isso significa que ele não precisava ter passado pela experiência, bastava-lhe o conhecimento prévio, adquirido por meio da revelação de Deus.
Pensemos em alguém que passou por uma luta relacionada à morte de um familiar. Novamente vem a questão: como o simples “experimentar” uma situação de morte na família pode produzir o conhecimento necessário para aconselhar outros? Alguém poderia responder: Ele observará a situação e o comportamento dos outros para aprender. Mas novamente encontramos um problema: como ele saberá que aquela maneira de se comportar é a correta? É necessário um conhecimento anterior, e, portanto, separado da experiência, para que os eventos sejam corretamente interpretados.
Com isto, cai a idéia de que somente alguém vivido tem autoridade para falar sobre alguma coisa. Não é a experiência em si que garante a legitimidade, mas o conhecimento verdadeiro sobre o assunto, e isto vem da Mente perfeita – o Senhor Deus.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
10 grandes livros lidos em 2008

1. A criação restaurada (Albert Wolters, Cultura Cristã, 127 p.)
Ótimo pra quem deseja conhecer e se aprofundar na perspectiva da cosmovisão cristã. Albert Wolters trabalha a tríade criação-queda-redenção com beleza e maestria, demonstrando a importância destes itens para a nossa compreensão de mundo e para nossa vida e pensamento como filhos de Deus.

2. Da liberdade cristã (Martinho Lutero, Sinodal, 24 p.)
Uma pérola do reformador! Livrinho de fácil leitura, com conteúdo riquíssimo sobre a natureza do evangelho e as implicações da liberdade em Cristo para a vida do crente. Somos livres de tudo e de todos, mas ao mesmo tempo somos servos!

3. Verdadeira Espiritualidade (Francis Schaeffer, Cultura Cristã, 222 p.)
Francis Schaeffer
indica caminhos para uma espiritualidade sadia, pautada nas Escrituras.4. O óbvio ululante (Nelson Rodrigues, Agir, 437 p.)
A flor de obsessão escreve suas confissões com o seu peculiar jeito de registrar as coisas. Nelson Rodrigues é melhor do que qualquer jornalista atual.
5. O cristianismo através dos séculos (Earle Cairns, Vida Nova, 472 p.)Material bastante completo sobre a história da Igreja, escrito de maneira didática (embora com a fonte pequena).
6. A vida de David Brainerd (Jonathan Edwards, Fiel, 240 p.)
David Brainerd foi um jovem cristão extremamente comprometido com a causa do Evangelho. Seu ardor missionário e suas lutas por amor a Jesus são extremamente desafiadora
s.7. Memórias póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis, L&PM, 209 p.)
Clássico da literatura brasileira. Machado de Assis é o mestre das estórias.

8. Introdução à Teologia Sistemática (Vincent Cheung, Arte Editorial, 327 p.)
Uma das melhores teologias sistemáticas que já li, pela firm
eza e clareza do autor.9. A cabra vadia (Nelson Rodrigues, Agir, 463 p.)
Ele novamente. Sua forma de escrever me desafia constantemente a ter um texto claro e bem redigido. Esta obra contém a segunda parte de suas confissões. Seu bom humor e suas críticas ásperas ao marxismo e aos jovens são interessantíssimos.

10. Jesus virá em Breve? (Gary DeMar, Invictus Press, 66p.)
O Felipe Sabino continua trazendo a sua contribuição para a Igreja no Brasil. Esta pequena obra é muito útil no sentido de apresentar uma perspectiva diferenciada sobre a vinda de Jesus e as últimas coisas.
A maioria dos livros foi adquirida em livrarias de São luís - MA. A exceção fica por parte do Cristianismo através dos séculos (ganhei de presente, mas pode ser encontrado na ilha); a Introdução à Teologia Sistemática (pedi diretamente do site da editora, mas também já está à disposição na cidade) e Jesus virá em breve? (presente. Este só pode ser adquirido com o Felipe Sabino do monergismo.com, ou com o pessoal da Invictus Press).
Por que o tempo de vida e as experiências não garantem o conhecimento
Mas eu falo, falo, e não chego ao ponto. Queria apenas dizer que há uma situação em que o jovem é desqualificado pela maioria das pessoas: trata-se de quando ele deseja liderar uma igreja.
O argumento comum é o mais batido de todas as épocas: “Você é jovem e não possui muita experiência de vida, por isso terá dificuldades para aconselhar as pessoas mais vividas”.
Pois bem, pretendo demonstrar a tolice desta fala em poucas linhas. Para isso vou analisar o argumento do ponto de vista da lógica (filosofia) e, em seguida, das Escrituras.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
C&D: A Encarnação
"Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz" Filipenses 2.5-8"Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e verdade". João 1.14
No momento cultural que vivemos, nada mais contextualizado do que pensarmos o nascimento e a vida de Jesus.
A doutrina da encarnação, em linhas gerais, é o ensino de que o Deus Filho encarnou e se tornou homem para cumprir o plano de Salvação estabelecido pela Trindade.
Desde o Antigo Testamento o Messias foi prometido. Ainda em Gênesis (3.15) o evangelho foi proclamado, e com ele, a promessa do Descendente da mulher, que feriria a serpente-satanás.
Em Isaías a coisa fica ainda mais explícita, e Jesus é anunciado como o menino que nasceria, o Deus forte (Is.9.6).
O nascimento do Messias é anunciado pelo anjo a José em Mateus (1.21), com a explícita declaração de que Ele seria O Salvador.
A isto unimos os ensinamentos de João e Paulo em Filipenses (transcritos acima), bem como a declaração do autor de Hebreus (1.3,4):
A encarnação é expressão clara e irrefutável do caráter justo e amoroso do Pai. Justo porque ela possibilitou a salvação do homem mediante a vida perfeita do homem Jesus. Amoroso porque exibiu publicamente a entrega voluntária de Jesus, e a doação do Pai em favor de pecadores ingratos.
Por que Deus se fez homem? Qual a necessidade da encarnação?
Mencionamos o cumprimento da justiça de Deus no ponto anterior, e esta é uma boa explicação para a primeira vinda de Jesus. O pecado do homem o tornou culpado diante de Deus desde o seu nascimento. As criancinhas que pensamos serem inocentes, biblicamente são seres rebeldes contra Deus, e filhos da ira por definição (Gn.8.21; Sl.51.5;Ef.2.3). O pecado gerou a maior ruptura da história da humanidade - a quebra do relacionamento com o Pai, e a culpabilidade do homem.
A punição justa de Deus para o pecado é a morte (Gn.2.17; Rm.6.23). Não apenas a morte física, mas a morte eterna (Ap.21.8). O homem se tornou escravo do pecado, então não poderia simplesmente se libertar de tal escravidão, pagar os seus pecados, e passar a viver uma vida perfeita, agora de maneira inocente diante de Deus. Isto é impossível e absurdo. Era necessário que alguém fosse capaz de receber toda a ira de Deus (e nenhum homem é capaz disso); morresse como pagamento pelos pecados e vivesse uma vida perfeita (novamente, ninguém é capaz de fazer isso).
Assim chegamos a Jesus. Ele é Deus e homem, assim pode viver a vida perfeita, receber a ira de Deus, e legitimamente representar a humanidade. Jesus se tornou homem como parte do plano perfeito de Deus para a redenção do Seu povo.
Jesus viveu perfeitamente, morreu, e ressucitou para a salvação dos Seus (Jo.6.37,39,44). Jesus cumpriu a justiça de Deus, recebeu a culpa de pecadores e deu a eles a Sua justiça.
A encarnação ensina sobre humildade e amor, sobre paciência e abnegação. Ensina sobre a natureza real do evangelho, que são as boas notícias de salvação em Jesus. Ensina sobre a impossibilidade de méritos humanos, e a necessidade de fé no Messias. Ensina o que devemos crer, e como devemos viver.
As doutrinas existem para serem compreendidas e vividas.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
O PROBLEMA ARMINIANO EM TERMOS SIMPLES* (por Phil Johnson)
- Algum ser além de Deus determina o futuro e, portanto, é mais soberano que Ele. Este é um tipo de idolatria.
- Alguma força impessoal realiza a determinação sem razão ou coerência. Este é um tipo de fatalismo.
Então quem nega que Deus pré-ordenou o que virá a acontecer mas quer evitar o fatalismo e a idolatria, é logicamente compelido a negar a onisciência de Deus.
Este, é claro, é precisamente o tipo de raciocínio que levou tantos a abraçar a teologia relacional.
A opção mais sensata – e a bíblica – seria abandonar as pressuposições arminianas e reconhecer que Deus declarou o fim desde o início que Ele faz todas as coisas de acordo com o conselho de Sua vontade.
Confira o original no blog Pyromaniacs.
Cf. os textos: Is.46.9,10; Ef.1.11.
*tradução livre.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
domingo, 14 de dezembro de 2008
Gregos e Troianos
Ainda bem que meus textos não são guiados por índices de aprovação ou rejeição por parte dos leitores...
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Tédio e testes...
Estas benditas avaliações, além de desregularem o funcionamento do meu organismo, produzindo maior nível de ansiedade e cansaço físico (e mental), atrapalham as minhas leituras e meus posts por aqui.
Saio agora. Vou estudar. Já devia estar fazendo isso.
sábado, 6 de dezembro de 2008
Onde nasce a missão
Hoje um grupo de ex-alunos do Colégio Batista "Daniel de la Touche" (em SanLu - Maranhão) se reuniu para um bate-papo memorável.A característica em comum era, além da fé cristã professada por esta galera, a participação, quando de seu período na escola, de um grupo chamado Siloé. Era uma equipe de cristãos dedicados a servir aos demais estudantes, falando de Jesus e curtindo a satisfação em Deus.

Os corredores, pátios, auditórios e salas daquela escola são testemunhas da jornada do Siloé. Ano após ano uma geração se formava, passando o bastão para a próxima turma. A organização atingiu estrutura maior e melhor, com líderes divididos por série/horário de recreio, etc.
Ali estava a escola dentro da escola: estudantes sendo ensinados a amar os outros e desenvolver um coração pela pregação do evangelho. A perspectiva de missões locais nascia naquele local: nos encontros de recreios e conversas de sala de aula.

O resultados deste investimento ficam inteiramente com Deus. Após a formatura, muitos estudantes se afastam consideravelmente. O suficiente para perderem o contato e as informações sobre a vida do outro. Raros são os encontros, e as oportunidades de saber como está a vida do companheiro de escola (o orkut está redefinindo estes espaços...).
Diante da distância, cabe ao missionário do Siloé entregar os frutos a Deus, e considerar a Sua soberania. Vez ou outra somos agraciados com as notícias de que algum "nó cego" do colégio agora vive em paz com Deus.
Esta equipe foi extremamente importante para a minha caminhada.
Ali fiz amizades duradouras. Observei a liderança de adolescentes comprometidos com Deus. Desenvolvi meus conhecimentos quase inexistentes sobre música. Minhas primeiras experiências de liderança foram por lá.Onde nasce a missão? Talvez em casa, com pais apaixonados pelo serviço a Deus. Talvez na igreja, com pastores, líderes, e amigos dedicados ao Senhor. Talvez no colégio, entre amigos cujas famílias estão desestruturadas e vidas despedaçadas.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
...e eis que chegamos aos 10.000 acessos
Dez mil é um número pequeno. Há sites por aí que conseguem bem mais do que isto em um dia regular. Meu blog não está nem perto desta façanha, mas fico feliz em ter atingido tal número. Isto significa que alguns milhares já foram alcançados por este espaço e, de alguma forma, foram provocados.Os resultados ficam com Deus.
Obrigado pela sua visita, por seus comentários e por suas orações.
Soli Deo Gloria.
Se você deseja escrever (publicamente ou anonimamente) sobre algo positivo deste blog para a sua vida, mande um mail para allenporto@gmail.com, que alguns relatos poderão ser publicados aqui.
O calvinista

Dizia eu que o predestinacionista é um indivíduo transmutado em mito. Escrevo estas linhas e na cabeça passam situações diversas que exemplificam o caso. Muitos processos perpassam este caminho do desenho da caricatura calvinista. Nem todos são percebidos, e suas variações são muitas, por isso me permito escrever o que anotei quando pensei sobre o assunto, sem a
pretensão de esgotá-lo.Há a desconsideração da identidade como pessoa (e como cristão). O reformado não é mais um ser humano ou um batista ou assembleiano (sim, existem deles na Assembléia de Deus - sou testemunha), ele é apenas O CALVINISTA. Que peso isto terá, depende de como as pessoas enxergarão as doutrinas da graça.
Há também a utilização do rótulo odioso como desqualificador do ser e da mensagem. Aliado ao ponto acima descrito, muitos observam a fala de um calvinista sobre qualquer assunto como algo perigoso, pois o emissor é reformado. O conteúdo é rejeitado a priori, não importando se é verdade ou não, pois vem de uma fonte rotulada como negativa.
A caricaturização do pensamento reformado é elemento comum. A criatividade humana ganha muito peso neste ponto. Calvino é retratado como um assassino malvado. Li apostilas que falam mal dos calvinistas por detestarem as “inocentes criancinhas” ensinando a sua depravação e maldade inerente.
O calvinismo é pintado como a figura de um Deus odioso e tirano forçando pessoas contra a sua vontade a entrarem no céu, enquanto outras que desejavam estar na presença do Pai são rejeitadas porque não foram escolhidas. Convenhamos, eles sabem usar cores fortes e dar uma impressão bem vívida nestas caricaturas. Os calvinistas parecem seres demoníacos e perversos diante de tais pessoas e de quem as ouve.
Nesta caricaturização há os que deliberadamente falsificam o conteúdo do
calvinismo para se fazerem de bonzinhos. Estes não estão preocupados com a verdade, mas em ganharem o debate, por isto farão o que for necessário. Existem os que simplesmente desconhecem o assunto, e assim repetem o que ouviram de alguém, como papagaios treinados.Item a ser acrescentado é a restrição do calvinismo à doutrina da predestinação. A predestinação faz parte do calvinismo, mas ela é um pequeno elemento do sistema maior, ou cosmovisão, como chamam alguns. Limitar o calvinismo à predestinação é colocar uma mordaça sobre ele, para que sua mensagem seja limitada ao lugar comum.
Ninguém precisa de estratégias malvadas para combater uma idéia (os comunistas e arminianos deviam se esforçar pra me ajudar neste ponto). Se se está defendendo a verdade, por que não apresen
tá-la com vigor, a fim de destruir a mentira? Se os calvinistas estão errados, por que não simplesmente conversar sobre o assunto apresentando a perspectiva oposta de maneira que destrua os seus argumentos?Enquanto isso, os teólogos-currupiras, os unicórnios da fé permanecem por aí, nas florestas das igrejas, capturando as mentes das pessoas e lavando os seus cérebros.


