quarta-feira, 26 de setembro de 2007

O que me resta? Uma análise rápida [e fatal] de Ef.2.1-10

...para que ninguém se glorie” Ef.2.9

A tarefa de meditar em Efésios 2.1-10 pode ser uma das mais difíceis para o cristão contemporâneo. Não digo isto pelas dificuldades exegéticas ou quaisquer outros problemas para a interpretação do texto. Pelo contrário, é a clareza da mensagem de Paulo que torna a tarefa tão difícil. Não há ambiguidades nem enrolações, apenas a apresentação direta de verdades que incomodam em grande medida não somente os que vivem sem Cristo, mas muitos cristãos dos dias atuais, por mais incoerente que isto pareça.

Pressuposições erradas estão em alta no conceito teológico de muitos crentes sinceros. Estes ficariam profundamente escandalizados ao considerarem seriamente os ensinamentos do apóstolo Paulo no texto em questão.

Um pressuposto comum é que o homem, embora afetado pelo pecado, ainda possui a capacidade de escolher livremente a Deus. A partir deste ponto, um edifício teológico é construído, com visão peculiar sobre a igreja, a pregação, o evangelismo, a adoração, a oração, as boas obras, e os demais itens do repertório eclesiástico. O problema é que nunca foi demonstrado em primeiro lugar que este pressuposto está correto. Contra isto, uma das primeiras coisas que Paulo faz em efésios 2 é derrubar esta noção. “O homem sem Cristo está morto em suas ofensas e pecados”, diz Paulo (v.1). Se há nele alguma escolha, esta é direcionada para a desobediência a Deus (v.2). Aqueles que não nasceram de novo seguem o curso deste mundo, e estão sob o domínio de satanás (v.2). Onde está a liberdade do homem? Ele está espiritualmente morto, e assim não pode escolher as coisas de Deus. Mais ainda, ele está escravizado ao diabo, e não possui autonomia ou independência para caminhar rumo ao Senhor.

Em face da observação do texto, qualquer defesa do livre-arbítrio humano em relação a Deus é anti-bíblica e tola, pois se levanta contra a sabedoria de Deus revelada nas Escrituras. Qualquer defesa de autonomia, independência, liberdade ou capacidade no homem resta apenas como manifestação de orgulho e demonstração da ignorância e rebeldia humana. Mesmo por parte de cristãos.

Outra noção comum diz respeito às crianças menores. Muitos são os que defendem a sua inocência, vez que elas não cometeram pecados, e nem possuem consciência para isto. O apóstolo diz que os homens são alvo da ira de Deus por natureza (v.3), e não por obras. Assim, não é simplesmente a prática do pecado, mas a natureza pecaminosa do homem que o torna abominável ao Senhor. Se as crianças, quando morrem ainda nesta fase da vida, são salvas ou não, isto é outra questão. Mas a Bíblia deixa claro que mesmo os mais novos (e que parecem tão inocentes), possuem uma natureza avessa ao Pai, que os torna passíveis e merecedores da ira e condenação.

A idéia de regeneração também é distorcida na atualidade por muitos. Dizem que o homem nasce de novo após crer e se arrepender dos seus pecados, como se pudesse fazer nascer de sua natureza ímpia e perversa um sentimento bom e a humildade que leva a Deus. Poucas coisas são tão incoerentes quanto este pensamento. Assim como é impossível para o homem sem Deus escolher a Cristo, é contra a sua natureza que ele consiga despertar em si elementos de procedência divina, como a fé e o arrependimento. Paulo diz que Deus amou o pecador incapaz e deu a ele vida, ressuscitando-o com Cristo (vv.5,6). A regeneração também acontece sem a participação do homem, pois um morto não pode contribuir para ter vida, ele apenas recebe de alguma fonte exterior.

A despeito do que alguns pensam, a salvação do homem não tem fim nele mesmo, mas em Deus. Paulo nos afirma que o propósito de nossa vivificação e ressurreição com Cristo é a exibição pública das abundantes riquezas da graça de Deus (v.7). Somente Deus merece a glória, mesmo quando algo é realizado em favor de outros.

Alguns se gabam de exercer a fé. Paulo destrói o orgulho humano ao afirmar que toda a salvação do homem vem de Deus, inclusive a fé (v.8). Afirma ainda que não há espaço para qualquer glorificação dos seres humanos, pois tudo vem de Deus e vai para Ele.

Por fim, há ainda aqueles que reservam pelo menos as boas ações para si. Dizem que as suas boas obras são manifestações autênticas de sua essência, e assim acabam por fazer um bezerro de ouro dos seus “nobres” atos. Novamente, Paulo massacra esta falsa idéia ao afirmar que mesmo as boas obras que fazemos hoje foram projetadas por Deus de antemão. Desta forma, não recebemos glória nem pelas coisas boas que fazemos.

A salvação pela graça é toda um escândalo para quem busca defender a participação do homem neste processo. O texto diz que o homem é incapaz, diz que ele era escravo e andava somente contrário a Deus. Mas afirma que Deus o amou, o ressuscitou, e que o faz andar em boas obras previamente preparadas. Percebe-se, pelas afirmações do apóstolo, que as tentativas contemporâneas de reservar algum espaço para o homem, ainda que seja um mísero milímetro, são formas anti-bíblicas e anticristãs de negar a realidade e profundidade da graça de Deus, e dar glória ao homem.

A Bíblia derruba absolutamente estes falsos conceitos, e coloca todos os cristãos prostrados diante do trono, reconhecendo a sua incapacidade, humilhando-se, e exaltando unicamente ao Senhor de toda a terra.


Sola Scriptura.
Sola Gratia.
Sola Fide.
Solus Christus.
Soli Deo Gloria.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Francis Schaeffer fala...

"Depois de alguém se tornar um cristão, há quatro coisas que podem ajudá-lo:
1. Um estudo constante da Bíblia, que é a comunicação de Deus conosco.
2. Permanente oração. Agora que a culpa foi toda removida, não resta mais nenhuma barreira entre nós e Deus, e estaremos em condições de conversar livremente com Ele. Há dois tipos de oração que nos é necessário praticar: horas reservadas exclusivamente para a oração, e olhar sempre para o Senhor, ao longo dos afazeres do dia.
3. Falar com os outros sobre o Deus que existe e a sua solução para o dilema humano.
4. Frequentar uma igreja que acredite na Bíblia. Não uma igreja qualquer, mas uma que seja fiel ao conteúdo da Bíblia - não uma que se limita a recitar palavras bonitas, mas uma onde haja vivência da verdade na comunidade e da compaixão com relação aos de dentro e de fora da igreja."

SCHAEFFER, Francis. O Deus que intervém. São Paulo: Cultura Cristã, 2002.

Veja mais sobre este livro.
Compre aqui o livro.
Veja mais sobre Francis Schaeffer (Bio) (Obras)

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Agradável surpresa

Finalmente resolvi aparecer na UFMA. Fazia um tempinho que eu não visitava o campus, mas agora as aulas começaram pra valer, e preciso "marcar presença" (nos dois sentidos...).

O CCSo está em reformas, mas nada de extraordinário. Tudo ainda tem o tom daqueles primeiros dias de 2003, quando comecei a estudar no curso de comunicação social.

Há algo digno de nota. Aliás, foi só por isso que decidi relatar que voltei à UFMA. Enquanto aguardava o início de minha aula, recebi um informativo, desses que universitários fazem o tempo todo. Quando comecei o curso havia pelo menos uns dois só no curso de Comunicação, com destaque para o "Gripe", de uns amigos muito competentes. O de hoje, porém, era diferente, desde o nome: Nhoque Nhoque (ou Gnocchi Gnocchi). Estranho, não? Nem tanto, perto das idéias ali publicadas.

Foi a primeira vez que vi um tipo de zine essencialmente de direita em uma universidade pública. Ali estavam textos bem selecionados dos próprios estudantes, e trechos de Olavo de Carvalho, João Luiz Mauad, e Mário Ferreira dos Santos. Tudo isto para provar que ainda há vida inteligente na UFMA.

Parabéns a Caio Ertai, Jock Dean, Tarciso, Francisco Bezerra e Aline Queiroga, pela excelente iniciativa.

Visite aqui o blog do Nhoque Nhoque.

sábado, 15 de setembro de 2007

Teologia, Reforma e Rock'n'roll


O blog Reformation21, da Alliance of Confessing Evangelicals (Aliança de Evangélicos Confessionais), publicou um post interessante do teólogo Carl Trueman (um dos articulistas do blog). Trueman revela no post a sua admiração pela banda Led Zepellin, e afirma estar feliz por um show especial que reunirá antigos membros da banda. (Veja o post aqui).

O problema é que isto mexeu com os nervos de um leitor, que escreveu ao Carl questionando sobre tal comentário. O que veio como resposta foi uma bela lição do Teólogo e professor do Westminster Theological Seminary sobre cristianismo, cultura, artes, e rock'n'roll. (leia aqui a resposta de Carl Trueman).

Veja mais sobre Carl Trueman: [Westminster Faculty] [Trueman na Alliance of Confessing Evangelicals] [Sermões em áudio]
Mais sobre cristianismo e rock: [criteria for judging rock music (pdf)]

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Todos merecem direitos iguais?


...não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? (ACF)

Mt.20.15

É chique, bonito, e soa bem “teológico” dizer por aí que Deus é justo. Legal, né? Você mesmo já deve ter dito isto, talvez quando algum inimigo seu se deu mal – essas são horas em que muitas pessoas gostam de falar: “Deus é justo!”. De qualquer forma, uma aceitação geral de justiça e soberania é comum entre os cristãos.

O problema começa por aí mesmo. O comum é uma aceitação geral, como descrito acima. Quando esta justiça começa a ser especificada e aplicada, as pessoas logo fazem bicos, mudam a fisionomia, e tentam contestar estas noções “fechadas” e “rígidas” do caráter de Deus. Para ser direto: não há problemas em aceitar que Deus é justo e soberano, desde que esses sejam termos indefinidos em nosso vocabulário. Isto não soa muito bíblico, não é mesmo?

O trecho das Escrituras acima transcrito é bem adequado para o assunto que estamos tratando. Quando as pessoas ouvem o Senhor dizer que faz o que quer com aquilo que é dEle, ficam chocadas. Este não parece um Deus justo. Os homens querem um deus, mas não querem que seja Deus. Se Ele assume a postura de Senhor soberano, estes “servos” se levantam contra Ele, acusando-O de injusto e arbitrário.

Uma das dificuldades neste assunto parte dos falsos pressupostos de nossa estupidez humana. Por trás desta raiva está a concepção de que a justiça significa dar direitos iguais a todos. Mas será que esta noção é realmente válida? Vejamos: No Antigo Testamento Deus escolheu apenas um homem para ser o pai de uma grande nação (Gn.17) e não deu aos demais a mesma possibilidade. Apenas um dos dois filhos de Abraão teve o direito de continuar a linhagem da promessa (Gn.21.12). O Senhor escolheu apenas um povo para ser o celeiro das Suas bênçãos (Dt.7.7-11), e ainda afirmou claramente diante de Moisés que teria misericórdia de quem Ele quisesse ter misericórdia (Ex.33.19). Nada de direitos iguais.

Mas isto é coisa do tempo da lei”- diria algum “espertinho”, embora não haja nenhum sentido em se dizer isto, visto que a escolha de Abraão aconteceu antes do estabelecimento da Lei. Para derrubar tal pensamento, o Novo Testamento apresenta a mesma verdade com maior força. Ali está registrado que Jesus viria para salvar o Seu povo (Mt.1.21), que Deus ocultou as verdades do Evangelho a uns e revelou a outros (Mt.11.25,26), que Cristo revela o Pai a quem Ele quiser (Mt.11.27), que o Messias escondeu o significado de Suas palavras para ensinar apenas alguns (Lc.8.10), que os filhos de Deus nasceram da vontade do Pai (Jo.1.12), que o Senhor abre o coração de alguns para crerem no Evangelho (At.16.14), que o Altíssimo tem o direito de fazer [e faz] pessoas para receber ira e outras para receber misericórdia (Rm.9.21-23), que Deus escolheu as coisas pequenas e fracas (1Co.1.26-29) e que o povo de Javé foi escolhido antes da fundação do mundo (Ef.1.4; 2Ts.2.13), para citar algumas referências.

Os exemplos são muito fortes, e qualquer resistência está mais baseada em orgulho e teimosia do que no uso correto das faculdades mentais. Segue-se, do que foi observado, que a idéia de direitos iguais para todos não é bíblica e não pode ser aplicada a Deus. Deus continua sendo justo mesmo sem oferecer direitos iguais, visto que é Ele quem define a justiça, e não o homem.

Considerando que este é o ensino das Escrituras, qualquer doutrina contrária a isto não pode ser correta nem sábia, mas fruto da ignorância humana que se levanta contra o conhecimento de Deus (2Co.10.4-7).

A pergunta que acompanha estas breves e diretas linhas é: como você vai reagir a isto? Vai continuar afirmando a justiça de Deus, mas lutando contra ela, ou vai se render diante de um Senhor justo, que faz o que quer com o que é dEle?

Do Senhor é a terra, e a sua plenitude...” (1Co.10.26)

...aquEle que faz todas as coisas segundo o conselho da Sua vontade...” (Ef.1.11)

Soli Deo Gloria.

I Festival Cover Baixo de São Luís


Atenção baixistas, demais instrumentistas, músicos, e amantes da música em geral,

Hoje tem início o I Festival Cover Baixo de São Luís, uma incrível oportunidade de ter acesso a grandes baixistas (e outros instrumentistas) do cenário nacional, como Celso Pixinga, Itamar Collaço e Júnior Primata. A produção é de Celso Pixinga e Nilton Wood.

A programação envolverá workshops durante as manhãs (a partir de hoje, 13/09, às 9h na escola de música Lilah Lisboa, ali pelo reviver...), jam sessions às tardes (17h no centro de convenções - no mesmo lugar do sebrae multicenter - que o centro fica na parte de trás), e shows às noites (no mesmo centro de convenções). O evento vai até o dia 15/09.

Programação imperdível pra quem curte boa música!

Veja a programação com maiores detalhes aqui.
Veja também o site da revista cover baixo.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Eu precisava indicar...


Hoje tive acesso a um texto brilhante do Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho. Ele serve na Igreja Batista do Cambuí, em Campinas, São Paulo.

O artigo trata de uma seção de Efésios 1, destacando-a como um grande hino, e enfatizando a supremacia de Cristo ao longo de todo o escrito inspirado.

Leitura obrigatória para todo músico cristão, e para todo adorador.

Leia aqui o artigo.

:) SDG

domingo, 9 de setembro de 2007

D. James Kennedy, sobre a sua própria morte

"Agora, eu sei que algum dia eu chegarei àquilo que algumas pessoas dizem ser o fim desta vida. Eles provavelmente me colocarão em uma caixa e me trarão para a frente da igreja, algumas pessoas se reunirão em volta, e algumas pessoas irão chorar. Mas eu disse a estas pessoas para não fazer isto, porque eu não quero que elas chorem. Eu quero que elas comecem esse culto com a Doxologia, e terminem com o coro Aleluia, porque eu não estarei lá, e eu não estarei morto. Eu estarei mais vivo do que jamais estive em minha vida, e estarei olhando de cima para vocês, pobres pessoas que ainda estão na terra dos mortos e ainda não se juntaram a mim na terra dos vivos. E eu estarei vivo eternamente, em melhor saúde, vitalidade e alegria do que jamais, jamais, eu ou qualquer outra pessoa conheceu antes".


Traduzido do Reformation21 Blog [veja aqui o original]


Add no Subindo

sábado, 8 de setembro de 2007

BJC NO WORDPRESS??


Estou testando o wordpress e confesso que achei o resultado interessante, embora não saiba editar quase nada nele (ainda).

Preciso da ajuda de vocês pra saber se continuo aqui no blogger, ou se migro para o wordpress.

Dêem uma olhada nos dois e comentem ( ou aqui).

abraço
:) SDG

SanLu:: 395 anos


Hoje a minha cidade completa aniversário. São 395 anos de vida e uma bela história que envolve franceses, holandeses, portugueses, e brasileiros (claro!).

Ainda essa semana eu conversava com alguém e dizia que não me vejo fora de São Luís. Não somente pela beleza, praias e clima agradável, mas pelo estilo de vida que esta ilha me proporciona. Ainda livre do stress de megalópoles, e ao mesmo tempo com a possibilidade de uma vida essencialmente urbana...

De qualquer forma, dentro ou fora da ilha, para os que aqui moram e para os que já foram, para os que só visitam e para os que apenas admiram de longe, São Luís continua bela e merece uma grande festa neste dia.

Vale pedir que vocês se lembrem de SanLu em suas orações. (quem sabe Deus derrama um avivamento por aqui...)


Veja mais:
São Luís completa 395 anos - imirante.com
Cidade dos azulejos completa 395 anos de fundação - Elo internet
São Luís, 395 anos! - Guia São Luís

Add no Subindo

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Não é só o Brasil que comemora independência hoje...


Hoje celebramos nada menos do que 200 anos desde que as missões na China foram iniciadas. Por meio do missionário Robert Morrison (1782 - 1834) aquele gigantesco país pôde ter acesso à pregação do Evangelho.
De acordo com John Allen, hoje a China conta com 111 milhões de protestantes, sendo assim o terceiro país em número de evangélicos, e fica atrás apenas dos Estados Unidos e Brasil.
Louvemos a Deus pelo crescimento do evangelho em uma nação que já sofreu tanto sob o regime comunista, e continuemos em oração pelos missionários que servem lá e em outras nações. Agradeçamos também pela vida de Robert Morrison, e peçamos a Deus que levante mais servos dispostos a cruzar o continente, ou o mundo, para servi-lO.
Soli Deo Gloria.


Veja mais:
Artigo de John Piper sobre o aniversário das missões na China
Robert Morrison na Wikipedia (em inglês)


Add no Subindo

Futebol e Bíblia: por uma independência espiritual do Brasil


Hoje completamos mais um aniversário da proclamação da independência do Brasil. O famoso grito “independência ou morte!” é repetido em vários lugares por todo este gigantesco país.

A independência celebrada não veio com facilidade, nem com o grito acima destacado. O processo foi lento e difícil, a exemplo da história de outros países. Mas chegamos à independência dos nossos colonizadores.

Hoje somos um país livre e independente de outros, mas escravizado espiritualmente pelos nossos pecados, pelo misticismo, sincretismo religioso, relativismo moral, e desprezo pela verdade. Em algum sentido somos pós-modernos, embora medievais. Mas não importa, contanto que a televisão continue ligada, exibindo novelas e jogos de futebol. Assim não dá tempo para pensar nessas coisas.

Para saciar o lado religioso há programas específicos na tv, ou basta aquela Bíblia aberta na sala, quem sabe uma simpatia aqui ou ali, uma olhada rápida no horóscopo, uma reza para o santo, e está tudo bem. E nem precisa ser “um ou outro”. Pode ser tudo junto. Sim, estar na reunião “dos crentes” e fazer uma simpatia pode ser mais eficaz, não é mesmo? E o importante é se dar bem...

Comportamento de escravos. Da ignorância (1Co.2.14). Da cegueira (2Co.4.4). Da morte (Ef.2.1). Mas, assim como um grito foi dado e a independência um dia chegou, as vozes que hoje gritam podem ser instrumentos para pequenas independências que surgem todos os dias. Consciências despertadas, corações aquecidos, braços estendidos.

Alguns entenderão que a independência política é bela e deve ser comemorada, mas é pequena perto da liberdade espiritual. Estes verão que apenas bater no peito e dizer “sou brasileiro e não desisto nunca” não faz sentido até que seja por uma causa eterna. Perceberão que o “jeitinho brasileiro” não dá jeito nas questões últimas, e que as simpatias não os tornaram simpáticos diante do Juiz eterno. Descobrirão que o seu misticismo era egoísta, apenas uma forma de satisfazer suas necessidades, mas nunca uma procura honesta pela verdade.

Contemplarão a cruz, e ali ouvirão o grito: “Independência pela morte!” (Gl.2.19,20). O Filho os chamará pelo nome (Jr.31.3), e eles serão profundamente transformados. Finalmente o brado retumbante fará algum sentido, quando acompanhado da doce voz que anuncia a graça libertadora.

Que a independência venha todos os dias sobre o povo brasileiro.


Mais postagens na blogagem coletiva sobre o dia da independência:
7 de setembro: é na moral - excelente post de Pablo Ramada
Rapensando

Diversità
30ealguns
Saia justa
Varal de idéias

Banana con peperoncino



quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Um grande homem foi para o céu

D. James Kennedy, pastor, teólogo, e escritor com várias obras publicadas em português, como "Verdades que transformam", "O Deus das grandes surpresas", e "E se Jesus não tivesse nascido?" faleceu hoje, 05 de setembro, por volta das 02:15, horário da Florida.

Kennedy foi um grande expositor bíblico e defensor do calvinismo, instrumento de Deus para a transformação de vidas por meio do evangelismo explosivo. Ele tinha 76 anos, e teve uma morte tranquila, enquanto dormia. O contato mais recente que tive com algum material do pastor em foco, foi assistindo uma entrevista sua no DVD "Amazing Grace - the history and theology of calvinism".


No blog do seu ministério (Coral Ridge Ministries) está o relato de sua filha, Jennifer Kennedy Cassidy, que afirma: "Há todo o tipo de coisas maravilhosas que eu poderia dizer sobre o meu pai, mas uma que se destaca no seu belo exemplo é que ele caminhou a jornada, e praticou o que pregava. Sua obra por Cristo é duradoura - seguirá continuamente, e fará diferença para a eternidade".

Oremos por sua esposa, filha, e sua igreja, e agradeçamos a Deus pela vida deste grande homem.

Veja mais sobre a morte de D. James Kennedy aqui.
Homenagem de George Grant a James Kennedy
Notícia dada por Ligon Duncan no Reformation21 (alliance of confessing evangelicals)
Breve biografia do Dr. Kenney por Albert Mohler (em inglês) (em português)


BONS VENTOS SOPRANDO SOBRE A MÚSICA CRISTÃ NO BRASIL


Quem ouviu o Oficina G3 cantar “vencendo vem Jesus” num bom rock'n'roll pode ter entendido a visão da banda: tornar popular e resgatar a importância de boas letras, como a dos hinos antigos, com uma roupagem mais contemporânea – ritmos e estilos da nossa época. A idéia não é “avacalhar” a tradição, nem ridicularizar os mais antigos. Pelo contrário, é comunicar a esta geração que os compositores de antes sabiam o que estavam fazendo. E como sabiam...

Iniciativas assim são louváveis. Oficina está de parabéns, e isto já tem um bom tempo. João Alexandre também fez algo semelhante, com beleza singular. Recentemente foi a vez de André Valadão resgatar a profundidade dos hinos em seu cd “Clássicos”, muito bem produzido e com uma ótima seleção de cânticos.

Outro bom exemplo disto aconteceu há dois dias. Fui ao show do cantor Kleber Lucas, e, para minha (agradável) surpresa, ele cantou o hino “Vencendo vem Jesus”, com uma roupagem pop bem contagiante.

Assim, cresce a esperança de que a “moda” pegue. A expectativa é que as igrejas, por meio de seus grupos de louvor e quaisquer outras formas possíveis (não ouso esgotá-las) voltem a cantar aqueles velhos e bons hinos, que podem servir como o antídoto para tanta poluição sonora/doutrinária cantada atualmente.


Mais sobre a música cristã? Veja aqui uma análise dos louvores contemporâneos.