Sábado, 26 de Janeiro de 2008
Sobre o cantar no culto:
Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008
Citação da noite:
Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008
A dica de Francisco de Assis para os casais (casados):
O elefante, [que] não somente é o maior mas o mais inteligente dos animais, nos provê um excelente exemplo. É fiel e amoroso para com a fêmea de sua escolha, tendo relações sexuais com ela somente a cada três anos e nunca por mais de cinco dias, e de forma tão secreta que nunca é visto, a não ser no sexto dia, quando ele aparece e vai banhar-se por completo no rio, só retornando ao rebanho após estar purificado. Tais hábitos bons e modestos são um exemplo para marido e mulher.
[extraído de A Bíblia e Sua Família, de Augustus Nicodemus Lopes e Minka Schalkwijk Lopes, p.163]
Alguém aí vai encarar o desafio??
Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008
Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008
Como pregar mensagens bíblicas (ou como estudar a Bíblia)
"Tudo começa com o texto". Leia a Bíblia sistematicamente, e, se possível, pregue-a da mesma forma. Assim a seleção do texto fica mais fácil. Ler trechos alternados diariamente, embora possa ser de alguma forma proveitoso, prejudica a compreensão completa do pensamento do autor de determinado livro, bem como atrapalha a noção da totalidade da Bíblia e as relações entre as passagens, sem falar que cria uma "disciplina invertida" (ou indisciplina) no leitor/estudante/pregador.
Sempre observe o texto à luz do seu contexto histórico e gramatical. O que determinadas expressões ou palavras significam para o autor do texto que você está estudando ou pregando? Em que situação esse texto/livro/carta/capítulo/versículo foi escrito? Qual era a intenção do autor ao registrá-lo? O que essa passagem significava ou significaria para os leitores originais?
Interpretado o texto, aplique-o ao seu contexto. Como o ensinamento deste texto pode ser aplicado hoje? Que aspectos culturais do trecho lido devem ser deixados de lado por nós? Que princípios eternos o texto ensina? De que maneira estes versos encontram as realidades das várias faixas etárias e situações dos membros de minha igreja, ou do meu auditório, ou de minha família?
Por fim, sempre confie no poder de Deus para iluminá-lo, e ajudá-lo a compreender e explanar a Bíblia. Tudo vem dEle. Toda a glória volta para Ele.
Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008
Não se engane sobre Philip Yancey e Brennan Manning
Os dois autores estão vendendo como água. Até bem pouco tempo (dias) nada tinha pra falar sobre eles. Nem contra, nem a favor. Mas ao visitar o blog da Norma fui alertado para um ponto importante. Ela descreve a estratégia sutil (muito utilizada pelos esquerdistas) de ser impreciso sobre questões relevantes. Refiro-me, neste caso, ao homossexualismo. Yancey fala de sua amizade com Mel White, homossexual assumido e pastor de uma comunidade que defende a causa gay. Ele demonstra isso em seu livro "maravilhosa graça". Até aí nenhum problema. Não há mal nenhum em ser amigo de um homossexual. Mas o renomado autor vai mais longe, ultrapassando os limites estabelecidos pela Bíblia. Em sua entrevista à revista enfoque gospel, ele afirma ser a homossexualidade algo relacionado à identidade do ser.

Entrevistado por uma revista eletrônica de uma comunidade "cristã" para gays e lésbicas (sob o comando da "pastora" lésbica Cancade Chellew-Hodge), Philip afirma aberrações, como:
“No que se refere a assuntos de doutrinas, como a ordenação de pastores gays e lésbicos, fico confuso… Francamente, não sei a resposta para essas questões”.
“Obviamente, se uma igreja está dizendo que você precisa abandonar a orientação sexual, essa igreja precisa receber educação”.
A Norma ainda demonstra como ele busca, com discrição, "promover valores modernosos antibiblícos", bem como destruir a imagem da igreja americana conservadora.
A sutileza e estupidez da postura de Yancey é desmascarada por Júlio Severo, que demonstra com clareza o perigo de tal posição.
O autor de "Maravilhosa Graça" também é desmascarado por Andy Comiskey, ex-homossexual que agora defende a posição bíblica sobre o assunto. Andy começa o seu artigo falando de outro escritor que começa a ganhar muito espaço no Brasil: Brennan Manning. Falando de seu contato pessoal com Brennan, afirma:

"Encontrei-me com Manning para um almoço para tratar dessas questões. Ele pareceu ter ficado realmente ofendido quando expressei minhas preocupações com as referências ambíguas dele com relação ao homossexualismo em seus artigos e livros. Durante nosso almoço incômodo, ele defendeu os “casais” gays que vivem em compromisso. Ele também desafiou meu compromisso de defender a ética sexual bíblica — nenhum sexo com homem ou mulher fora da aliança conjugal heterossexual — taxando-me de desinformado e de ter uma mente estreita. Eu compartilhei com ele acerca do compromisso do ministério Desert Stream de dar oportunidades seguras e fortes na igreja para a transformação dos homossexuais. Meu assistente Mark Pertuit e eu demos para ele testemunho de nossas próprias caminhadas de cura. Manning rejeitou nosso testemunho com o argumento de que eu não tinha conhecimento suficiente de teologia
moral para ser levado a sério nessa questão."Desta forma, a obra desses autores deve ser tratada com muita cautela, para discernirmos biblicamente o que pode ser aproveitado e o que não pode.
Recomendo a leitura das fontes que indiquei. Elas demonstrarão que o assunto não se trata de divagações, mas de pontos reais e sérios, que merecem ser discutidos diante de toda a igreja para que não caiamos nos enganos das ambiguidades que nos apresentam.
Tomemos cuidado na hora de escolher a nossa literatura. Não basta ser famoso, é preciso ser bíblico.
Leia ainda:
Norma Braga sobre o homossexualismo
Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008
Como não pregar mensagens bíblicas (ou como não estudar a Bíblia)
Tudo começa com o texto. Dizem que “pra bom entendedor, meia palavra basta”. Deveriam dizer que “pra mal intérprete não há palavras suficientes”. Pois bem, qualquer texto serve, afinal, você não quer estudar a Bíblia de verdade, nem pregá-La mesmo.
Escolhido o texto (você pode utilizar aquele velho método de fechar os olhos, abrir a Bíblia em qualquer parte e ficar com os primeiros versos para os quais olhou), você passa à interpretação. Talvez a melhor maneira de não pregar a Bíblia, ou de não estudá-La corretamente, é alegorizar. Crie alegorias, fantasie sobre o texto, deixe a sua imaginação levar você aos lugares que ninguém jamais sonhou. Um pouco de auto-ajuda não faz mal a ninguém, e ainda produz pregadores de sucesso, então aproveite as suas alegorias e as transforme em ilustrações da força humana.
Pegue o texto de Davi e Golias, por exemplo, e transforme em uma mensagem sobre como vencer os seus gigantes. Não pare por aí, dê significados para as coisas mais banais, como as pedrinhas que Davi escolheu. Dê nome a cada uma delas. Associe-as com qualquer coisa que possa ser útil na motivação dos ouvintes. Assim você conseguirá desconsiderar o contexto histórico e o significado do texto, e imprimirá uma nova tendência para a Palavra de Deus (de Deus?).
Observe a parábola do sal e da luz, e diga que Jesus escolheu a figura do sal porque este tempero possui mil funções. Descreva todas as formas de se utilizar o sal na contemporaneidade, e af
irme que foi essa a causa de Jesus usar tal ilustração.
Fique à vontade para criar. A essa altura, o auditório já sorriu e chorou com você, eles o consideram um grande pregador. Puxe da manga o texto sobre o envio dos setenta discípulos, e crie setenta razões para o sucesso. Se o número for grande demais, escolha só os doze apóstolos. Se ainda for grande, fique com um deles.
Lembre-se de Zaqueu na árvore, e fale das “árvores do dia-a-dia” que usamos para ver Jesus, mas só de longe. Invente nomes pra elas.
Por fim, não pesquise a história, nem tente entender gramaticalmente o texto. Isso não é importante, e vai atrapalhar a sua criatividade. Se o texto for verdadeiramente ouvido e analisado à luz do seu contexto histórico e da intenção do autor, a sua pregação já era.
Postado por
Allen Porto
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Marcadores: Desabafos, Provocações
Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008
Dia de reencontros!
Estou em uma jornada pelas pré-programações da assembléia da Convenção Batista Brasileira. Ontem, como vocês observaram no post, passei pra dar uma olhada na galera da ABIBET (associação brasileira de instituições batistas de ensino teológico), e da OPBB (ordem dos pastores batistas do Brasil).
Hoje passei novamente na reunião dos pastores, em tempo de ouvir um interessante testemunho de uma esposa apaixonada que perdeu o marido há pouco tempo. Ele agora está com Deus.
Depois visitei o espaço onde acontecia o grande encontro da união feminina. A mulherada estava toda concentrada na sala de reuniões, enquanto eu aproveitava pra dar uma olhada nos stands e materiais expostos na entrada do centro de convenções.
Foi lá que reencontrei amigos de longa data, e pude novamente trocar algumas idéias e matar a saudade desses caras queridos.
Encontrei, depois, outros amigos, que participam comigo do projeto Aliança Jovem Reformada - encorajo você a conhecer e contribuir para esta idéia!.
No fim das contas, foi um dia bastante agradável pelos reencontros, e, claro, porque eu alimentei o meu vício literário e comprei obras relevantes para a compreensão da história dos batistas no Brasil.
Obviamente eu tenho utilizado um estilo que faz este blog parecer mais um diário do que qualquer outra coisa. Eu não tenho nada contra diários, mas esta não é a proposta do blog. Ainda assim, tenho escrito assim porque acho importante relatar minhas experiências ao longo deste período da Convenção Batista Brasileira, para que não pareça técnica, nem chata demais qualquer análise.
:) SDG
Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008
A Convenção Batista Tá Chegando Aê Galera!
A Assembléia da Convenção Batista Brasileira aqui em São Luís, Maranhão, começa no dia 18 de janeiro e vai até o dia 22. Será realizada no Centro de Convenções (Multicenter Sebrae). Esta é uma boa pedida para quem quer conhecer um pouco mais dos batistas, e para os próprios batistas.
Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008
Preciso de ti, ou história de um retiro
Eu nem notei que ele havia adormecido. Aquele foi um dia agitado, com toda a empolgação que os retiros costumam ter. Tarde de esportes e tudo mais. Quando fomos tocar as músicas no louvor da noite, eu sabia que ficarmos sentados seria perigoso. A idéia de orar entre uma música e outra, ou qualquer outra coisa que nos fizesse fechar os olhos por mais de um minuto era pior ainda. E assim eu percebi que ele estava concentrado demais na oração. Tão centrado que, mesmo depois, ficou de olhos fechados. A próxima música pedia pra ser tocada. A igreja aguardava o início. Então o alertei: “Preciso de ti, cara!”. Ele quase não ouviu. Talvez estivesse sonhando com alguma coisa. Foi voltando aos poucos. “Preciso de ti” - repeti. Ele foi se recompondo lentamente, olhou para mim, e replicou: “eu também preciso de ti”. Fala sério. Eu estava dizendo o nome da música que deveríamos tocar, e ele achou que era algum tipo de declaração de fraternidade. “Não! A música!”. “Ah, tá!”. E assim começamos a tocar, pra depois sorrir bastante...
Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008
Loucuras do dia-a-dia...
Às vezes eu ando com a minha câmera. Aliás, frequentemente. E hoje fui premiado com uma cena digna de ser postada aqui.
Eu dirigia tranqüilamente o meu batmóvel, quando encontrei um sinal vermelho. A coisa mais comum ao se parar diante de um semáforo é olhar para os lados. Isto, diga-se de passagem, tem sido a causa de brigas homéricas entre casais, pois a mulher jura que o cara estava de olho na motorista do carro ao lado (e até ele explicar...). Simplesmente é natural ver como estão as coisas ao redor. Eu fiz isso, e eis a grande imagem: ao meu lado estava um carro aparentemente normal, mas com uma Bíblia aberta sobre o painel.
Tudo bem que usar a Bíblia como amuleto não é uma prática nova, mas fazer isto em um carro é algo de vanguarda. Especialmente porque, com o movimento do carro, é difícil ela ficar aberta no salmo 91 (o mais famoso das Bíblias-amuleto) . Imaginei que aquele motorista andava muito devagar, ou nunca baixava os vidros.
Rapidamente peguei a máquina e cliquei. Não poderia deixar passar.
Enquanto escrevo, olhando com mais calma a imagem, vem à mente outra idéia. Eu percebi, no momento da foto, que o carro estava batido, mas não fiz nenhuma associação. Agora é impossível deixar passar. Não é engraçado que justo o carro do amuleto esteja batido? Vai ver ele só colocou ali depois do acidente...
Isto me fez pensar sobre o papel das Escrituras na vida da Igreja cristã. Em alguns lugares Ela não serve nem mais como amuleto. A voz dos pastores, "pastoras", "apóstolos" e bispos, com suas revelações, tem mais lugar do que a revelação proposicional de Deus.
Em outros cantos a Santa Bíblia é muito estudada e discutida, mas pouco vivida. As teses acadêmicas e especulações sobre aspectos profundos de seus textos tomam o lugar da simplicidade de uma vida piedosa.
Ambos os exemplos negam o lema da igreja no período da Reforma. Os cristãos gritavam: SOLA SCRIPTURA! (Somente as Escrituras!). A Bíblia era a regra final de fé e de prática da vida dos cristãos.
Eu desejo viver conforme a Palavra de Deus, e desejo que você deseje isso também.
:) SDG
Pra quem não aguentava mais ler, e queria logo ver a foto:
Postado por
Allen Porto
às
17:20
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Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008
A crise da relevância

Às vezes penso que tenho a coisa mais importante do mundo pra dizer. Nesses dias os posts brotam da necessidade urgente de pensar, escrever, e comunicar (ou desabafar, provocar, e refletir).
Em outros momentos, desprezo profundamente qualquer das minhas idéias, e não vejo nelas utilidade para mim, e muito menos para a rede mundial de computadores. Não justifico. Simplesmente não escrevo.
Domingo, 6 de Janeiro de 2008
A primeira postagem do ano é com ele...
Os evangélicos muitas vezes cometem um grave erro hoje em dia. Sem o saber, eles passam adotar uma posição bastante fraca. Eles muitas vezes agradecem a Deus em suas orações pela revelação que temos de Deus em Cristo. Isso é bom, sem dúvida, e é maravilhoso o fato de termos uma revelação factual de Deus em Cristo. Mas ouço bem poucos agradecimentos dos lábios dos evangélicos de hoje pela revelação proposicional na forma verbalizada que temos nas Escrituras. De fato, Deus não deve somente existir, mas Ele também deve ter falado. Deve ter falado de forma muito mais do que meramente apelativa para experiências extraordinárias e emocionais. Necessitamos fatos proposicionais. Precisamos saber quem Ele é, e qual o Seu caráter, porque Seu caráter é a lei do universo. Ele nos contou tudo acerca do Seu caráter, e esta se tornou a nossa lei moral, nosso padrão moral. Não se trata de algo arbitrário, pois está firmado em Deus mesmo, no que sempre foi. Trata-se precisamente do oposto do que é relativo. Ou é isso, ou a moral não é moral. Ela se tornará simples médias sociométricas ou padrões arbitrários impostos pela sociedade, o Estado ou uma elite. É um ou outro.










