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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Contribuição BJC: Dia da Bíblia - e qual será o dia da leitura? - Por Rodrigo Anselmo da Silva

No menu "contribua" do BJC, há a sugestão de que outras pessoas enviem seus textos, que, após análise, podem ser publicados por aqui. Isso não significa que eu concorde com tudo o que é publicado, mas que há algo importante a ser pensado no texto. Foi assim que o brother Rodrigo Anselmo da Silva me enviou o texto abaixo, refletindo a respeito do dia da Bíblia e seu significado concreto.

Ele é membro da Igreja Batista Plenitude, em São Luís, e deveria criar um blog para compartilhar seus pensamentos! =)

Obrigado, Rodrigo! Eis o texto:

* * * 

DIA DA BÍBLIA – E qual será o dia da leitura?

Por

Rodrigo Anselmo da Silva – Membro da Igreja Batista Plenitude

Hoje, dia 11.12, é de costume no meio evangélico se comemorar o dia da Bíblia. Não vou me deter no fato de que a Palavra de Deus é muito maior do que qualquer data ou até figura cronológica simbólica, de modo que não acho nada demais ter um dia para esta comemoração. Assim como não penso que esta atitude seja relevante a ponto de se criar na cultura atual uma importância para as Escrituras Sagradas, a partir dessa comemoração.

O que sempre me impressionou nesses quase 18 anos de protestante e batista, é o grande apelo e incentivo verdadeiro a leitura, prática e observação ao ensino da Bíblia, e este comentário não é , nem de longe, contrário a esta afirmação. Mas, sinceramente, digo que um dos dias - e sempre pensei nisso - que os crentes mais deixaram de ler individualmente a palavra de Deus, é o domingo. Não nesse domingo, dia 12.11, mas aos domingos, e apresso-me em explicar.

Vamos analisar: quando chegamos na igreja pela manhã, vamos para o culto e depois a EBD, ou se aplica a ordem inversa. De qualquer forma, mesmo sem perceber, já passou o primeiro momento que, de forma geral, nós deveríamos fazer nossa devocional (sim aquela que tentamos realizar diariamente assim que acordamos). O quê? Devocional no domingo? É isso mesmo: você já parou pra pensar que este dia é quase que retirado da lista de vida devocional diária, como se não fizesse parte da semana? Porém, é o primeiro dia da semana! E digo mais: às vezes na liturgia do culto não há um momento para os presentes irmãos abrirem a Bíblia, pois os textos geralmente vêm projetados - via data show ou impressos no boletim. Então vem a pergunta: isso não é retirado da Bíblia? Não é válido? Sim, é, mas veja que o contato propriamente dito com a Escritura já começa, desde cedo, a ser esquecido.

Infelizmente várias vezes a própria pregação - por falta de "tempo num culto muito longo" é pouco preenchida pela leitura da Palavra de Deus. Após o culto matinal, as famílias vão almoçar, por volta das 15h voltam ao lar doce lar e descansam para depois de algumas horas estarem de novo em atuação ministerial e assistindo (ou prestando) culto. E mais uma vez, quase não lemos a Bíblia no domingo a tarde, é incrível. Então restam ainda dois horários, o culto da noite, que geralmente é no sentido de um culto mais evangelístico, dado ao número de visitantes ser geralmente maior do que o matinal, então lê-se uma porção bíblica maior, prega-se o evangelho e - em algumas igrejas - ocorre o momento do apelo....percebeu que em termos de liturgia, o abrir individual da Palavra do Senhor foi mais uma vez esquecido? Nos dias de domingo, é muito pouco usual esta prática. Você já havia refletido nesta questão? E não se trata do domingo em si, como se este fosse amaldiçoado ou coisa parecida, mas é que o foco dos momentos de celebração em comunidade, são rasos no que diz respeito ao ensino e leitura das Escrituras Sagradas, isso na minha visão é um fato e não somente de hoje, não necessariamente pra todas as igrejas e denominações claro, mas é quase unanimidade. Então, depois do culto sempre cai bem uma ida em grupo ao uma boa rede de fast food e ao chegar em casa, você e eu, temos o hábito de ler a Bíblia antes de dormir, depois de tanto cansaço e ativismo diário e semanal? PENSE NISSO!

 

 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Jovens espirituais


Sentei com alguns jovens no último fim de semana para conversar sobre o tema “atuação jovem: juventude e espiritualidade". Sou crítico das noções contemporâneas de “juventude”, e de “espiritualidade”, como é possível perceber de posts anteriormente publicados aqui.

A idéia atual de juventude é excêntrica. “O mundo é dos jovens”, dizem. Verdade? De fato, o mercado se voltou para “a juventude” como o público por excelência. De algum modo são os jovens que determinam a pauta cultural – cinema, televisão, música, roupas, e expressões religiosas são remodeladas para alcançar essa faixa etária. Os “crentes” não ficam de fora – o formato de muitas, se não da maioria, das igrejas evangélicas é voltado para agradar ao público jovem. Músicas "pulsantes”, luz e efeitos visuais, estilo de pregação, e tudo o mais são dotados daquele estilo afetado de quem deseja ser ou parecer jovem a qualquer custo. Já falei sobre como é ridículo ver pessoas de 50 anos ou mais tentando se portar como se estivessem na casa dos 20, ou afirmando histericamente que possuem “espírito jovem”.

Presumimos que a cultura esteja certa, e entramos de cabeça no movimento sem questionar os seus pressupostos e resultados. Para não me deter muito no ponto, simplesmente posso questionar a idéia da centralidade dos jovens em uma comunidade a partir do que as Escrituras ensinam sobre a ordem natural de que os mais velhos têm primazia e ensinam os jovens. Não importa se o número de jovens é dez ou vinte vezes maior do que o de idosos, estes ainda precisam se sentar aos pés deles para aprender. Não quero dar a falsa impressão de que todos os idosos são sábios e de que não há espaço algum para os jovens na cultura e na igreja. Há muito espaço. Mas o clima cultural exige reflexão e equilíbrio. O outro ponto é que o resultado de uma cultura centrada nos jovens tende a privilegiar a imaturidade e seus desdobramentos, apenas porque vêm embalados no pacote “cool” da juventude. Somos tolos, mas temos estilo.

O outro tema problemático é a noção de espiritualidade. O termo é tão abrangente que se faz comum fora da igreja cristã. Mais e mais as celebridades falam de sua “espiritualidade” - normalmente uma mistura da prática de ioga, com algum cristal na mesa de centro da sala, e talvez o uso de roupas brancas a cada virada de ano. Os mais intensos se dedicam às práticas neopagãs do esoterismo, ou adentram o espiritismo. E por último vêm os frequentadores esporádicos de missas e cultos. São espirituais, mesmo que não saibam definir propriamente o termo.

O problema cultural é que o termo espiritualidade hoje se refere a um tipo de expressão subjetiva que forneça um sentimento de elevação do espírito, independentemente de um conteúdo de fé. Na cultura contemporânea, ser espiritual é sentir-se bem, sem credos ou doutrinas.

A sabedoria jovem
Aqui os evangélicos entram. O “mantra” cristão dos nossos dias é “ser espiritual sem ser religioso”. Por religioso, pretende-se falar da religião institucional e suas formas – credos, doutrinas, liturgias, orações, hierarquias, etc. Os crentes de nossos dias querem reivindicar o direito de sentir elevação espiritual sem ter de se submeter a qualquer forma. Ser espiritual é algo interno, é sentir e expressar amor, é viver bem com os outros, e outras expressões tão abrangentes quanto vazias. Quanto mais lacônico melhor. A espiritualidade contemporânea é amiga da ambiguidade e da vaguidão.

Os “espirituais” do nosso tempo são inimigos do que é formal – da religião institucional. Aqui jaz mais um problema. Jesus deixou uma igreja, que se reunia regularmente nas casas e no templo. Uma igreja que possuía hierarquia – apóstolos, evangelistas, pastores-mestres. Uma igreja que tinha orações formais, como a do Pai nosso. Uma comunidade que repetia continuamente os sacramentos do batismo e da ceia. Um corpo de pessoas que possuíam liturgia definida e ordenada pelos apóstolos, composta de orações, confissão de pecados, leitura da Bíblia, pregação, e sacramentos. Uma igreja que perseverava na doutrina dos apóstolos.

Pra quê estudar a Bíblia se eu posso
apenas viver bem com o vizinho?
Como é possível espiritualidade sem conteúdos de fé? Alguém pode sentir elevação espiritual ouvindo música instrumental, ou mesmo ter uma experiência estética com a beleza de uma canção que, em sua essência, nega a verdade de Deus. Tal elevação espiritual representa espiritualidade saudável? Viver bem com os outros, sem expressar fidelidade à Palavra de Deus é ser espiritual? Rejeitar a igreja de Deus é ser espiritual?

Finalmente, o outro lado da moeda é uma espiritualidade provida de formas espetaculares. Espiritualidade, especialmente nas comunidades carismáticas, pentecostais e neopentecostais é medida em termos de “ação poderosa do Espírito Santo” por meio de dons: línguas, visões, sonhos, profecias, milagres, curas, expulsões de demônios, e fenômenos semelhantes.

Nesse aspecto, a espiritualidade é retirada do contexto comum da vida, e colocada em um patamar de excentricidade, por meio da qual só há elevação espiritual em momentos pontuais de fenômenos impressionantes. São deixados de lado os elementos comuns e ordinários da vida, de modo que a busca por espiritualidade se transforma na busca pela capacidade de realizar tais feitos, não importa o custo.

Novamente, creio que o ensino bíblico se distancia de tal perspectiva. O crente espiritual não é o que mais realiza fenômenos espetaculares, mas o que vive no dia a dia submetido aos conteúdos da fé cristã – a Palavra de Deus. É aquele que simplesmente cresce aos poucos em suas lutas com pensamentos impuros e a pornografia. Ou a mulher que vence gradualmente suas lutas contra os impulsos de fofoca e insubmissão. É o pastor que cresce em humildade diante da igreja, e não exerce seu ministério como forma de manipulação, mas de serviço. São os maridos que crescem em compreender a aliança feita com sua esposa sob o Senhor, e se comprometem a honrar a aliança e amá-la sacrificialmente. São os desconhecidos que crescem em falar a verdade em amor, em amar a Bíblia e praticá-la, em educar seus filhos no temor do Senhor, em trabalhar diligente e honestamente, tudo para a glória de Deus.

Deste modo, percebemos que uma conversa sobre juventude e espiritualidade hoje precisa passar por uma compreensão da cultura quanto a estes itens, para desafiar os pressupostos do nosso tempo, dentro e fora da igreja, a partir da Bíblia. Precisa passar, também, pela compreensão da obra completa de Jesus na cruz e os seus desdobramentos para a vida do cristão hoje. Só é espiritual quem crê em Jesus – o conteúdo da fé cristã. Toda a nossa “vida espiritual” brota da cruz. Nosso crescimento não é forjado por nosso esforço, mas pela graça de Deus. Finalmente, compreendendo a cultura e a obra completa de Jesus, existe uma resposta existencial necessária – eu me aplicarei a viver conforme os mandamentos do Senhor, não por minhas forças, mas pela fé em Jesus, e pela graça dele. Eu me comprometo a, assim como entreguei a minha vida e fui tomado pelo meu Senhor, manifestar concretamente o senhorio de Jesus sobre todas as áreas de minha vida. Enfrentarei dificuldades nesta caminhada, e sei que, por causa do meu pecado, não conseguirei fazer isso plenamente neste tempo, mas sigo com esperança no evangelho, confiando nas promessas de Deus, e na graça que me é dada.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Salmo 8 em 8 minutos

Saí com o diretor de arte, fotógrafo, cantor e ator, Halei Rembrandt (adoro esse sobrenome) para pensar e gravar uns trechos relacionados ao DVD das palestras sobre cosmovisão, ministradas no VI Encontro da Fé Reformada em São Luís, Maranhão.

No meio de tudo, ele tem um insight - que tal fazer um vídeo apresentando o evangelho em uma linguagem mais "comum" e utilizando elementos da paisagem que nos cerca?

Topei o desafio. Estava com o Sl.8 pulsando no coração, por causa de uma série de estudos ministrada na Igreja Presbiteriana do Araçagy.

Deu nisso:





sexta-feira, 22 de julho de 2011

A igreja e a corrupção no Brasil

Debate no programa "Na roda dos esclarecedores" sobre a participação da igreja na corrupção política nacional.

Ouça online, ou baixe aqui.



quinta-feira, 21 de julho de 2011

De quem se deve afastar?

Debate no programa "Na roda dos esclarecedores", sobre a prática de se afastar de algumas pessoas, conforme a orientação do apóstolo Paulo em 1Co.5.

Ouça online, ou clique aqui para baixar.






terça-feira, 24 de maio de 2011

Apologética com feijoada dá nisso...

"Quem não pode com feijoada, come a nossa papinha". Assim o site apologético Genizah ironiza o que poderia ser o novo mote da revista Ultimato, segundo ele.

A causa da ironia é a iniciativa por parte da direção da revista em descontinuar a coluna de Ricardo Gondim. "Descontinuar" é o termo politicamente correto para expurgar, expulsar, etc. Pode soar melhor, mas na prática é a mesma coisa.

Danilo Fernandes, autor do post, escreve uma crítica a Ultimato, reafirmando que é fã dela. Eu preciso ir no caminho inverso: não sou fã da revista, mas preciso elogiá-la. E assim, preciso criticar Danilo e o Genizah.

A questão que permeia o texto "apologético" é: Ultimato falhou em ter demitido Gondim. O pastor da Igreja Betesda é, nos dizeres de Danilo, alguém de "inteligência superior". Possivelmente a superioridade da inteligência gondiniana era o que fascinava o Danilo, que agora se entristece pelo caminho que a revista toma.

Pensando sobre as causas da expulsão, ele levanta:
1. A coisa se deu por medo de exposição
2. A motivação - sugere - é comercial
3. Trata-se de acompanhar o pensamento da maioria dos evangélicos, que não consegue conviver com opiniões diferentes.

Por fim, aparece a figura da feijoada. Danilo é o cabra macho, que gosta de comer toucinho, "sem frescuras e alarde". E a comida promovida pela Ultimato com Gondim era feijoada - alimento "sólido, diversificado e nutritivo".

E assim você tem um pouco da cabeça deste estômago privilegiado, que é Danilo Fernandes.

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O método apologético do Genizah: ovos e tomates
O que se requer de um apologeta é, desde o início, discernimento. A capacidade de distinguir as coisas, trabalhar conceitos e práticas dentro de seu contexto, e avaliá-las em um senso adequado de proporções, é o mínimo da atividade de um defensor da fé. Nem se exige que seja um conhecedor dos grandes sistemas apologéticos, tal qual a apologética cultural de Francis Schaeffer, o método indireto de Cornelius Van Til, incursões em pressuposicionalismo e evidencialismo, etc., etc., nada disso! (embora seja ótimo conhecer essas coisas, e quanto mais o apologeta souber desses assuntos, tanto melhor estará munido de recursos para fazer seus movimentos). Mas, pensando em termos bíblicos, o apologeta precisa apenas saber distinguir alhos de bugalhos.

E isso é exatamente o que o Genizah não traz neste post. [Façamos justiça: em outros posts, sobre outros assuntos, há discernimento].

O autor, mascarando o conteúdo naquele formato despojado, cheio de francês, inglês e linguagem informal, quer nos empurrar goela abaixo alguns pontos no mínimo problemáticos, para dizer o mais leve:

1. A inteligência de um sujeito deve nos fazer ouvi-lo
2. O ensinamento de que Deus não tem o controle de todas as coisas (bem como todo o pacote Gondiniano) é alimento sólido para o cristão
3. Ser um cristão maduro, light, cool, etc., é estar aberto para repensar a sua fé a partir daquilo que a Bíblia condena

Está pronto o banquete - quem se propõe a fazer apologia da verdade, serve como agente duplo, e cria confusão na mente dos cristãos.

Inteligência não é, e nunca foi o requisito final para se ouvir alguém, ou ter alguém publicando em revistas cristãs. O camarada pode ter ótima articulação, escrever bem, ler literatura, ouvir música clássica, e falar asneiras teológicas. Por quê? Porque quando falamos de teologia, estamos diante da Revelação de Deus, e não da inteligência humana. Não são os meus processos de raciocínio que me elevam às alturas para compreender o inefável - é o Altíssimo que desce, em sua graça, e se revela a mim através da Escritura. É por isso que "o princípio da sabedoria é o temor do Senhor" (Pv.1.7). A coisa não é medida por minhas capacidades, mas por minha submissão à Palavra.

O alimento sólido não é medido em termos da dificuldade em compreender, da polêmica que gera, ou coisa parecida. Nutrição real vem do ensino da Bíblia - a sã doutrina. Simples, né? Sem muita pirotecnia intelectual. Sem muita afetação. O simples ensino da Palavra de Deus. E mais: o cerne do alimento sólido é o tão básico evangelho! Um Deus eterno, Triúno e soberano, que, em aliança, decide redimir pecadores. O Filho, então, vem ao mundo, nasce de uma virgem, torna-se carne, vive uma vida perfeita em nosso lugar, morre em nosso lugar, recebendo os nossos pecados e a ira do Pai sobre si, e colocando sobre nós a sua justiça. O Filho ressuscita, e sobe aos céus, de onde intercede ao Pai pelo Seu povo. Nada é mais sólido do que a doutrina mais básica da Escritura. Solidez, para Danilo, é sofisticação de palavras - Paulo rejeitou isso em 1Co.1.

Danilo repensa o seu cristianismo/calvinismo a partir dos textos de Gondim. Isso é ser um cristão aberto ao diálogo, que "pensa fora da caixa" (clichê!). E eu fico a me perguntar de onde ele tirou isso. Na Bíblia, o ensino errado sobre Deus e o evangelho sempre foi denunciado e rejeitado como pernicioso. Nunca foi elemento  hermenêutico para revisarmos e reinterpretarmos as nossas convicções, exatamente por partir de pressupostos completamente diferentes, e caminhar segundo padrões opostos à ortodoxia. Danilo avalia a sua fé a partir de quem a nega. E é assim que você chega a um nível de confusão mental como a que ele apresenta.

Ultimato está correta. Se uma publicação se pretende cristã, que publique o cristianismo. Se se pretende evangélica, que publique textos submetidos ao evangelho. Se se pretende temente a Deus, que traga reflexões de quem crê em Deus como Ele se apresenta na Bíblia.

Exageros na feijoada sempre resultam em dor de barriga e visitas periódicas ao banheiro. Esse foi o resultado da feijoada do Genizah.



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Leia aqui o texto do Genizah
Para conhecer o pensamento de Ricardo Gondim: clique aqui, aqui, aqui e aqui.

Enquanto escrevia esta resposta, Carta CaPTal lançou outra entrevista com o Gondim - o velho argumento da inquisição... aqui.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Aplicando as lições de Jonas

NOTA: O texto faz mais sentido no contexto de estudos em Jonas. Foi redigido por ocasião do encerramento de uma série de palestras no livro. Publico aqui no blog, pois pode ajudar aqueles que estiverem lendo o relato do profeta.

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Estudamos, no último mês, o difícil livro de Jonas. Digo difícil pelo paradoxal ensino de um profeta sem amor, que termina a sua missão chateado porque Deus demonstrou misericórdia aos que ouviram a pregação, creram e se arrependeram.

Percebemos nuances desafiadoras sobre a vocação de Deus, a missão da igreja e dos cristãos, a obra evangelística, as consequências da obediência e da desobediência, etc., etc. O que segue tais exposições não é o tradicional ato de colocar o livro de Jonas novamente na prateleira e partir para uma nova obra, sem muito compromisso. Pelo contrário, o desafio diante de nós é o de aprendermos os princípios do livro, para aplicarmos tais ensinamentos ao nosso cotidiano.

Como um resumão, ofereço os seguintes princípios e aplicações:

1 Deus chama pessoas imperfeitas. Homens falhos como Jonas, você e eu somos vocacionados por Deus para o cumprimento da missão. Isso significa que não devemos, nem podemos, ter a expectativa de perfeição antes de nos engajarmos na obra do Senhor. Pelo contrário, mesmo imperfeitos, somos chamados ao serviço.

2 Deus trata as pessoas imperfeitas ao longo da missão. Enquanto respondemos positivamente ao chamado de Deus, somos por ele tratados em nossas mazelas e pecados – purificados pelo Altíssimo, e por Ele habilitados para uma atuação fiel.

3 A soberania de Deus garante o cumprimento da Sua vontade. Por mais que Jonas lutasse para fugir de Deus, foi alcançado, e Deus o fez ser obediente. Do mesmo modo, precisamos entender que a vontade soberana de Deus está acima dos nossos desejos. Tudo está submetido ao Seu querer. Por isso, podemos descansar na certeza de que os planos do Senhor nunca serão frustrados.

4 Deus disciplina quem ama. O Senhor exerce juízo sobre o Seu povo, para ensiná-lo tratá-lo. Precisamos receber o juízo de Deus como expressão do Seu amor por nós. Deus está mais interessado em nossa salvação do que em nosso bem-estar.

5 A pregação é o método escolhido por Deus para a salvação de vidas. Longe do showbiz, dos espetáculos ou técnicas de manipulação e convencimento, o anúncio da Palavra de Deus é o meio por Ele escolhido para a salvação de vidas. Isso nos ensina a abrir mão da confiança em recursos, para nos apegarmos à mensagem fiel da Escritura.

6 Deus pode salvar mesmo os pecadores mais endurecidos. Os assírios ninivitas eram perversos e brutais. Qualquer observador externo diria que eles eram os típicos “nós cegos”, sem esperança de transformação. Mas o Deus misericordioso deu a eles a fé e o arrependimento, e transformou a sua vida. Isso nos ensina que podemos ter esperança mesmo diante daquelas pessoas a quem reputamos por eternamente perdidas. Como Jonas ensina: “a salvação pertence ao Senhor” (Jn.2.9). Cabe-nos a pregação da Palavra, e Deus se encarrega de fazer o resto. Por isso podemos ter esperança!

7 O processo de santificação e tratamento Divino continua ao longo desta vida. Jonas terminou o livro chateado pela salvação dos ninivitas. Mesmo após a disciplina do Senhor, e a sua obediência, ele demonstrou novamente que é um pecador, e se irou com Deus por causa da misericórdia demonstrada para com os assírios em questão. E, novamente, Deus foi ensiná-lo uma lição, e tratar o coração do profeta. Assim acontece conosco. Somos disciplinados, aprendemos, e em seguida voltamos a pecar. Deus misericordiosamente nos ensina novamente, aprendemos a nova lição, e pecamos em outra área. Por isso, podemos dizer como Lutero, somos “justos e pecadores”, pois a obra completa de Jesus nos garantiu a bênção da salvação e somos vistos como justos pelo Pai por causa do Filho, mas ao mesmo tempo estamos sendo trabalhados em nossos pecados e contradições, porque a obra de santificação ainda está sendo desenvolvida.

Pratiquemos, pois, esses pontos. Vivamos a partir de tal perspectiva, e sejamos testemunhas fiéis do Deus que nos tem tranformado.

Soli Deo Gloria.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Como contribuir com o BJC

Você pode contribuir com o BJC de várias maneiras. A mais interessante, e ao mesmo tempo a mais fácil de ser feita com regularidade, é orando por este blog, e pelo seu editor. Suas orações são não apenas bem-vindas, elas são necessárias! Peça ao Pai que me dê sabedoria e graça, para utilizar este espaço com sabedoria e fidelidade à Palavra de Deus. Ore para que a criatividade seja dada pelo Senhor, para que este seja um espaço interessante. Ore para que a minha pecaminosidade não atrapalhe a utilização deste blog para a glória de Deus.

Além das orações, você pode contribuir com comentários e indicações através de e-mails, ou posts nas redes sociais e blogs dos quais participa. Fomentar a discussão nos círculos dos quais você é parte é uma grande forma de contribuir para o impacto do BJC!

Por fim, você pode contribuir para a minha formação intelecto-espiritual. Conheça a minha lista de presentes, e fique à vontade para escolher um recurso e investir em mim com tal contribuição. No Brasil isso pode soar como oportunismo, por isso não o encorajo a comprar qualquer dos títulos da lista de presentes, a não ser que você realmente acredite na proposta do BJC! Clique aqui para conhecer a lista.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Bate-papo com o Pr. Tarcízio Carvalho

Tive a agradável oportunidade de conversar brevemente com o Pr. Tarcízio Carvalho e com o Pr. Franklin Ferreira. Os vídeos serão postados ao longo da semana.



Para visitar o meu canal no youtube, clique aqui: http://www.youtube.com/allenporto

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A Bíblia: Jonas 1


Estou meditando em Jonas ao longo desta semana, para pregar no próximo Domingo. Vou partilhar algumas percepções aqui, embora sejam mais pensamentos soltos do que qualquer mensagem articulada - isto não é o sermão! São apenas reflexões pessoais...

A ilustração - Jonah Painting (óleo sobre tela) - é da pintora norte-americana Marty Smith (http://www.martysmithart.com/).

* * *
Jonas

Capítulo 1
1 E veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo:
2 Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até à minha presença.
3 Porém, Jonas se levantou para fugir da presença do SENHOR para Társis. E descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem, e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do SENHOR.
4 Mas o SENHOR mandou ao mar um grande vento, e fez-se no mar uma forte tempestade, e o navio estava a ponto de quebrar-se.
5 Então temeram os marinheiros, e clamavam cada um ao seu deus, e lançaram ao mar as cargas, que estavam no navio, para o aliviarem do seu peso; Jonas, porém, desceu ao poräo do navio, e, tendo-se deitado, dormia um profundo sono.
6 E o mestre do navio chegou-se a ele, e disse-lhe: Que tens, dorminhoco? Levanta-te, clama ao teu Deus; talvez assim ele se lembre de nós para que näo pereçamos.
7 E diziam cada um ao seu companheiro: Vinde, e lancemos sortes, para que saibamos por que causa nos sobreveio este mal. E lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas.
8 Entäo lhe disseram: Declara-nos tu agora, por causa de quem nos sobreveio este mal. Que ocupaçäo é a tua? Donde vens? Qual é a tua terra? E de que povo és tu?
9 E ele lhes disse: Eu sou hebreu, e temo ao SENHOR, o Deus do céu, que fez o mar e a terra seca.
10 Entäo estes homens se encheram de grande temor, e disseram-lhe: Por que fizeste tu isto? Pois sabiam os homens que fugia da presença do SENHOR, porque ele lho tinha declarado.
11 E disseram-lhe: Que te faremos nós, para que o mar se nos acalme? Porque o mar ia se tornando cada vez mais tempestuoso.
12 E ele lhes disse: Levantai-me, e lançai-me ao mar, e o mar se vos aquietará; porque eu sei que por minha causa vos sobreveio esta grande tempestade.
13 Entretanto, os homens remavam, para fazer voltar o navio à terra, mas näo podiam, porquanto o mar se ia embravecendo cada vez mais contra eles.
14 Entäo clamaram ao SENHOR, e disseram: Ah, SENHOR! Nós te rogamos, que näo pereçamos por causa da alma deste homem, e que näo ponhas sobre nós o sangue inocente; porque tu, SENHOR, fizeste como te aprouve.
15 E levantaram a Jonas, e o lançaram ao mar, e cessou o mar da sua fúria.
16 Temeram, pois, estes homens ao SENHOR com grande temor; e ofereceram sacrifício ao SENHOR, e fizeram votos.
17 Preparou, pois, o SENHOR um grande peixe, para que tragasse a Jonas; e esteve Jonas três dias e três noites nas entranhas do peixe.
* * *

Percepções:

1. Quem define a missão é o Senhor
2. A missão dada por Deus não precisa estar em concordância com nosso gosto cultural
3. Mesmo os "melhores profetas" podem dar uma de fujões
4. Não adianta tentar fugir. Deus é Deus.
5. Não existe livre-arbítrio. Deus é soberano.
6. A teologia do "Deus delicado", "educado" ou "chic", que não força ninguém, mas sempre "pede licença" é uma fraude.
7. É possível alguém estar em pecado e sentir alguma paz interior (aquela da soneca de Jonas)
8. Não confie diretamente na paz do seu coração, mas somente na Palavra
9. O sono do auto-engano é terrivelmente destrutivo
10. Mesmo em pecado, Jonas sabia quem Deus é (v.9)
11. Fugindo da proclamação, Jonas proclamou a grandeza de Deus diante dos marinheiros
12. A ira de Deus contra o pecado é real

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A Bíblia: Livres da apatia espiritual - Pv.3.1,2

Iniciando a seção "a Bíblia", publico aqui um esquema ou esboço do sermão pregado ontem pela manhã na Igreja Batista do Cohatrac (São Luís-MA). Trata-se de observar como Provérbios 3.1,2 nos ajuda a ficarmos livres da apatia espiritual.

Por ser um esquema/esboço, algumas idéias estão apenas pontuadas e não desenvolvidas. Talvez a utilidade esteja em perceber uma estrutura de pensamento a partir do texto bíblico.

Leia abaixo na publicação do Scribd, ou baixe o arquivo clicando aqui (PDF, 182 Kb)
Livres da apatia espiritual - Pv.3.1,2