sexta-feira, 31 de julho de 2009

O Desafio de uma espiritualidade consciente - Acampamento de Jovens - parte 5 (2)

CRISTIANISMO ACÉFALO

Muitos são os que desejam retirar da espiritualidade cristã o seu caráter intelectual. Criam a dicotomia entre fé e razão, ou experiência e intelectualidade, e tornam esses dois pontos inimigos. A dificuldade maior está no fato de que a Escritura não faz tal divisão, muito menos coloca tais itens em contraposição.

Ao elevar os sentimentos e colocá-los em um patamar de maior importância, tais pessoas perdem a base de sua fé, e se entregam aos devaneios, revelações esdrúxulas, e se tornam irrelevantes na sociedade, por terem uma religião desconectada da realidade concreta.

PAULO E OS EFÉSIOS

Em Efésios 4.17-32, o apóstolo Paulo trabalha a questão no contexto da santidade. Para o nosso propósito, bastam os versículos 17 a 24.

Ele descreve a mente daqueles que não nasceram de novo - a mente caída. Sua característica é de inutilidade, entendimento obscurecido, ignorância, que gera separação da vida de Deus, corações endurecidos, e práticas depravadas.

A idéia de Paulo é que, como o não regenerado possui uma compreensão errada ou distorcida do mundo, e como a sua maneira de pensar está viciada, ele age nessa perspectiva, e contribui cada vez mais para a sua destruição.

Nós éramos exatamente assim antes de sermos alcançados pela graça.

Vivendo a leitura


Nada mais real do que a imaginação. Especialmente quando ela salta das páginas de um livro. No universo paralelo das letras e construções virtuais/imaginárias acontecem eventos de uma naturalidade absurda.

Vejam vocês: enquanto eu lia "a tragédia da Guanabara", era tomado por admiração, surpresa, e compaixão dos calvinistas missionários que vieram à nossa pátria. Mas logo a figura de Villegaignon ficou cada vez mais abjeta, e despertou em mim um processo de rejeição e ódio poucas vezes percebido.

Eu fiquei com raiva daquele personagem que se foi pelo menos alguns séculos antes de eu nascer. Tomaria aquele patife virtual em meus braços e o faria sofrer por sua traição e perseguição aos ministros.

Claro que isso não é a melhor coisa de se sentir, nem a se escrever por aqui. Defendo o amor ao próximo, o perdão, etc, etc. Apenas afirmo que vivi tudo isso enquanto lia tais páginas.

Esta madrugada a cena foi semelhante: Lia a sofrida história de uma garotinha maltratada, e logo me vi ranzinza e mal-humorado pelo que fizeram a ela. Consigo me ver deitado com a cara feia, resmungando algumas coisas enquanto o sono me tomava aos poucos.

Entrei em um estado de espírito/humor característico de um animal selvagem. Mas a beleza da coisa é que eu estava só - apenas eu, o livro, e o meu universo imaginário.

O que eu queria dizer é que as leituras têm esse poder de despertar e alterar minha percepção das coisas, levando-me a viajar nas suas histórias e a participar de suas tramas como mais uma das personagens do texto.

Mamãe, quero dançar (no culto)














Leia as reflexões de Augustus Nicodemus Lopes sobre um dos argumentos mais comuns em favor da dança litúrgica.

Mini-Curso: Cosmovisão Cristã

Se você está em São Luís, pode aproveitar hoje e amanhã um mini-curso oferecido pela Igreja Presbiteriana do Renascença.

O tema é a cosmovisão cristã, e o professor será o Mauro Meister, do Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper, Mackenzie.

O curso tem início hoje (31/07) às 20h na própria IPB Renascença.

Leia os artigos do Pr. Mauro Meister no blog O Tempora, O mores!

O Desafio de uma espiritualidade consciente - Acampamento de Jovens - parte 5 (1)


Já contei a história da Luiza por aqui, não? A Luiza é a típica jovem cristã de uma dessas igrejas "pra frente", dessas comunidades modernas que adoram falar mal dos tradicionais. Aliás, os coitados conservadores levam pedradas de todos os lados (uns distribuem também) - mas estou me desviando do assunto. Voltemos.

Eu e Luiza estudávamos no mesmo colégio. Eu estava descobrindo o maravilhoso universo da teologia, e apaixonado por minhas leituras. Ela estava descobrindo o universo paralelo das experiências, e também curtia muito aquele momento.

Até que um dia nos encontramos no intervalo. Ela viu o livro verde em minhas mãos. Pegou, meio curiosa. A palavra "doutrina" na capa do livro era extremamente evidente. Mais do que ela podia suportar. E assim ela me devolveu a obra, soltando a pérola: "não gosto muito de ler essas coisas de doutrina". Minha resposta? Não lembro se fiquei entre aqueles ruídos que a gente faz quando não sabe o que falar: "eh..."; ou se apenas fiquei calado.

O ponto interessante é que, ao rejeitar a leitura doutrinária, ela estava seguindo uma doutrina. Ao deixar de lado o estudo consciente da teologia - mesmo a partir da Bíblia -, ela revelou a concepção comum em muitos círculos.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Debate: James White vs Harold Camping


James White começará o segundo dia de debates com Harold Camping.

Está começando agora mesmo!! (16h30min)

Transmissão ao vivo no link abaixo:

http://stream.aomin.org:8000/dl.m3u

The pen story

Stop motion muito bacana:

Notas caóticas de uma mensagem - Acampamento de Jovens - parte 4

No processo de preparar um sermão, algumas idéias que surgem enquanto estudo, ou mesmo enquanto não estou diretamente ligado ao material, mas maturando as idéias enquanto faço outras coisas, são rigidamente anotadas.

Estas notas caóticas pouco a pouco vão tomando forma e se organizando no que se chama de esboço de uma mensagem.

Assim eu chego às notas para a mensagem que preguei no dia 22/07 - a origem da conversa sobre santidade. O estilo desorganizado pode tirar algumas ênfases necessárias, mas, por outro lado, pode indicar novas propostas a serem percebidas pelos leitores.

A ORIGEM DA CONVERSA SOBRE SANTIDADE:

Gn.1.26-31
Gn.2.4-25
Gn3

-- Por que falar sobre santidade e como entendê-la biblicamente? --

1. O homem foi criado santo (Gn.1.26,27)
-> à imagem e semelhança de Deus
*Criação
#o propósito/projeto de Deus para a humanidade - Is.43.7

2. O homem caiu dessa condição (Gn.3.6,7)
*Queda
#a situação do homem sem Deus - Gn8.21; Sl.51.5; Sl.58.3; Is.64.6; Ef.2.1; 1Co.2.14; 2Co.4.4; Jo.8.34; 2Tm.2.25;26

-- a queda nos leva a evitar um extremo (pensarmos bem demais a nosso respeito)

3. Deus restaura o homem caído (Gn.3.15,21)
*Redenção
#regeneração e justificação vêm antes da santificação - Jo.3; Rm.3 e 5
- não basta "agir certinho", é necessário nascer de novo!
-o evangelho aparece em Gn.3.15
-Alguém morreu para que a vergonha de Adão e Eva fosse coberta
Só é possível falar sobre santificação quando a vitória de Cristo é percebida

concl:
Você compreende o propósito de sua existência?
Você compreende o efeito do pecado sobre sua vida?
Você compreende a redenção que há em Jesus?

terça-feira, 28 de julho de 2009

Carter vs Colson

Alguns proponentes de um novo estilo de liderança me preocupam. Os ex-presidentes dos Estados Unidos conseguem deixar um posto tão importante e sair pronunciando baboseiras mundo afora.

Após as bobagens ambientalistas do Reagan, o Jimmy Carter decidiu falar de religião e opressão, culpando a religião pelo machismo, e taxando impiedosamente os protestantes contrários à ordenação feminina (como os batistas do sul) nesse perfil opressor.

Ainda bem que existem vozes sábias e prontas para argumentar em favor da verdade. Chuck Colson oferece uma resposta à altura, pronta para desconstruir as falácias carterianas.

Veja aqui a resposta do Chuck Colson.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Acampamento de Jovens - parte 3

A idéia era fazer a música - ou o grito de guerra -, mas ninguém estava preparado para o que viria...

Acampamento de Jovens - parte 2

Durante toda a minha vida, precisei lidar com as piadinhas relacionadas ao meu nome. "Alien, o oitavo passageiro", "Cometa Halley", "Além", e, mais recentemente, "Alien versus predador", estão entre as mais ouvidas.

O mais chato não é ter o nome transformado em piada, mas precisar ouvir os mesmos títulos. Não dá mais nem pra esboçar um sorriso completo, daqueles que deixam a pessoa orgulhosa por ser engraçada...

Mas finalmente ouvi algo novo. Uma adaptação, é verdade, mais ainda algo diferente. A galera do acampamento decidiu substituir o "Alien versus predador" por "Allen, o pregador". Duas coisas me deixaram feliz com esse apelido.

Primeiro, foi uma modificação criativa. Eu sou fã da criatividade. Não esperava uma piadinha dessas, especialmente quando estava ao púlpito, mas a idéia foi ótima. Redimiu os outros clichês.

Segundo, eles não me colocaram contra o pregador ou a pregação. "Allen versus pregador" poderia revelar algo sobre como eles percebiam os estudos. Mas me deixaram ao lado da pregação, em favor dela, servindo-a. Pregar a Palavra é tarefa tão intensa que ficar contra ela é abandonar Deus, Sua Palavra e Suas ovelhas.

Assim, os caras mandaram bem. Agora tenho nome, título e subtítulo.

domingo, 26 de julho de 2009

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A origem da conversa sobre santidade

Tenho sugerido que o tema seja entendido a partir da matriz CRIAÇÃO-QUEDA-REDENÇÃO. Esse prisma possibilita a percepção do assunto num eixo histórica e teologicamente sadio.

CRIAÇÃO

O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, na condição de pureza original. Santidade não era uma discussão ou uma batalha para Adão e Eva, era simplesmente a sua maneira de viver no jardim de Deus.

Pensar a santidade na ótica da criação revela o propósito de Deus em Seu ato criador – um ser puro para viver a fim de Lhe dar glória (Is.43.7). A Trindade, em Seu poder e criatividade, formou o homem com a capacidade de se relacionar consigo, com o próximo, com o resto da criação, e com o Criador.

A harmonia do Éden indica os efeitos da vida segundo Deus – a vida santa. Implicações existenciais nas mais variadas esferas são percebidas, partindo de um coração submisso ao Pai, e uma visão de mundo revelada e sustentada pelo Senhor.

QUEDA

Ceder ao pecado trouxe a miséria e desgraça à vida humana. A desarmonia entrou no mundo, e os conflitos foram percebidos. Por causa da queda histórica, o homem sofreu rupturas no relacionamento consigo, com o próximo, com a criação, e com o Criador.

Santidade não era mais algo natural. O estado original foi perdido, e uma “nova” natureza perversa acompanha os seres humanos. Eles passam a ser maus, depravados, cegos, obscurecidos no entendimento, mortos, e inimigos de Deus.

A ordem cedeu espaço ao caos, e o homem é encontrado no meio desta crise. Isso indica a inexistência de elementos pelos quais os seres humanos possam se orgulhar diante de Deus. Somos inúteis (Rm.3.9-11). Indica também que precisamos de ajuda externa para vivermos conforme deseja o Senhor.

REDENÇÃO

Felizmente, Deus não permitiu que o caos determinasse o estágio final da raça humana. Ele mesmo providenciou a solução para o problema do homem, e fez isto através de Jesus.

De maneira objetiva, Cristo viveu uma vida justa e levou sobre si os pecados o Deus povo. Ele morreu no lugar da Igreja, para pegar os pecados dela, e garantir o nosso lugar junto ao Pai.

Deus começa a restaurar a santidade no homem através de Jesus. Ao ouvir a pregação de Cristo, o ser humano no qual o Espírito Santo age é levado a se arrepender dos seus pecados e crer no Senhor. A morte objetiva de Jesus é aplicada pelo Espírito Santo ao cristão, de maneira que, havendo a regeneração, o crente é declarado justo com base na obra consumada de Jesus (justificação). O passo seguinte é a santificação.

Nessa perspectiva, o cristão se aproxima da santidade entendendo o projeto do Altíssimo, e percebendo as suas contradições internas, geradas por uma vida de imperfeição decorrente da queda histórica. Não há espaço para orgulho ou soberba, pois mesmo a santidade é operada por Deus, o Espírito Santo, na vida do Cristão .

Na redenção a Trindade está a restaurar a criação. Uma restauração cósmica, que atingirá cada aspecto da vida humana até que a glorificação seja real. Viver em santidade é agir conforme o propósito de Deus, para a sua glória, mesmo entendendo que, por causa da Queda, a imperfeição marca a vida do crente nesta Terra.

Ainda assim, a esperança é real, pois Deus está reconstruindo/restaurando o Seu jardim, um lugar onde a santidade será real e perfeita, na presença de Deus.

Explicação

Olá senhores,

Talvez vocês tenham sentido minha falta por aqui. Estou em Teresina - Piauí, participando do acampamento de jovens da Segunda Igreja Batista. Na verdade o acampamento é um pouco afastado da cidade, e assim o sinal é difícil, e o acesso à internet se torna coisa rara.

Estamos pensando sobre santidade. Pela manhã o Pr. Samuel Vitalino está expondo Mt.5-7 (o sermão do monte), seguido de um momento de debates. Às noites estamos pensando sobre a santidade e suas nuances.

Vou tentar sintetizar algumas idéias em posts seguintes.
Orem por mim, hoje é o último dia e preciso de graça para falar sobre quando o pecado assola o cristão.

* * *

Visitem o blog do Pr. Samuel. Lá vocês encontrarão muitas mensagens em áudio e material de primeira qualidade.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Encontro da Fé Reformada em SLZ - dia 02

Como prometido, a livraria estava mais sortida!

O Pr. Davi Charles Gomes iniciou as suas palestras sobre a hermenêutica (o conflito de interpretações) com uma bela análise de Êxodo 32.

O Pr. Daniel Santos falou sobre Provérbios e uma perspectiva evangelística a partir deste livro. Muito interessante!

Tirei algumas fotos, mas não posso publicar agora. Acho que amanhã coloco por aqui.

:) SDG

Bate-papo com Ariovaldo Ramos


Ariovaldo Ramos é conhecido no meio cristão por suas mensagens, e também por seu engajamento político. Nesta curta entrevista ele fala sobre sua postura progressista e o evangelho, bem como dá suas impressões sobre movimentos crescentes no Brasil.



Para baixar o arquivo em mp3, clique aqui.

Juan, Fiel, Piper, Brasil


O Juan de Paula tem boas notícias sobre a presença do Piper no Brasil.

Dêem uma olhada clicando aqui.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Encontro da Fé Reformada em São Luís - Dia 01


O primeiro diado EFR SLZ foi bastante agradável. É sempre bom rever os queridos irmãos reformados com os quais não conversamos há tempos. E assim cada encontro tem aquele clima agradável de "reencontro".

Igreja Reformada nos dois sentidos - tanto físico/material quanto teológico -, a IPB Renascença novamente acolheu bem os participantes do encontro. A livraria não me pareceu tão recheada como no último, mas surgiu a promessa de amanhã estar melhor. Ainda assim, a configuração está melhor do que em outras vezes.

A primeira palestra, do Pr. Wadislau, foi descontraída e ritmada. Falou sobre força para a família, interagindo com modelos culturais, dialogando com perspectivas filosóficas, e demonstrando biblicamente a origem das relações familiares e o propósito de Deus com isso.

Intervalo, conversas, comida, livros, abraços, sorrisos, projetos.

O segundo tempo começou com a palestra do Rev. Daniel Santos sobre os livros de sabedoria. Algo mais panorâmico, apresentando noções gerais e nuances histórico-teológicas de tais livros bíblicos. Grandes promessas para os dias seguintes foram feitas.

Aguardo o que vem pela frente.

Você ainda pode aparecer lá.

Enquanto isso, devo postar alguns tweets relacionados - com a tag #fereformadaslz. Você pode acompanhar aqui.

Dia mundial do rock (7)

Para encerrar:

domingo, 12 de julho de 2009

Como [ainda] ser relevante daqui a 500 anos - o vídeo

Como [ainda] ser relevante daqui a 500 anos


No dia 10 de Julho de 1509 nascia João Calvino. Considerado por muitos o maior teólogo da Reforma Protestante, a sua contribuição para a Igreja de Jesus permanece até hoje, dando-nos o exemplo de uma vida bíblica e relevante.

As marcas de sua influência são percebidas ao longo de sua história de vida e de seus escritos.

CORAGEM

Embora de saúde frágil, Calvino foi moldado por Deus para ser um valente lutador pela causa do Evangelho. Não poucas vezes ele se envolveu em debates escritos e disputas teológicas, através das quais foi ousado para a glória de Deus. Quando buscava a paz e a tranqüilidade da vida de escritor, Deus o chamou para ser pastor em Genebra, e assim ele abraçou o ministério com as lutas que viriam.

Ele afirmou: “Um cão late quando seu dono é atacado. Eu seria um covarde se visse a verdade de Deus sendo atacada e permanecesse em silêncio”.

SUBMISSÃO A DEUS

Muitas vezes Calvino precisou deixar a sua vontade de lado para fazer o que Deus deseja. Foi assim com o início do seu ministério como pastor, e isto se tornou marca de sua vida.

Ele escreveu: “Mesmos os santos precisam sentir-se ameaçados por um total colapso das forças humanas a fim de aprenderem de suas próprias fraquezas a depender inteira e unicamente de Deus”.

PERSEVERANÇA

O contexto das adversidades que marcava a Europa do século XVI exigia de um líder cristão muita perseverança. Isto ficou evidente por meio das cartas de Calvino, seu ministério em Genebra e suas lutas pela constante reforma da cidade e da Igreja. Um episódio torna esta perseverança clara: Ele pregava expositivamente as Escrituras, dia após dia, capítulo após capítulo. Foi expulso da cidade pela Igreja, e, três anos depois, quando voltou, convidado pelos mesmos que o expulsaram, retomou o púlpito e continuou a pregar exatamente de onde havia parado.

Ele disse: “e devemos confiar que assim como o nosso Pai nos nutriu hoje, Ele não falhará amanhã”.

FIDELIDADE

A fidelidade à Palavra de Deus era condição essencial para um ministério, segundo Calvino. Reconhecer a autoridade da Palavra é reconhecer a autoridade de Deus sobre o Seu povo.

Ele falou: “a Escritura, recolhendo em nossa mente um conhecimento de Deus de outro modo confuso, desfazendo a fumaça, apresenta-nos claramente o verdadeiro Deus”.

PAIXÃO PELA GLÓRIA DE DEUS

A supremacia e a glória de Deus são temas marcantes na obra do reformador. Seu ministério estava voltado para a exaltação de Jesus, a Quem foi dado o nome sobre todo nome.

A Ele Calvino dedicou a sua vida, e adotou por lema a expressão cor meum tibbi offero, prompte et sincere [Meu coração te ofereço, pronta e sinceramente]

INSERÇÃO NA CULTURA E NA CIDADE

A influência de Calvino e o seu ministério extrapolaram os muros da Igreja e alcançaram Genebra, a Europa, e o Mundo. Calvino contribuiu para melhorias na qualidade de vida dos Suíços em termos trabalhistas, fomentou o surgimento de governos constitucionais e o respeito às garantias individuais, contribuiu para o cuidado com os necessitados de Genebra e os refugiados na cidade, além de preparar e enviar missionários para vários lugares, inclusive para o Brasil em 1555.

Coragem, Submissão a Deus, Perseverança, Fidelidade, Paixão pela glória de Deus, e inserção na cultura e na cidade marcam o Evangelho de Jesus. Vidas assim são bíblicas e relevantes. Tenhamos, pois, tais marcas.

Livrim das últimas semanas: Verdade Absoluta, Nancy Pearcey, CPAD, 526 p.


Até agora, o livro do ano!
Nancy Pearcey trabalha a temática de como a fragmentação do conhecimento em dois pavimentos fato/valor, e público/privado tem sido tão destrutiva para a humanidade nos últimos séculos.
Sua proposta é a reunificação desses campos, sob uma cosmovisão cristã. Somente o cristianismo oferece uma perspectiva adequada para o equilíbrio e compreensão das esferas hoje fragmentadas.
Nancy dialoga muito bem com outros autores para demonstrar o seu ponto. Suas referências lidam com teólogos, historiadores, e mesmo os cientistas dos quais ela discorda. A maneira cautelosa, porém firme, de escrever, indica a seriedade com a qual ela trata o assunto: não faz caricaturas daquilo que discorda, mas não deixa de ser convicta da verdade que defende.
Pearcey caminha pela história, demonstrando como esta fragmentação no conhecimento se deu, e como isso atingiu as mais variadas esferas, como o direito, a política, a biologia, a psicologia, as relações no lar, e a igreja. Ela interage com a história dos avivamentos para demonstrar as conexões destes com a divisão alegada, e faz isso com maestria.
Sua análise do darwinismo é brilhante, é seus insights são importantíssimos para o debate atual e para a educação das nossas crianças.
Para Nancy, uma cosmovisão cristã não produz apenas a compreensão adequada do mundo, mas também a interação adequada com ele. Uma teoria cristã precisa estar acompanhada da prática cristã, e assim ela nos desafia a uma vida de santidade.

Um "livrão"! Muito bom!

sábado, 11 de julho de 2009

Reforma e cosmovisão (3)

Através da Bíblia, a vida em sua totalidade é pensada e ajustada aos desígnios de Deus, conforme o pensamento reformado. Os Registros do Cristianismo funcionam não como um livro de religião pura e simplesmente, mas como base para a existência. Tal realidade pode ser compreendida por meio da máxima reformada “Sola Scriptura”. Conforme tal lema, o documento bíblico tem autoridade máxima sobre a vida do cristão – é sua regra de fé e prática, a lei máxima sobre a qual devem operar os seus pensamentos e condutas nos mais variados aspectos de sua rotina. Conforme Costa (2000, p.17), “a partir da Palavra [os reformadores] passaram a pensar acerca de Deus, do homem e do mundo!”. Esta também é a compreensão de McGrath (2007, p.149), ao declarar a abrangência do princípio Sola Scriptura no contexto pré-Reforma e da Reforma.
(...) As Escrituras são tratadas como uma fonte divinamente concedida da Lei, dos princípios morais e dos preceitos para ordenar o comportamento humano (...). Em vários aspectos, os primeiros proponentes radicais do princípio da Sola Scriptura (como Wycliffe e Huss) podem ser vistos como homens que estenderam a abrangência das Escrituras de modo a abarcar a disciplina, bem como a doutrina, questionando, assim, os métodos dos decretalistas e dos juristas canônicos.

O Sola Scriptura se equipara ao princípio do Livre Exame defendido por Lutero. A idéia básica deste pensamento indica a necessidade de cada indivíduo ter contato direto com a Escritura e a partir deste ato particular formar suas convicções a respeito do mundo. Contrário à mentalidade católica medieval, o monge agostiniano preconizava a importância da Bíblia no idioma do povo e acessível a ele. De fato, a convicção da necessidade de contato individual com este Registro Cristão incentivou, em grande medida, a alfabetização e a reforma do sistema educacional promovida por Lutero na Alemanha e Knox na Escócia. Para que o povo pudesse ter intimidade com o Antigo e o Novo Testamento, era fundamental que soubesse ler. Assim foi determinada mais uma das ênfases da Reforma – a educação.
Há nestes relatos a conexão entre o valor atribuído à Bíblia e o impacto da Reforma nas diversas esferas do universo pós-medieval. Considerar o texto bíblico autoritativo sobre todos os elementos da vida humana insere o indivíduo em um contexto de integralidade, no qual as categorias “sacro” e “profano” são, se não por completo abandonadas, pelo menos redefinidas para que cada fragmento existencial seja envolvido sob o manto unificador da cosmovisão cristã.
Pensar em termos da weltanschaunng bíblica – embora a expressão seja posterior à Reforma – possibilita a compreensão da pluralidade do movimento protagonizado por Zuínglio e os demais pensadores do novel protestantismo. O termo “cosmovisão” (weltanschaunng, worldview) – cunhado por Kant, conforme Souza (2006, p.41) – encaixa-se perfeitamente na noção desenvolvida pelos reformadores, especialmente da ala calvinista. Na esteira de tal tradição surgiu, no fim do século XIX o pensamento depois categorizado como neocalvinismo holandês ou filosofia reformacional, buscando enfatizar a integralidade de uma visão cristã de mundo.
Muitos são os estudos a destacarem o papel da Reforma como influenciadora das artes, incentivadora das ciências, transformadora das relações sociais e trabalhistas, bem como questionadora nos aspectos políticos e jurídicos.
Nomes como Johan Sebastian Bach – o músico , Blaise Pascal – o cientista, Rembrandt – O pintor, William Wilberforce – o estadista e parlamentar inglês, Comenius – o pedagogo, trazem a marca do pensamento da Reforma, que influenciou a sua postura e forma de atuação frente aos desafios de seu tempo.

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Obras citadas (na ordem de referência):

COSTA, Hermisten Maia P. Da. A Reforma Protestante. In: LEMBO, Cláudio. O pensamento de João Calvino. São Paulo: Editora Mackenzie, 2000.

MCGRATH, Alister. Origens intelectuais da Reforma. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.

SOUZA, Rodolfo Amorim Carlos De.Cosmovisão: Evolução do conceito e aplicação cristã. In: CARVALHO, Guilherme Vilela Ribeiro de; et. al. Cosmovisão Cristã e Transformação Social. Viçosa: Ultimato, 2006.


Semana Calvino - dia 04


Algumas dificuldades com a internet não me deixaram postar ontem, então vai hoje mesmo.
Posts pela Net:

João Calvino: vida e obra, por André Aloísio

Uma carta para Calvino, por Ivonete Silva

500 anos do nascimento de Calvino..., por Alessandro Cristian

João Calvino, um presente de Deus para a humanidade, por William de Jesus

500 anos do nascimento de João Calvino, por Cleison Brugger

5 motivos de gratidão pela vida de João Calvino, por Tiago Abdalla

João Calvino, o cérebro da Reforma, porHernandes Dias Lopes

João Calvino e George Whitefield, por Lloyd-Jones

João Calvino 500 anos, por Luiz Claudio

João Calvino, por Claudio Roberto

Nova tradução de Calvino permite leitura prazerosa dos princípios da Reforma Protestante, por Rodney Eloy

João Calvino nasceu há 500 anos, por Maria Paias

500 anos de nascimento de João Calvino - conheça mais sobre ele, no blog Obra da Graça

João Calvino, uma perspectiva pastoral, por Gildásio Reis

Biografia-João Calvino, por Léa Serra

500 anos de Calvino!, por Filipe Niel

Calvinismo, no blog linguística indo-européia

Calvino: 500 anos, no blog Cristianismo, meramente

500, por Sebastian Kim

Hoje comemora-se 500 anos de Calvino, por Rony Santana

Nascia João Calvino, no site da Paróquia de Santa Luzia - Arquidiocese de Fortaleza

Calvino, a Igreja e a Sociedade, por Antonio Carlos Barro

O que Calvino tem a dizer aos mercenários da fé?, por Renato Vargens

A relevância de Calvino para o Século XXI, no blog da Igreja Presbiteriana Central de Senador Camará

Pioneiro da Teologia Reformada e Predestinação, por Jader

Calvino 500 - conferências teológicas, no blog da Igreja Presbiteriana em Simão Dias

Descoberta da
Carta de Calvino, no blog A Pena Afiada

A Calvino o que é de Calvino, por Manoel Quintero

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Blogger no seu Gmail

Se você é blogueiro e utiliza o Gmail, pode aproveitar para fazer posts com um gadget do blogger.

Visite este endereço para saber mais: http://www.google.com/support/blogger/bin/answer.py?answer=143415


Já estou testando.

Calvino 500 anos - Posts pela Net

Uma Carta Para Calvino


Gama, 02 de setembro de 2006

Querido Calvino,

Ao deparar-me com a tarefa de escrever uma carta, achei que seria interessante escrevê-la à você, por toda a sua contribuição no que diz respeito a uma filosofia educacional e pelo trabalho brilhante da Academia de Genebra.


[continue lendo no blog IvoneTirinhas. clique aqui.]

Idéias para bolo?

ilustração de Krieg Barrie, no World Mag.com

Calvino 500 anos - posts pela Net (3)

150: Feliz Aniversário Calvino! 500 anos (1509-2009)

Estou longe de idolatrar o senhor! Sou um seguidor de Jesus Cristo. A minha admiração por ti é pela fidelidade a ele quando estava em vida. Sei da importância da doutrina da união mística , da filiação com Cristo em seu pensamento e interpretação das Escrituras. Karl Barth, um teólogo do século passado disse que o verdadeiro calvinista não era quem te seguia mas quem segue seu mestre, a saber, Jesus Cristo.

[continue lendo no blog Em busca de Deus. clique aqui]

Reforma e cosmovisão (2)

A área de alcance da Reforma ultrapassa as barreiras da religião, adentrando os diversos campos do conhecimento e da vida humana, atingindo a filosofia, as ciências, a educação, a política, a economia, e o direito. Importante e precisa é a definição de Knudsen (1990, p.14), ao demonstrar o calvinismo como “força cultural”. Conforme este autor, “para Calvino, diferentemente do que ocorria com outros líderes da Reforma, não existe dicotomia entre o Evangelho e a cultura” (KNUDSEN, 1990, p.14).
A pesquisa científica serve aos propósitos de demonstrar a abrangência do movimento do século XVI. Muitos são os estudiosos, nos mais diversos campos do saber, a desenvolverem estudos sobre as implicações da Reforma para as áreas “não-religiosas” da sociedade. Dentre os mais conhecidos está o trabalho de Max Weber – A ética protestante e o espírito do capitalismo. Weber observa o impacto da mentalidade protestante sobre o trabalho, destacando diferenças entre os católicos e os herdeiros de Lutero e Calvino.
Ainda no âmbito das ciências sociais, destacam-se os trabalhos do pesquisador suíço André Bielér – O pensamento social e econômico de Calvino (1990), e A força oculta dos protestantes (1999). Nestes estudos os desdobramentos sociais e políticos do pensamento reformado são percebidos e analisados com rigor científico.
Sobre o Direito, os trabalhos Villey (2005) e Krestchmann (2006) – já referenciados no presente estudo – apresentam-se como importantes fontes de pesquisa, na medida em que destacam o pensamento jurídico oriundo de uma perspectiva protestante.
Cientistas da religião como Costa (2000, p.14) afirmam ser as questões teológicas e eclesiásticas o fundamento e motivo último da Reforma. Ao mesmo tempo, não deixam de reconhecer o envolvimento dos reformadores em outras áreas, como as mencionadas acima.
Novamente se faz necessário questionar sobre o alcance do movimento em análise. Quais os motivos para a amplitude dos desdobramentos da Reforma? O que poderia ser destacado como elemento(s) gerador(es) desta pluralidade?
Para a compreensão destas questões, a obra dos reformadores é de grande ajuda. Calvino (2008, p.13) revela a noção de que o fundamento da existência humana é o relacionamento com Deus.
Não se pode achar nenhum homem, em parte alguma, por mais incivilizado ou selvagem que seja, que não tenha alguma idéia de religião. Isso porque todos nós fomos criados para reconhecer a majestade do nosso Criador e, ao conhecê-la, pensar nela mais elevadamente do que em qualquer outra coisa.

A implicação deste pensamento é que a vida humana em sua totalidade é atingida pela percepção de Deus e Seus preceitos. Conforme tal perspectiva, instituições como a Família e a Sociedade, o Estado e o Direito, a Economia e a Política, as Artes e o Lazer são encaixadas em um sistema pensado em seus pontos de contato com o reconhecimento da majestade Divina. Mesmo a ciência – denominada por muitos como inimiga da religião – foi estimulada pelo pensamento da Reforma, conforme assevera Woortmann (1997, p.80): “A Reforma valorizou a investigação científica”. Hopfl (1995, p.XIX) confirma esta noção ao demonstrar o pensamento integral de Lutero: “no próprio entendimento de Lutero (…) a religião não é uma esfera de vida, uma classe de assuntos, coisas ou questões, mas antes um aspecto de toda esfera de vida, de todos os assuntos, coisas ou questões”.

--
Obras citadas (na ordem de referência):
KNUDSEN, Robert D. O calvinismo como uma força cultural. In: REID, Stanford W. Calvino e sua influência no mundo ocidental. São Paulo: Cultura Cristã, 1990.

VILLEY, Michel. A formação do pensamento jurídico moderno. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

KRETSCHMANN, Ângela. História crítica do sistema jurídico: da prudência antiga à ciência moderna. Rio de Janeiro: Renovar, 2006.

COSTA, Hermisten Maia P. Da. A Reforma Protestante. In: LEMBO, Cláudio. O pensamento de João Calvino. São Paulo: Editora Mackenzie, 2000.

CALVINO, João. A verdade para todos os tempos: Um breve esboço da fé cristã. São Paulo: PES, 2008.

WOORTMANN, Klaas. Religião e ciência no Renascimento. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1997.

HOPFL, Harro. Introdução. In: LUTERO, Martinho e CALVINO, João. Sobre a autoridade secular. São Paulo: Martins Fontes, 1995.

500 anos de Calvino - Posts pela Net (2)

Calvino e o Google (e Tesla!)

O Google, o serviço de busca mais usado no planeta, sempre faz com a sua marca alguma referência comemorativa. Hoje, dia 10 de julho, fez uma homenagem a Nikola Tesla. Quem? Nunca tinha ouvido falar! Devo ter faltado na aula de física.

[Leia o resto do post clicando aqui]

500 anos de Calvino - Posts pela Net

Entrevista com João Calvino

Hoje, dia 10 de julho, comemora-se 500 anos do nascimento de João Calvino. Se você ouviu falar dele, talvez não tenha sido coisa boa. Possivelmente, associaram o nome dele a doutrinas difíceis de aceitar. Pensando nisso, resolvemos entrevistar o próprio e quem sabe lendo a entrevista a seguir, se desfaça essa má impressão sobre sua pessoa e ensino.


Cinco Solas: Comecemos pelo começo, como foi a sua conversão?

João Calvino
: Inicialmente, visto eu me achar tão obstinadamente devotado às superstições do papado, para que pudesse desvencilhar-me com facilidade de tão profundo abismo de lama, Deus, por um ato súbito de conversão, subjugou e trouxe minha mente a uma disposição susceptível, a qual era mais empedernida em tais matérias do que se poderia esperar de mim naquele primeiro período de minha vida.


[leia o resto no blog Cinco Solas. Clique aqui]

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Semana Calvino - dia 03

Posts a vagar pela rede:

1. 500 anos de João Calvino, por João Luiz Coelho

2. 500 anos do nascimento de João Calvino, no blog Pérola de Cultura

3. Calvino: Fanático ou reformador?, por João Heliofar de Jesus Villar

4. Prato de hoje: predestinação a la Calvino, no blog dA evangelista

5. Calvinismo e a sociedade atual, por Leandro Lima

6. João Calvino e o caso Servet, por Flávio Souza

7. João Calvino, o teolólogo da vida, por Christopher Marques

8. RJ celebra 500 anos de João Calvino, no blog da Secretaria Executiva do Presbitério de Nilópolis

9. Calvino e o zelo pela glória de Deus, por Madson Marinho

10. Cada dia, por Rosângela / LPC

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Reforma e cosmovisão (1)

A idéia comum ao se mencionar a expressão “Reforma Protestante” é de algo simplesmente religioso, voltado para os elementos espirituais, etéreos e, portanto, desconectado da realidade concreta.
Não se nega, em nenhuma instância, a relação deste fato histórico com a religião e religiosidade do século XVI, sem mencionar seus desdobramentos subseqüentes sobre os aspectos teológicos e eclesiásticos.
A pergunta a ser observada, contudo, é se o escopo deste movimento se esgota no âmbito metafísico. Falar em Reforma Protestante significa se restringir a comentários exclusivamente teológicos? Uma observação cautelosa do ponto de vista da lógica, da história e da pesquisa científica revelará que a resposta adequada para a pergunta acima é negativa.
Primeiramente se destaca que esta separação entre os itens religiosos – abstratos, etéreos e distantes da vida comum – e os itens regulares da sociedade é rejeitada pelo pensamento dos reformadores. Kuyper (2002, p. 26) afirma ser o calvinismo um método diferenciado de existência, e não propriamente de religião.
(...) Mas ao lado do Romanismo, e em oposição a ele, surge o Calvinismo, não simplesmente para criar uma forma de Igreja diferente, mas uma forma inteiramente diferente para a vida humana, para suprir a sociedade humana com um método diferente de existência e para povoar o mundo do coração humano com ideais e concepções diferentes.

Leite e Leite (2006, pp. 30), ao observarem o pensamento de Nicholas Wolterstoff, chegam a conclusão semelhante à de Kuyper, destacando o papel social da Reforma Protestante.
Nicholas Wolterstoff descreveu a forma calvinista de religião como tendo caráter formativo, em oposição ao cristianismo medieval, que seria predominantemente avertivo, isto é, voltado para o mundo celestial. O puritanismo era formativo porque nele o interesse religioso se voltava para a realização de tarefas terrenas e para a reforma social. Segundo ele, mais do que o luteranismo, o calvinismo incorporou o caráter formativo da religião bíblica e dirigiu-o contra a igreja e contra o Estado, rejeitando, simultaneamente, a separação luterana entre a fé e a política, a confusão católica entre igreja e Estado, e a negação anabatista da legitimidade do poder temporal. Surgiu assim, no clímax da Reforma, uma forma de cristianismo profundamente intramundana e dedicada à aplicação da Palavra de Deus a todas as áreas da vida.

As implicações deste “envolvimento intramundano” são demonstradas pelos mesmos autores ao mencionarem o caso específico da vocação (LEITE e LEITE, 2006, pp. 33 e 34). Neste sentido, mais do que pensamentos sobre religião, a Reforma pensou o trabalho e sua função na sociedade.
Cada vocação se tornou, assim, uma esfera de serviço e reforma, para a glória de Deus. A dona de casa, o comerciante e o sapateiro tornaram-se, em suas tarefas, ministros de Deus; o engajamento econômico, político, científico e artístico recebeu novo alento, informado por um ardor verdadeiramente religioso. Mais do que isso, o próprio ordenamento social tornou-se objeto de reflexão e ação transformadora, colocando a história em um firme movimento de reforma social, que continua ainda hoje.

Isto demonstra como o pensamento e a práxis dos reformadores estavam distantes da noção fragmentada que acompanha a mentalidade comum sobre a questão.
--
Obras citadas (na ordem de referência):

KUYPER, Abraham. Calvinismo. São Paulo: Cultura Cristã, 2002.

LEITE, Cláudio Antônio Cardoso e LEITE, Fernando Antônio Cardoso. Evangélicos ou evangélicos? A igreja brasileira entre os exemplos do passado e o dilema do presente. In: CARVALHO, Guilherme Vilela Ribeiro de; et. al. Cosmovisão Cristã e Transformação Social. Viçosa: Ultimato, 2006.

Semana Calvino - Dia 03



Rolando pela Net:

1. 500 anos de Calvino, do blog ScarLett

2. A doutrina esquecida, por Anderson de Carvalho Borges

3. 500 anos do nascimento de João Calvino, por Augustus Nicodemus Lopes

4. Frases de João Calvino - 500 anos, do blog Artes Theológicas

5. João Calvino - 500 anos, por João D'Eça

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O terrorista

Já falei em algum lugar que o calvinista é um ser folclórico. É o currupira eclesiástico, o unicórnio da fé. Citei estórias de pessoas preocupadas porque os calvinistas estavam ensinando “premonição” na igreja, e não duvido que alguém esteja investigando seriamente atentados terroristas causados por estes fanáticos da predestinação.

Mas não era isso o que eu queria dizer. Lembrei-me de um episódio que merece ser relatado. Estava eu passeando no pátio de uma escola quando encontro o Júnior. Ele é um típico estudante colegial, com a ingenuidade daqueles que acreditam em todos. Eu pensei em associar o fato de ser estudante colegial com a ingenuidade, mas logo percebi que isso não existe. O importante é que o Júnior era assim.

Abriu um sorriso de longe para mim, mas logo percebeu o que estava fazendo e fechou a expressão. Chegou bem perto e falou em tom sigiloso: “Ei Allen, é verdade que você está acreditando nesse negócio de calvinismo”?

Era isso. Alguém espalhou a notícia de que eu estava crendo nas perigosas doutrinas da Graça, e o Júnior, coitado, logo se preocupou comigo. Falou em tom confidente, meio preocupado com a minha postura, meio vigilante para não ser ouvido ao falar sobre o assunto.

A predestinação é tabu maior que sexo em algumas igrejas. Esta lá a irmãzinha psicóloga ou sexóloga a rasgar o verbo em suas elucubrações sobre a prática sexual e a sua importância no contexto do casamento, bem como sobre a validade da educação sexual nas escolas, e o debate sobre “detalhes picantes” entre adolescentes da igreja. Mas falar de predestinação já é demais.

Voltei os olhos para o garoto. Aquela pergunta era muito emblemática. Ele nem falou “acredita”, usou a expressão “está acreditando”. Então respondi em alto e bom som: “Mas é claro que eu creio nisso, cara!”. Ele murchou com uma flor de copo d'água. Saiu cabisbaixo. Eu me tornara um terrorista.

1º Congresso Teológico Hagnos e Servo de Criso


Visite o site do congresso.

Semana Calvino - Dia 02


Posts pela net:

Esboço da vida de Calvino, do Folton Nogueira

Os cincos pontos do calvinismo
, por Roberto Vargas Jr.

Ainda a propósito dos 500 anos de Calvino, por Solano Portela

O calvinista
, por B B Warfield (tradução de Ewerton Tokashiki)

Cosmovisões, por Roberto Vargas Jr.

O calvinismo como a cosmovisão cristã
, por Roberto Vargas Jr.

Calvino 500 anos, por Raniere

Calvino e as Escrituras, no blog Rua da Escola

Calvino, Goethe, Simonton, por Rubens

500 anos de Calvino
, pelo D.A. do Seminário Presbiteriano do Norte

Carta aberta aos pastores e teólogos da prosperidade, por Renato Vargens

terça-feira, 7 de julho de 2009

Concurso de Artigos sobre a Escola Austríaca

O Instituto Mises Brasil promove o concurso de artigos sobre a Escola Austríaca.

Do site:

Visando incentivar a produção de conteúdo sobre a Escola Austríaca de Economia no Brasil, o Instituto Ludwig von Mises promove o I Prêmio IMB. A ação premiará o autor do melhor artigo e o autor que mais tiver artigos publicados no site do IMB, entre 1 julho e 31 de dezembro de 2009.

Os participantes terão seis meses para enviar suas colaborações para o site do Instituto Mises Brasil, pelo e-mail artigos@mises.org.br. O concurso terá duas categorias: "Melhor Artigo", que premiará o autor do melhor texto publicado e "Maior Colaboração", que contemplará o autor que mais tiver textos publicados pelo IMB, durante o período de recebimentos de artigos.

(...)

Os premiados ganharão uma bolsa para participar de um curso oferecido pela Mises University, incluindo transporte aéreo saindo da cidade onde reside o vencedor, e ajuda de custo de US$ 300 para despesas extras (a hospedagem já está incluída).

Visite o site do Instituto Mises clicando aqui.

Curso Online: Conhecendo C. S. Lewis


Visite http://cslewis.com.br

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Oficina de Canto Erudito e Popular para a galera de Belém

Últimos Posts sobre calvino


Consulte os últimos posts sobre Calvino na busca de blogs do google.

Clique aqui.

Consulte o #calvino500 no twitter


Você pode consultar no twitter os posts que utilizam a tag #calvino500. Basta clicar no menu ao lado (->), acima do contador dos 500 anos de Calvino, ou simplesmente clicar aqui.

Calvino 500 anos - Blogagem coletiva e #calvino500 no twitter!

Olá galera,

Esta é a semana Calvino. No próximo dia 10, completa-se 500 anos desde o nascimento do reformador.

A contribuição de Calvino para a Igreja, e para a teologia cristã, é absurda. Poucos conseguiram produzir uma obra tão ampla e tão profunda. O seu papel no contexto da Reforma foi fundamental para a organização do movimento, preparo de ministros, definição doutrinária, entre tantas outras coisas.

Por isso, convido vocês para participarem da semana Calvino. É fácil: basta postarem em seus blogs e redes sociais algo sobre o Reformador, ou do Reformador (uma citação interessante, por exemplo).

No twitter, ao postarem algo, utilizem a hash tag: #calvino500, para que outras pessoas possam buscar e acompanhar os twits coletivos e constantes sobre Calvino.

Aos que, porventura, tiverem alguma dúvida: não se trata de idolatria, mas de resgatar a memória do nosso povo, e reconhecer o legado deixado por um servo de Deus.

Participem!

domingo, 5 de julho de 2009

Findi

Consegui conversar um pouco com o Pr. Luiz Sayão, mas até agora não gravei nada. Acho que amanhã é o último dia dele aqui, e vou tentar gravar um bate-papo rápido.

* * *

O Pr. Ariovaldo Ramos também esteve na área, e conversou comigo rapidamente. Em breve posto aqui as suas opniões sobre política e outros assuntos.

* * *

Reuni a minha antiga banda de rok'n'roll e fizemos um somzinho hoje à noite na Primeira Igreja Batista de São Luís. Aproveitei para pregar em Ef.4.17-24, mas não pude gravar, então, se der, depois eu posto o esboço da mensagem. Foi tudo decidido muito rápido, então nem pude colocar na agenda.

* * *

Para quem acompanha o James White, eis uma boa notícia: Ele agora está no Twitter também! (esse troço não pára de crescer...).

James White é um pastor batista reformado, e um grande apologeta, tendo participado de vários debates. Ele tem um programinha de rádio muito bacana, e deixa os arquivos em mp3 à disposição no seu blog.

* * *

Deus é bom. Tenham um ótimo domingo.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Carlos Fernandes e a Cristianismo Hoje (4)

O blog "E agora, como viveremos?" mostra a sua perspectiva da discussão sobre a entrevista do Julio à Cristianismo Hoje.

Leia aqui.

Carlos Fernandes e a Cristianismo Hoje (3)

O Pr. Gilson Bifano também comentou:

Gilson Bifano

Julio Severo, na minha opinião, é hoje um dos daqueles que se levantam em favor da família. Um João Batista dos nossos tempos. Homem que não tem medo de denunciar o pecado, mesmo que para isso seja perseguido e até morto, se for preciso, por defender os princípios da Palavra de Deus. A perseguição hoje se dá no campo dos pensamentos que envolvem a família. Julio Severo pensa de acordo com a Bíblia e não de acordo com filosofia do politicamente correto. Julio Severo tem todo o meu apoio e do Ministério OIKOS (www.clickfamilia.org.br), ministério que também defende a família.

Carlos Fernandes e a Cristianismo Hoje (2)

O filósofo Olavo de Carvalho também comentou a edição da entrevista:

Olavo de Carvalho

Vocês falam do Júlio Severo naquele tom de superioridade fingida que é a linguagem por excelência dos fariseus hipócritas. Em vez de ajudá-lo no seu combate, como teriam o dever de fazer, procuram atiçar contra ele a sanha dos maledicentes e os risos dos escarnecedores. Ninguém mais do que eu diverge do Júlio numa infinidade de questões, mas não avalio seres humanos segundo sua semelhança ou dissemelhança comigo, e sim segundo suas qualidades intrínsecas, que no Júlio são grandes e esplêndidas, a começar pela sua coragem e pela sua fé cristã inabalável. A simples omissão dos cristãos em geral diante das perseguições que ele sofre já seria um pecado intolerável, mas vocês foram além da omissão: em vez de dar de beber a quem tem sede, meteram-lhe uma colherada de sal na boca. Capricharam na impiedade. Depois disso, não esperem que, no meu programa “True Outspeak” ou nos meu artigos, eu trate vocês de maneira respeitosa. Quem desrespeita o cristão perseguido torna-se automaticamente indigno de respeito.

Carlos Fernandes e a Cristianismo Hoje

A revista Cristianismo Hoje deixou claro, em entrevista de Julio Severo a Carlos Fernandes, a maneira como lida o apoio a cristãos que lutam no espaço público pela defesa da fé.

Contra isso, Norma Braga escreveu bela carta (endereçada à revista e publicada em seu blog)

Eis a carta:

À Cristianismo Hoje

Publicado no site da revista.

Caros editores,

Como a maioria dos comentadores desta página, venho manifestar meu repúdio pelo tratamento dispensado a Julio Severo nessa reportagem. Está bastante claro que Cristianismo Hoje quis entrevistar Severo ao mesmo tempo em que se mostrava abertamente antipática às posturas do entrevistado. No entanto, o título, a apresentação e o tom das perguntas mostram que isso foi feito de modo desrespeitoso - o que fala não só da inabilidade do jornalista (é possível evidenciar discordância sem desrespeito), mas sobretudo do descaso de um veículo midiático que traz Cristianismo no nome para com a luta e as perseguições de alguém que deveria ter sido tratado como irmão. O resultado final é não apenas ridículo (nunca vi um entrevistado ser tratado dessa forma no próprio veículo que o entrevista), mas contraria fortemente os ideais de fraternidade cristã, sendo indigno do nome da revista. Porém, ainda há tempo para um saudável arrependimento bíblico, expresso na forma de uma retratação, útil também para corrigir os excessos do jornalista responsável pela matéria. Fica aqui minha sugestão.

Cordialmente,

Norma Braga

Guarde a sua fé... fora do campo


O jornalista Ricardo Acampora, blogando pela BBC (não confundir com CBB), teceu comentários em reprimenda à postura religiosa da seleção após a vitória do Brasil sobre os Estados Unidos.

Ao que parece, o futebol não pode ser associado a nenhuma figura religiosa na perspectiva do jornalista.

Então deixe-me ver se entendi: um jornalista contrário à liberdade de crença e de expressão??

Que coisa estranha, não?

Você pode ler o famigerado artigo aqui.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O caminho para a literatura

A primeira leitura de uma obra literária para os literatos, é, com frequência, uma experiência tão importante e significativa que apenas experiências como o amor, a religião ou o luto podem servir como parâmetro de comparação. (C. S. Lewis, Um experimento na crítica literária, p.9)


O caminho para a literatura passa pela Teologia. Explico isso com a minha história.

Não acho que fui um grande leitor, senão de revistas em quadrinhos, até a minha adolescência. Acredito que as “revistinhas”, como eu chamava, eram o meio escolhido por meus pais para despertarem em mim a paixão pelos livros. Acredito que funcionou, mas basicamente no que diz respeito a esse tipo de leitura menos comprometida.

Provavelmente a visão de meu pai debruçado sobre os livros em sua mesa de estudos, ou minha mãe em meio a várias obras do seu contexto de pesquisas, teve mais peso em minha dedicação à leitura do que qualquer outra coisa, mas não sei medir a influência de cada item com precisão.

O fato é que eu cheguei ao ensino médio com alguma dedicação aos textos, mas ainda tímida e pequena. Lembro de me dedicar a ler os temas que despertavam a minha atenção no momento: livros sobre o rock'n'roll e a igreja1, a nova era, e algumas bobagens sobre “quebra de maldições e o poder das palavras”2 . Ainda assim, em geral eu lia pouco, e quando se tratava dos clássicos da literatura eu era um completo analfabeto, tendo observado apenas alguns livros que a escola exigia dos alunos.

No fim dos meus 16 anos fui acordado da sonolência literária, e decidi que precisava fazer uma “dieta mental” (o termo que eu escolhi à época). Visitei a biblioteca do meu pai com a curiosidade de uma criança, e selecionei alguns livros de teólogos cujo nome eu havia ouvido – Russell Shedd, John Stott, etc. Comecei a ler avidamente – engolindo muitos pontos que eu não entendia. “Acho que preciso treinar a leitura para então passar a entender melhor”, eu pensava. Foi o que aconteceu. À medida que eu lia, uma série de noções e conceitos se organizavam e reorganizavam na cabeça, tornando possível a compreensão de palavras, expressões, capítulos e obras inteiras. Um trecho de um livro ajudava na compreensão da escrita de outro autor, e vice-versa. Não foi algo rápido, e até hoje a contribuição desses “professores vivos e mortos”3 permanece.

O ponto é que, foi através da leitura teológica que eu senti a necessidade de ter contato com a literatura geral. Lendo sobre a Graça Comum, e através de testemunhos pessoais e comentários da influência de grandes romances sobre a vida de homens de Deus, eu percebi que, com Shakespeare, Dostoievski, Machado de Assis e cia., eu poderia ser enriquecido, além de obter compreensão sobre determinadas cosmovisões e períodos históricos.

A Suprema Beleza revelada na Teologia me levou a perceber o belo nos textos não-teológicos. Estudando doutrina eu percebi a importância da literatura. Em meio aos comentários e sistemas doutrinários, senti-me impelido ao estudo literário, em busca de aperfeiçoamento como indivíduo, de formação como pessoa, de sensibilidade como homem.

O estudo teológico também me levou à Filosofia, mas esse é assunto pra outro texto. Quero dizer, com esta breve descrição, que a Teologia adequada, em vez de produzir alienação e isolamento, permite uma verdadeira inserção na cultura, e compreensão da realidade que nos cerca.

Não sou dos mais letrados nos clássicos, mas como tem sido bom descobrir autores e histórias fantásticas! Algumas que despertam o ódio, outras, a tristeza, e outras, ainda, agradáveis e sonoras gargalhadas.

Sem a Teologia, acredito que a minha compreensão das obras literárias seria limitada. Não quero dizer que é impossível a boa interpretação e aprendizado sem o conhecimento da Teologia. Apenas destaco o papel formativo do pensar teológico e das doutrinas cristãs na compreensão do mundo. Tudo tem novas cores quando visto pelas lentes da Bíblia. A cosmovisão cristã dá sabor à realidade.

1Eu estava ouvindo esse estilo musical, e muitos eram os argumentos e livros contra o rock. Hoje eu continuo ouvindo esse gênero musical.

2 Infelizmente eu tive algum contato com essas distorções teológicas no início da adolescência.

3A figura de professores vivos e mortos é de Mortimer Adler em seu livro “A arte de ler”.


"O aficionado da cultura, como pessoa, tem muito mais valor do que o caçador de status. Ele lê, assim como frequenta galerias de arte e salas de concertos, não para se fazer aceito, mas para aperfeiçoar-se, para desenvolver suas potencialidades, para tornar-se um ser humano mais completo". (C. S. Lewis, Um experimento na crítica literária, p.13)

Cosmovisão Cristã


O blog da Aliança Jovem Reformada traz um novo artigo sobre cosmovisão. O autor, Roosevelt Nunes, dialoga com John Stott e Francis Schaeffer na elaboração de um perfil básico sobre o que é uma cosmovisão, e quais as implicações de uma cosmovisão cristã. Ele diz:
A filosofia cristã como um sistema total de vida permite ver e compreender toda a realidade. E essa perspectiva implica um comprometimento na transformação do mundo. John Stott diz que o nosso dever cristão é, por meio da oração e do ensino, levar as pessoas a aceitarem o verdadeiro diagnóstico de sua situação diante de Deus.

Leia o artigo completo aqui.