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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Texto de Douglas Rezende

por Douglas Rezende

Estas são as bases de fé e de pensamento de Douglas Rezende, articulador da Rede Fale, que foi citado de maneira completamente equivocada neste Blog.


Profeta Amós falando em nome do Senhor
Capítulo 4

1 Ouvi esta palavra vós, vacas de Basã, que estais no monte de Samaria, que oprimis aos pobres, que esmagais os necessitados, que dizeis a vossos senhores: Dai cá, e bebamos.
2 Jurou o Senhor DEUS, pela sua santidade, que dias estão para vir sobre vós, em que vos levarão com ganchos e a vossos descendentes com anzóis de pesca.
3 E saireis pelas brechas, uma após outra, e sereis lançados para Harmom, disse o SENHOR.


Profeta Jeremias Falando em nome do Senhor
Jeremias 9

23 ¶ Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas,
24 Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o SENHOR, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR.

Profeta Isaias Falando em nome do Senhor (base para meu pensamento sobre reforma agrária, Deus não se agrada de latifúndios nem de ostentação de riqueza)
Isaías 5:8 Ai dos que ajuntam casa a casa, reúnem campo a campo, até que não haja mais lugar, e fiquem como únicos moradores no meio da terra!


Tiago 5
1 Eia, pois, agora vós, ricos, chorai e pranteai, por vossas misérias, que sobre vós hão de vir.
2 As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão comidas de traça.
3 O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós, e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias.
4 Eis que o jornal dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos exércitos.
5 Deliciosamente vivestes sobre a terra, e vos deleitastes; cevastes os vossos corações, como num dia de matança.
6 Condenastes e matastes o justo; ele não vos resistiu.
7 Sede pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e serôdia.
8 Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima.
9 Irmãos, não vos queixeis uns contra os outros, para que não sejais condenados. Eis que o juiz está à porta.
10 Meus irmãos, tomai por exemplo de aflição e paciência os profetas que falaram em nome do Senhor.


Mateus 24 Palavras de Jesus
44 Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?
45 Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.
46 E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna


Na Graça de Deus e seu Filho Jesus, que nos dá nova vida e nos convida a nos doarmos por inteiro, em vida e em amor à nossos semelhantes.

Lucas 16:13 Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.(Mamom - Personificação de Riquezas)

domingo, 8 de novembro de 2009

Resposta ao Douglas Rezende e cia. [final]

Senhores,

Há muito para fazer e pouco tempo [ou o uso que eu faço dele é que é ruim mesmo...]. Digo isso para explicar que por ora não vai ser possível uma resposta mais meticulosa e detalhada ao Douglas e aos demais que se incomodaram com o artigo “Missões e(m) crise” - especificamente o segundo tópico, que trata do esquerdismo.

O clima de animosidade percebido em alguns comentários, posts e e-mails também não é saudável, e me desestimula na continuidade desta discussão. Não que eu pare de falar sobre algo porque alguém não está gostando do que eu digo, mas quando um clima de inimizade começa a se formar, talvez seja adequado pelo menos dar uma pausa na conversa.

Dito isto, resumirei a minha resposta a este sucinto post – possivelmente incompleto para alguns, falho para outros, covarde, ainda, para terceiros.

Se eu fosse transcrever cada trecho a que pretendo responder, esse post ficaria gigante. Então peço a paciência de vocês: se quiserem acompanhar cada resposta dentro do contexto, leiam primeiro, ou paralelamente, os escritor de quem eu estou respondendo. Também não responderei aos comentários sobre mim (refiro-me aos mais pessoais) – não seria interessante para ninguém.

Às respostas:

Discordo de Douglas Rezende pelas seguintes razões:

1.O “completamente equivocado” do texto por ele publicado não diz com clareza quais os trechos errados do parágrafo, para que a situação seja devidamente analisada. Ou, por outro lado, ele pode estar dizendo que o parágrafo inteiro está equivocado – o que não pode ser sério, pois pelo menos as informações de que ele deu entrevista ao podcast renovatio café, e participa da rede FALE, são públicas e incontestáveis. A informação de que ele trabalha a partir da perspectiva esquerdista também é verossímil: é por ele apresentada com clareza categórica no podcast;

2.Os trechos bíblicos por ele apresentados devem ser compreendidos dentro do seu contexto.

3.Reconheço, como o Douglas, que os pobres precisam ser amados e ajudados de maneira ampla pelos cristãos. Reitero, porém, que os textos bíblicos por ele mencionados tratando dos pobres, não o fazem segundo a cosmovisão esquerdista, que enxerga a sociedade polarizada entre ricos e pobres, burguesia e proletariado. Não buscam criar uma inimizade entre “classes”, mas a integração amorosa.

4.A crítica do texto de Isaías não coloca sobre o Estado o direito (nem a obrigação) de violar a propriedade privada dos cidadãos. Reconheço que o problema da terra deve ser cuidadosamente analisado e repensado, para que os desabrigados tenham onde morar. Ainda assim, o fundamento bíblico para isso não está em Isaías, pois este não trata do papel estatal. A função do Estado é estabelecida em textos como Rm. 13 – punir os maus e proteger a liberdade dos cidadãos.

Para os que ouviram a entrevista dele no podcast, apenas direi que discordo da visão que os sem-terra não trabalham na ilegalidade. Os eventos recentes de invasão, vandalismo, e as lesões corporais demonstram a quebra da legalidade.

O Caio Marçal comentou no blog da Aliança Jovem Reformada. Respondo:

5.Discordo que seja necessária uma declaração taxativa para indicar os compromissos ideológicos de indivíduos ou grupos. Ainda assim, nada foi afirmado sobre a rede FALE em si.

O Gito comentou no blog da AJR e escreveu um post de resposta em seu blog. Respondo:

6.Alterei a informação sobre a sua filiação à JOCUM. Ainda assim, isto não altera o sentido do trecho, que se refere ao seu pensamento, e não ao da JOCUM.

7.Concordo que missões devem ser pensadas com os aspectos sociais que as envolvem. O texto não negou isso.

8.Discordo que todas as ações em prol do pobre sejam atribuídas a uma ação esquerdista. Há quem faça isso hoje livre das pressuposições marxistas. A história da Igreja também é cheia de exemplos nesse sentido.

9.Pela leitura do texto, vejo que a tese do Gito girou toda em torno da ação em prol dos pobres. Eu não escrevi nada contra a ação social em direção a eles, então o autor atacou apenas a caricatura que ele criou do que eu escrevi. Pensamos da mesma maneira no que diz respeito a amar os necessitados.

10.A sentença “Esta é a minha afirmação política: Não tenho partidos, sou discípulo de um prisioneiro político” do Gito sugere alguma neutralidade em questões políticas. Discordo que isto exista. Os pressupostos dele o norteiam e estabelecem uma maneira de ver a realidade em todos os seus aspectos – inclusive o político.

11.Se o Gito tivesse observado melhor o artigo completo, ou o blog em si, veria que a ABU e outros expoentes, como ele menciona, não foram ignorados. Ainda assim, discordo que eles necessariamente teriam que ser mencionados para demonstrar o ponto. Se a idéia era indicar que há missionários influenciados pelos pressupostos de esquerda, bastava indicar alguns deles, e não todos.

12.Concordo que “tem gente trabalhando com os pobres faz tempo!”. Mas isso não tem nada a ver com o que eu escrevi.

13.Concordo que “tem gente chamando essa moçada de 'gente de esquerda' faz tempo!” - mas muitos deles assumem abertamente que são esquerdistas(ou seja, eles não precisam que ninguém os chame assim) – cf. a minha pequena entrevista com o Ariovaldo Ramos.

14.Discordo que ilustrar idéias com as “pérolas” do blog do Gito seja pouco. A menos que alguém esperasse outro objetivo do texto. Para os fins pretendidos, os exemplos foram adequados.

A Soninha comentou no blog da AJR. Respondo:

15.Discordo que o termo tragédia aplicado às consequências do esquerdismo para os cristãos deva ser usado entre aspas, como ela faz. Os cristãos perseguidos nos países socialistas/comunistas diriam que aquilo foi, de fato, uma tragédia.

16.Concordo que muitos dos missionários com a perspectiva de esquerda têm saído da zona de conforto – atitude que merece louvor. Isso não foi questionado no artigo.

Assim concluo a conversa sobre esse artigo, que, após a revisão final será publicado na seção de artigos e publicações no menu em cima.

A minha expectativa é que as conversas sobre esses itens produzam reflexão, e não mágoas.

Pelo Rei, e pelo Reino,
Allen Porto
SDG

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Problemas e soluções - Missões em Crise

Os posts sobre as missões em crise geraram alguns conflitos interessantes. Um deles se deu com uma das pessoas citadas no tópico sobre o esquerdismo - o Douglas Rezende, da Rede FALE de Curitiba.

Para solucionar o problema, usarei o seguinte expediente:

1. Republicarei o post com algumas alterações - para comparar, veja o post anterior missões e(m) Crise pt.2;

2. Publicarei um texto de resposta que o Douglas preparou;

3. Tecerei as minhas críticas ao Douglas, à sua postura, e às suas idéias.

Fiquem ligados.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Respostas ao Douglas Rezende e cia.

Além do Douglas, outras pessoas se ofenderam com o que escrevi, e, ou postaram comentários, ou enviaram e-mails que merecem alguma resposta.

Antes de postar qualquer coisa, algumas palavras de abertura merecem atenção:

1. A intenção do que escrevo não é ofender gratuitamente ninguém. Acreditem, se fosse para simplesmente falar mal, eu utilizaria termos mais pesados.
2. Ainda assim, sei que pessoas se incomodarão com o que escrevo, especialmente quando confrontam pontos comuns, ou aqueles aos quais determinados grupos se apegam com maior firmeza.
3. O fato de alguém se incomodar ou não com o que escrevo não será o critério final para eu publicar ou deixar de publicar algo.
4. Aos que se incomodarem e fizerem contato, na medida do possível será buscado um meio de solução de conflitos, com a possível continuidade do diálogo.
5. Se a solução do conflito estiver condicionada à minha mudança em aspectos que considero fiéis à Escritura, nada poderá ser feito, a não ser a exposição do pensamento de quem discordo, com as devidas críticas a ele.
6. Com esta tentativa de solucionar os problemas, pretendo demonstrar que o objetivo dos posts é promover a consciência sobre determinados assuntos, em um clima de amor cristão – amor necessário mesmo para falar palavras duras.
7. Rejeito a agenda do politicamente correto, que utiliza de meias palavras não como expressão de respeito a alguém, mas como tentativa de manipulação. Rejeito as mordaças da “política de boa vizinhança” que não age com transparência e honestidade, e assim não possibilita o tratamento real das questões.
8. Ao mesmo tempo, acredito que as críticas devem ser postadas com prudência, na proporção da seriedade do que advogam.

Talvez eu pudesse/devesse acrescentar mais itens a esta declaração. Mas ela ficaria extensa demais, e os pontos apresentados indicam o “clima” dos meus comentários e críticas já postados, e dos que ainda virão. Todos devem ser interpretados a partir desta declaração para serem adequadamente compreendidos, pois talvez um leitor desavisado possa interpretar as minhas palavras conforme a sua sensibilidade psicológica, e assim veja em mim um cão raivoso escrevendo palavras em fúria descontrolada.

Não é nada disso, prometo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Missões e(m) Crise [2]



  1. O ESQUERDISMO

A militância de esquerda também invadiu os arraiais de grupos evangelísticos e missionários. Para um líder de minha cidade, que exerce grande influência sobre um grupo de evangelismo universitário, a Reforma legítima foi a dos anabatistas, que buscaram a revolução como meio de transformação social.

Isso ilustra o cenário das missões entre jovens. Como a mentalidade da esquerda invadiu as universidades nacionais, foi assimilada pelos missionários, que, ao buscarem implementar sua visão de reino, importaram padrões socialistas/comunistas/marxistas.

O movimento missionário como desbravador de novos campos, inclusive nas missões urbanas, exigiu pessoas de caráter mais engajado e ativo, muitas das quais possuíam a ideologia marxista[3] como base de seu comportamento “revolucionário”.

Uma simples pesquisa na internet mostra o ponto: O site da JOCUM – DF, está recheado de artigos em prol do movimento estudantil[4], ecologismo[5], revanchismo pós-ditadura e antimilitarismo[6].

No podcast que flerta com a igreja emergente, o renovatio cafe, há uma entrevista com Douglas Rezende, da rede FALE[7], na qual são reforçados conceitos do esquerdismo, com o apoio ao grupo revolucionário de esquerda, o MST. O diálogo entre os interlocutores demonstra total concordância sobre o assunto, como se fosse verdade pacífica e absoluta sobre a questão.

O blog do ex-jocumeiro Gito[8] é outra pérola do esquerdismo missionário. Ali são divulgados vídeos de Michael Moore[9] (mesmo que os seus documentários tenham sido desmentidos publicamente), e pensamentos de outros ícones do ideário marxista, como Frei Betto, Leonardo Boff, e cia[10].

Há preço a ser pago por esta infusão de esquerdismo no sangue missionário. As idéias estão relacionadas, e uma perspectiva marxista aplicada ao contexto de missões reduzirá a compreensão da religião, do evangelho, da política, e da realidade social. O marxismo é um pacote de idéias, que traz consigo implicações para o todo da vida. Mais ainda: os resultados desta cosmovisão para o evangelho foram trágicos em todas as suas aplicações históricas.

Ninguém aprendeu essa lição?

Ainda assim, o grupo da Avalanche Missões Urbanas Underground [11]– parceiro da visão dos missionários acima – vai oferecer um curso de política e história. Mais uma escola para a doutrinação esquerdista de missionários.





[3] Para uma análise cristã e pressuposicionalista sobre o marxismo, cf. NORTH, Gary. La Religión Revolucionaria de Marx: La regeneración por medio del caos. Tyler, Texas: Instituto para la Economia Cristiana, 1990. North afirma, sem meias palavras, que “Entre o cristianismo e o marxismo não pode haver um diálogo significativo. [...] Nem o marxista nem o cristão consistentes podem esperar que haja uma reconciliação entre os dois sistemas; é uma questão de guerra intelectual sem trégua. [...] A questão é basicamente um conflito na esfera da fé” (p.2, tradução livre).

[4] http://www.jocumdf.com/artigos/o-movimento-estudantil-na-historia-do-brasil/

[5] http://www.jocumdf.com/artigos/ecologia-e-cristianismo/

[6] http://www.jocumdf.com/destaques/impacto-7-de-setembro/

[7] http://www.renovatiocafe.com/index.php/Table/Renovatio-Cafe/Podcast/.vDouglas Rezende é articulador da "rede FALE" em Curitiba, e membro do grupo “Evangélicos Pela Justiça”. A rede FALE tem estabelecido parcerias com a ABU – cf. http://redefale.blogspot.com/2009/08/fale-nos-cursos-de-ferias-da-abub.html.

[8] http://giito.blogspot.com/

[9] http://giito.blogspot.com/2009/07/michael-moore-em-cuba.html

[10] Cf. o vídeo simpatizante do comunismo no post de 11 de Setembro.

[11] http://www.avalanchemissoes.org/

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A vitória da democracia em Honduras e questões sobre a Rede Fale

As eleições em Honduras estabelecem o encerramento de um capítulo no qual só saíram envergonhados os revolucionários esquerdistas. Queriam caminhar com Hugo Chávez e cia., rotulando o governo constitucional de "golpista"- sem saber uma letra da constituição Hondurenha...

Hoje o clima é diferente para muitos. Porfirio Lobo foi eleito em um processo fiscalizado por vários observadores internacionais. Alguns pontos são importantes nesse processo:

1. Lobo é do partido oposto [Partido Nacional] ao de Zelaya [Partido Liberal], o que indica a insatisfação do povo com o verdadeiro golpista;

2. O novo presidente de Honduras já mostrou que é "cabra macho": declarou publicamente -
[As Honduras] "são um país livre, independente e soberano [...] Não aceitaremos imposições de ninguém nem compromissos políticos que criem divisão" [...] "Que nem ele [Chávez] nem ninguém se atreva a meter o nariz nas Honduras"

3. Resta a humilhação e o espernear aos esquerdistas da América do Sul, como Lula, Chávez, etc., que insistem em não reconhecer o presidente eleito.

* * *

Eu ando pela internet e entro no blog da Rede Fale - aquele que NÃO É ESQUERDISTA DE MANEIRA ALGUMA, como alguns protestaram quando escrevi sobre o Douglas Rezende.
Ainda está lá a manifestação contra o "golpe de Estado" em Honduras. Os autores escrevem que repudiar o golpe, entre outras coisas, significaria o retorno de Zelaya ao poder. Vejam só... [cliquem aqui para ler o manifesto de repúdio]

Estou aguardando a manifestação da rede em relação às eleições realizadas. O que farão? Vejam o dilema: Ou a Rede Fale (1) reconhece a validade das eleições, e assim percebe que todo o processo foi realizado com seriedade - e Zelaya era, de fato, um golpista que não poderia estar no poder, ou (2) a "rede não-esquerdista de missões entre jovens" se alia novamente a Chávez e a galera esquerdista para protestar contra o novo governo, demonstrando publicamente que, mais importante do que a democracia em Honduras, é o orgulho ferido da esquerda.

O que a Rede Fale fará? Eles clamam pela justiça. Eu também.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Missões e(m) Crise [2]


  1. O ESQUERDISMO

A militância de esquerda também invadiu os arraiais de grupos evangelísticos e missionários. Para um líder de minha cidade, que exerce grande influência sobre um grupo de evangelismo universitário, a Reforma legítima foi a dos anabatistas, que buscaram a revolução como meio de transformação social.

Isso ilustra o cenário das missões entre jovens. Como a mentalidade da esquerda invadiu as universidades nacionais, foi assimilada pelos missionários, que, ao buscarem implementar sua visão de reino, importaram padrões socialistas/comunistas/marxistas.

O movimento missionário como desbravador de novos campos, inclusive nas missões urbanas, exigiu pessoas de caráter mais engajado e ativo, muitas das quais possuíam a ideologia marxista[3] como base de seu comportamento “revolucionário”.

Uma simples pesquisa na internet mostra o ponto: O site da JOCUM – DF, está recheado de artigos em prol do movimento estudantil[4], ecologismo[5], revanchismo pós-ditadura e antimilitarismo[6].

No podcast que flerta com a igreja emergente, o renovatio cafe, há uma entrevista com Douglas Rezende, da rede FALE[7], ligada a movimentos como a ABU, na qual são reforçados conceitos do esquerdismo, com o apoio a grupos criminosos, como os sem-terra. O diálogo entre os interlocutores demonstra total concordância sobre o assunto, e rejeição de quem discorda, considerados “antiquados” ou desinformados.

O blog do jocumeiro Gito[8] é outra pérola do esquerdismo missionário. Ali são divulgados vídeos de Michael Moore[9] (mesmo que os seus documentários tenham sido desmentidos publicamente), e pensamentos de outros ícones do ideário marxista, como Frei Betto, Leonardo Boff, e cia[10].

Há preço a ser pago por esta infusão de esquerdismo no sangue missionário. As idéias estão relacionadas, e uma perspectiva marxista aplicada ao contexto de missões reduzirá a compreensão da religião, do evangelho, da política, e da realidade social. O marxismo é um pacote de idéias, que traz consigo implicações para o todo da vida. Mais ainda: os resultados desta cosmovisão para o evangelho foram trágicos em todas as suas aplicações históricas.

Ninguém aprendeu essa lição?

Ainda assim, o grupo da Avalanche Missões Urbanas Underground [11]– parceiro da visão dos missionários acima – vai oferecer um curso de política e história. Mais uma escola para a doutrinação esquerdista de missionários.





[3] Para uma análise cristã e pressuposicionalista sobre o marxismo, cf. NORTH, Gary. La Religión Revolucionaria de Marx: La regeneración por medio del caos. Tyler, Texas: Instituto para la Economia Cristiana, 1990. North afirma, sem meias palavras, que “Entre o cristianismo e o marxismo não pode haver um diálogo significativo. [...] Nem o marxista nem o cristão consistentes podem esperar que haja uma reconciliação entre os dois sistemas; é uma questão de guerra intelectual sem trégua. [...] A questão é basicamente um conflito na esfera da fé” (p.2, tradução livre).

[4] http://www.jocumdf.com/artigos/o-movimento-estudantil-na-historia-do-brasil/

[5] http://www.jocumdf.com/artigos/ecologia-e-cristianismo/

[6] http://www.jocumdf.com/destaques/impacto-7-de-setembro/

[7] http://www.renovatiocafe.com/index.php/Table/Renovatio-Cafe/Podcast/

[8] http://giito.blogspot.com/

[9] http://giito.blogspot.com/2009/07/michael-moore-em-cuba.html

[10] Cf. o vídeo simpatizante do comunismo no post de 11 de Setembro.

[11] http://www.avalanchemissoes.org/