Inaugurando a seção "a Caneta", começo com uma poesia minha.
Explico, novamente, que esta seção trata de uma produção cultural cristã. Aqui será o espaço de textos "não-teológicos" no sentido direto, e outras expressões como poesia, música, vídeo, fotografia, etc.
Acredito que, além de falar sobre uma cosmovisão cristã, precisamos demonstrar como uma cosmovisão cristã trabalha "na prática".
A poesia abaixo trata da dinâmica do conhecimento humano. Enquanto todos se conhecem superficialmente nos círculos sociais, provavelmente existem círculos mais restritos, nos quais as máscaras que usamos diante dos outros caem, e somos verdadeiramente conhecidos. Quando as nossas fraquezas são conhecidas, somente a Graça torna possível o sucesso dos relacionamentos.
As ilustrações são da pintora norte-americana, Constance Pierce.
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Companhia
Eu te vejo
quando ninguém mais
perto está
de contemplar
o tom que traz
o teu desejo
Eu contemplo,
além da cor
e dos murais,
os teus sinais
e o pavor
do mal exemplo
Eu sinto a falta
do brilho intenso
que logo some,
manchando o nome,
de tão imenso
vigor que trata
Eu sei quem és,
mais que ninguém
e o que te faz
perder a paz,
pois não deténs
teus próprios pés
Vi-te prostrado,
sem piedade -
o resultado patético
de um esquema ético
de maldade
e desagrado
Eu conheço,
mais que as fotos
e os textos,
os defeitos
dos prounciados votos
por teu beiço
Eu caminho
ainda ao teu lado
no exercício eterno
de abandonar o inverno
que deixaria desolado
quem tenta sozinho
Mas assim vivo
a estação com quem
sustenta os sóis,
e cuja voz
fielmente mantém
meu amor ativo.
Um comentário:
Muito linda, muito bem escrita e principalmente muito verdadeira.
Beijos.
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