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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Livros BJC: Relacionamentos - uma confusão que vale a pena


Após muito tempo volto a comentar algumas obras lidas recentemente, e outras que desejo criticar ou comentar.
Junto com esta iniciativa, estou trabalhando em um projeto paralelo - o Livros BJC: uma espécie de livraria online, onde você pode encontrar algumas das obras recomendadas (visite quando puder - o site ainda está sendo alimentado, mas já é possível ver alguma coisa).
Ironicamente, a obra que agora resenho não está à venda no site (sou um péssimo negociante, eu sei...).

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TRIPP, Paul; LANE, Tim. Relacionamentos: Uma confusão que vale a pena. São Paulo: Cultura Cristã, 2011. 176 p.

Provavelmente eu sou suspeito para escrever sobre este livro, porque desde que li "Instrumentos nas mãos do Redentor" passei a apreciar amplamente Paul Tripp.
Tripp e Tim Lane se encontram neste livro para escrever sobre um tema importante, massificado e mal entendido. Muitas igrejas do nosso tempo falam que o importante não são as doutrinas, mas os relacionamentos, como se a realidade bíblica possibilitasse a exclusão de um ou outro. (Aliás, se você prioriza os relacionamentos sobre a doutrina, você está seguindo uma doutrina! - irônico, né?).
A maioria do discurso evangélico e do psicologizado sobre relacionamentos é baseado em premissas falsas. Tripp e Lane nos ajudam a ajustar o foco, compreender a dimensão mais ampla e profunda da centralidade de Deus, e assim agir em direção ao próximo.
O livro, editado pela Cultura Cristã, tem uma capa significativa, mas um tanto deficiente em beleza e harmonia. Não sou profissional da área, mas percebo o avanço no projeto gráfico de várias outras editoras, e ainda algum atraso nos títulos da Cultura Cristã. Considerando que algumas pessoas compram o livro pela capa, isto deveria ser melhor pensado e trabalhado. Dito isto, acredito que houve melhora na diagramação. Talvez porque o original tenha tais quadros, talvez não. O fato é que houve um pouco mais de ousadia na tipografia, quadros e símbolos, e isso melhora a leitura e o visual do texto. Infelizmente as notas estão no fim do capítulo e não no rodapé, mas como cada capítulo possui poucas notas, o problema é minorado.
Gosto dessa obra porque é de fácil leitura, recheada de exemplos e ilustrações, e assim possui grande alcance. Qualquer cristão pode ler, sem precisar ser um "líder", "conselheiro", "psicólogo cristão", ou técnico neste sentido. O livro é escrito para que todos os cristãos percebam a riqueza dos relacionamentos e a ação graciosa de Deus neles, de modo que toda a igreja está envolvida neste projeto.
O livro também me agrada por ser realista. Não encontramos aqui palavras de encorajamento baseadas em um salto irracional, em uma esperança infundada. Tripp e Lane destacam os efeitos da queda, e assim compreendem adequadamente as dificuldades e lutas nos relacionamentos do dia a dia. Eles afirmam: "Se você quiser desfrutar de algum progresso ou de alguma bênção em seus relacionamentos, precisará reconhecer seu pecado com humildade e dedicar-se ao esforço que eles exigem" (p.19). Não há a falsa ilusão ou a perspectiva romântica e idealista de que os problemas sumirão num passe de mágica, ou antes, que eles não existem, e tudo é "paz e amor". Pelo contrário, reconhecem os efeitos do pecado, e assim lidam com os conflitos e dificuldades que existem nos relacionamentos com honestidade e realismo.
"A saúde e maturidade de um relacionamento não se refletem na ausência de problemas, mas si na forma como lidamos com os conflitos inevitáveis" (p. 20)
Deste modo, não se trata de mais um livro de auto-ajuda ou o que o valha, e sim de uma obra cuja abordagem e compreensão dos relacionamentos vem submetida à matriz Criação-Queda-Redenção, característica da visão cristã de mundo.
Não apenas é realista, mas traz esperança. Esta obra não se deixa desanimar pela fragilidade e feiúra que atinge os relacionamentos após a queda - e em decorrência dela. Os autores estão olhando para Jesus e Sua obra restauradora, e assim encontram esperança e graça para lidar com os mais difíceis problemas, e ainda assim afirmar que a restauração é possível e real. A obra contradiz o cinismo e ceticismo contemporâneo, que leva muitos a romper relacionamentos sem acreditar em transformação. Ela é possível pela obra completa de Jesus na cruz.
Os autores acertaram em cheio ao abordar a dimensão mais profunda, do coração. Tripp e Lane não se preocupam tanto em dar dicas de como você pode restaurar um problema relacional, mas nos levam à compreensão mais adequada das nossas expectativas e motivações, de nossa identidade e senso de realização. Ajudando-nos a perceber o deslocamento de nosso coração para o lugar errado, permitem que compreendamos o ponto essencial, e sejamos reconduzidos a Jesus, para que, tendo a raiz da questão tratada, possamos ter práticas transformadas.
Gosto também da variedade de questões trabalhadas. Uma breve olhada no sumário nos permitirá perceber o ponto: Pecado, objetivos pessoais, adoração, palavras, obstáculos, perdão, esperança, fardos, misericórdia, tempo e dinheiro, Providência e saindo para o mundo são alguns dos capítulos da obra. A diversidade de assuntos nos permite uma visão abrangente das questões envolvidas nos relacionamentos, e a percepção da graça de Deus nos mais variados assuntos.
O ponto mais importante, no entanto, é que o livro tem o evangelho como centro. Tripp e Lane trabalham todas as questões com foco na obra completa de Jesus na cruz, e na adoração a Deus. Por isso revelam os ídolos que estão envolvidos nos problemas relacionais e nos levam a encarar o pecado, ao mesmo tempo em que apresentam o consolo e a transformação operada pela graça providenciada na cruz. O livro não fala de nossa capacidade de resolver as coisas, mas de como Deus nos capacita e age em nós e através de nós. Somente assim os relacionamentos podem encontrar saúde, e Deus será glorificado.
A leitura é altamente recomendada, e a editora Cultura Cristã está de parabéns pela tradução e publicação da obra.

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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Os melhores livros de 2011

Normalmente faço uma lista dos 10 livros que eu mais gostei no ano. Dessa vez decidi fazer diferente. Percebi a variedade de categorias, e a utilidade de trabalhar os melhores livros dentro dessas categorias. Talvez posteriormente eu faça a lista dos 10, mas os livros que vão abaixo já cumprem perfeitamente o papel.

Também não conseguirei fazer comentários, dada a variedade de obras. De todo modo, acredito que preciso voltar a fazer resenhas de cada lido livro ao longo do ano.


Fora da lista, eu apenas faria menções honrosas aos livros "Just do something", da ed. Moody Publishers; "A igreja na cultura emergente", da Editora vida, "Em defesa do casamento", também da Vida, "Por que ser a favor da vida?", da Arte editorial, e "O manual do peregrino moderno", da Ed. Ecclesiae.

Também menciono todo o material de Francis Schaeffer lido neste ano: "A igreja diante do mundo que a observa"; "The great evangelical disaster"; "A igreja no final do século 20"; "Morte na cidade"; e "Josué e a História bíblica" (na lista abaixo). Todos são da ed. Cultura cristã, com exceção do título em inglês.

Vocês verão que alguns títulos se repetem, sendo considerados os melhores em categorias diferentes. Isso é intencional.

Deste modo, recomendo fortemente a leitura do material abaixo. Leiam a lista, e aproveitem. Se você deseja adquirir algum livro desses e não sabe como, entre em contato.

 CategoriasTítuloAutorNum de PgsEditora
      
1AconselhamentoAprendendo o contentamento em todas as circunstânciasRobert Jones34Nutra
2ApologéticaMorte na cidadeFrancis Schaeffer103Cult. Cristã
3ArtesA arte não precisa de justificativaHans Rookmaaker76Ultimato
4BiografiaSchaeffer: an authentic lifeColin Duriéz240Crossway
5ComédiaNotas de um comediante stand-upLéo Lins160Nossa Cultura
6CosmovisãoMorte na cidadeFrancis Schaeffer103Cult. Cristã
7DevocionalOração: cartas a MalcomC. S. Lewis157Vida
8EclesiologiaPor que amamos a igrejaDeYoung/ Kluck243Mundo Cristão
9EnsaiosContra um mundo melhorLuiz Felipe Pondé215Leya
10EntrevistasConversas no caféV. A.194Nossa Livraria
11FilosofiaO imbecil coletivo IOlavo de Carvalho632É realizações
12Filosofia - estéticaAdão no paraíso e outros ensaios de estéticaOrtega Y Gasset119Cortez
13HistóriaO que todo presbiteriano inteligente deve saberAlderi / Adão Carlos208SOCEP
14LiderançaO pastor como mestre e o mestre como pastorPiper / Carson133Fiel
15Literatura - AlegoriaO peregrinoBunyan254Mundo Cristão
16Literatura - TeatroOteloShakespeare186pdf
22MissõesCompletando as aflições de CristoPiper142Shedd Public.
17PneumatologiaCheios do Espírito SantoAugustus N Lopes86Vida
18PolíticaO imbecil coletivo IOlavo de Carvalho632É realizações
19Teologia BíblicaJosué e a História BíblicaFrancis Schaeffer176Cult. Cristã
20Vida cristãSexo não é problema, lascívia simJoshua Harris123Cult. Cristã

domingo, 5 de junho de 2011

Descontão de bons livros para Kindle

Alguns livros de autores recomendados estão absurdamente baratos no formato kindle, vendidos no site Amazon.com.

Ouvi falar do desconto em algum blog, e comprei o "Think", de John Piper, quando ainda estava $5. Agora está $2.99, segundo o blogueiro Tim Challies.

Ele faz o favor de listar algumas das boas obras com grandes descontos no site. Vale a pena dar uma olhada, baixar o kindle para o seu computador, iPod ou iPad, e adquirir o material.

Vale lembrar: é preciso ter cartão internacional, e esse é o valor em dólares (ainda assim está muito barato se convertermos para reais). A lista vai abaixo:

1 Church Planter by Darrin Patrick - $2.99
2 Think by John Piper - $2.99
3 Son of Hamas by Mosab Hassan Yousef - $2.99
4 The Attributes of God by A.W. Pink - $0.99
5 Don’t Waste Your Life by John Piper - $1.99
6 What Is the Gospel by Greg Gilbert? - $0.99
7 Pujols: More Than the Game by Lamb and Ellsworth - $2.99
8 Contentment by Lydia Brownback - $0.99
9 Thriving at College by Alex Chediak - $1.99
10 On Who Is God? by Mark Driscoll - $0.99
11 Affirming the Apostle’s Creed by J.I. Packer - $0.99

Leia mais aqui.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Às editoras, designers, e livreiros de plantão - discussões sobre o título e a capa de um livro

Encontrei discussões interessantes sobre o título e a capa de um livro no blog do Joshua Harris e do designer e fotógrafo Shay Thomason.

De modo simples, somos alertados sobre como a escolha de um título pode ter impacto significativo em suas vendas.

O caso em questão trata do livro "Not even a hint". Após algumas discussões sobre a clareza do título, a edição seguinte veio alterada para: "Sex is not the problem (lust is)". Embora a coisa tenha ficado muito mais clara, Shay indica que, os leitores do livro, que podem ter problemas com luxúria e vida sexual fora dos padrões de Deus, dificilmente terão tranquilidade para andar com o livro por aí - que os entrega tão descaradamente na capa!

Outra crítica vem sobre o layout da nova capa do "Stop dating the church" - agora "Why church matters". Segundo Shay, a coisa é chata e ultrapassada, ficou com título de livro de teologia, e está mal formatada.

Aqui no Brasil, o pessoal do iPródigo já lançou algumas críticas sobre as capas da editora cultura cristã. Lembro especificamente sobre a crítica do "Cristianismo sem Cristo", de Michael Horton. De fato, a capa é sofrível. Mas tenho visto alguma melhora. A mesma editora publicou exatamente a edição do livro do Harris que traz o nome "Sexo não é problema (lascívia sim)", e com isso, também creio que perdeu alguns leitores. Lembro bem de uma situação na qual passei esse livro para um amigo, e ele foi alvo de algumas brincadeiras por causa disso.

Obviamente a Cultura Cristã não é a única a sofrer com isso. Os problemas estão espalhados nas mais diversas editoras. Recentemente comprei um livro da Ed. Vida cujo título é "A morte da razão" (original: The end of reason), e eu me perguntei: mas por que raios colocar o mesmo nome do clássico de Francis Schaeffer? Será que não pensaram na confusão que isso pode causar nos leitores? (eu já vi um - além de mim - que pensou ser o livro do Schaeffer). O livro é de Ravi Zacharias. [Aliás, o riginal do Schaeffer é Escape from reason - mais para "a fuga da razão" do que para a morte dela].

Enfim, eis algo para pensarmos. Quais os critérios dos títulos e capas dos livros publicados aqui?

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

"Tapados" demais para pensar como Cristo

Publicado originalmente no 5Calvinistas

Harry Blamires afirmou, há bastante tempo, não haver mais tal coisa conhecida como "a mente cristã". Isso indica pelo menos duas realidades: a primeira, de que os cristãos cederam ao secularismo e outras correntes da época, deixando a cosmovisão cristã em alguma gaveta de seu armário comportamental, oculta sob uma pilha de lixo ideológico anticristão. Isso não é estranho de se ver: aos montes estão os exemplares de cristãos abortistas, socialistas, pragmáticos, liberais, etc. Simplesmente rejeitaram ou esconderam o modo bíblico de encarar a realidade, substituindo-o por alguma outra coisa, que ainda foi chamada de cristã, mesmo que em oposição direta ao Cristo e Sua doutrina.

A segunda possibilidade, é a de que, não apenas a cosmovisão e os processos mentais direcionados pela Escritura foram reduzidos, mas a própria capacidade de pensar profundamente e compreender as coisas. Nesse sentido, não existiria mente cristã, porque a própria mente em seu sentido mais amplo estaria reduzida às escolhas mais básicas da humanidade: "o que vou almoçar hoje?", "será que é melhor ir ao banheiro agora?", "acho que estou com sono... vou dormir". Este aspecto do fim da mente cristã revela a redução na capacidade de raciocinar e desenvolver reflexões mais elaboradas sobre O Criador, a Criação, e as relações daí decorrentes.

Não me entendam mal, este não é um fenômeno exclusivamente cristão. Há quem estude esta queda abrangente e publique suas pesquisas sobre o assunto, como Allan Bloom, em seu livro "O declínio da cultura ocidental" (ed. Best Seller), ou dê exemplos de como os intelectuais já não são mais como outrora, a exemplo do "imbecil coletivo", de Olavo de Carvalho (ed. É realizações).

Permitam-me ilustrar o ponto entre os cristãos.  Em 2003, o Barna Grupo divulgou os resultados de uma pesquisa sobre a leitura de material cristão entre os americanos. Havia alegria na publicação: metade dos americanos havia lido livros cristãos, e um terço deles estava comprando livros.  Alguns pontos foram interessantes: os politicamente conservadores estão à frente no consumo de publicações cristãs, seguidos dos cristãos não evangelicais (provavelmente reformados e outros grupos). Os adultos e adolescentes evangelicais também merecem destaque na leitura de tais obras.

Embora exista algo de bom em que se esteja lendo livros cristãos, o número ainda é vergonhoso, e não digno de comemoração. A pesquisa demonstra que o adolescente comum comprou, no ano, apenas três livros (é possível que tenha lido mais, mas uma média dessa revela algo sobre o consumo e leitura de livros entre adolescentes). O adulto médio, de quem se poderia - teoricamente - esperar mais, comprou não muito mais do que isso: cinco livros por ano.

Mas essa não é a pior notícia. Alguém poderia argumentar que, se todo adolescente mantivesse a média de ler três livros por ano, e todo adulto lesse cinco no mesmo período, isso já seria motivo de muita alegria e enriquecimento. Eu não sou tão otimista assim. Primeiro porque, sem rebaixar os padrões, ler 3 livros em um ano inteiro é pouco. Soe isso arrogante ou não. Ou, se é para abrir uma concessão, que esses três livros fossem relidos várias vezes ao longo do ano, a fim de captar mais intensamente o seu conteúdo. Outro ponto é que, além da quantidade de livros lidos, é preciso selecionar bem o conteúdo do material a ser estudado.

E aqui está o problema: enquanto o Barna Group comemorou esses tímidos números, eu tentei desvendar que materiais cristãos estavam sendo lidos. Cheguei a uma pesquisa do mesmo grupo, realizada dois anos depois - em 2005. Ali está uma lista dos top 7: os livros cristãos mais populares nos Estados Unidos. Eis o ranking (alguns títulos são tradução livre, já que não conheço em português):

1 O código Da Vinci (Dan Brown)
2 Uma vida com propósitos (Rick Warren)
3 As cinco pessoas que você encontra no céu (Mitch Albom)
4 Deixados para trás (Tim Lahaye)
5 A oração de Jabez (Bruce Wilkinson)
6 Terças com Morrie (Mitch Albom)
7 Sua melhor vida agora (Joel Osteen)

O que esta lista fala sobre a qualidade da leitura popular? Não que nada possa ser aproveitado daí, mas qualificar O Código Da Vinci como literatura cristã já revela o início do problema, considerando o fato de que o autor desta obra tenta colocar em cheque o ensino bíblico sobre Jesus. "Literatura anticristã" seria mais apropriado. Dos demais, uma mistura de judaísmo, com teologia da prosperidade, auto-ajuda e ficção dispensacionalista, indicam que, se os três livros que os adolescentes leram, e os cinco dos adultos, forem dessa lista, o problema com a mente cristã é ainda maior.

Embora as pesquisas tenham sido realizadas nos Estados Unidos, creio não haver muita diferença em relação ao Brasil. Talvez ainda haja mais leitura por lá do que por aqui. O desafio que temos hoje, para resgatarmos a mente cristã, é de incentivarmos e promovermos a leitura, investirmos na produção e aquisição de bons livros, e trabalharmos pesado para que, pelo ensino bíblico, a cosmovisão cristã seja uma realidade entre nós.

Deus nos ajude.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Top 10 livros de 2010

O IvoneTirinhas publicou uma recente lista de autores relevantes, e isto me lembrou da lista anual dos melhores livros lidos.

Eu fui menos organizado ao longo deste ano, de modo que os meus registros de livros lidos estão espalhados, e isso pode comprometer a lista um pouco. De qualquer modo, também achei que, embora eu tenha lido alguns livros realmente bons, poucos foram os que realmente me cativaram.

Eis a minha lista:

10. CASEI-ME COM VOCÊ (Walter Trobisch, Ed. Loyola)
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Uma história cativante, por meio da qual o autor nos ensina elementos importantes do casamento. Recomendo a todos os que pensam em casar - agora, ou um dia qualquer.


9. DESEJO E ENGANO (Albert Mohler, Ed. Fiel)

Um alerta sobre a sexualidade do nosso tempo. Textos sobre homossexualidade, pornografia, e outros itens, são apresentados sob a interessantíssima e perspicaz ótica de Albert Mohler.

8. GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA HISTÓRIA DO BRASIL (Leandro Narloch, Leya)
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O primeiro livro que eu li em 2010. Uma pesquisa bem documentada, que destrói os mitos levantados pela esquerdalha sobre o movimento negro, sobre os índios, sobre o nacionalismo, etc. Leia e abra a sua mente para a realidade.

7. QUANDO PECADORES DIZEM SIM (Dave Harvey, Ed. Fiel)
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Este, na verdade, eu ouvi. Como o conteúdo do audiolivro é o mesmo do livro, está aqui recomendado. Para quem deseja uma teologia bíblica do casamento, com sérias análises do impacto do pecado sobre os relacionamentos, e a importância da graç na reconstrução e manutenção dele, esta é uma ótima pedida. Também recomendo a todos os que pensam em casar.


6. A MENTE CRISTÃ NUM MUNDO SEM DEUS (James Emery White, Vida)
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Um livro fino e rápido de se ler, mas com uma mensagem muito bem aplicada, apresentando perspectivas da cosmovisão cristã, e desafiando-nos a ter uma mente treinada e fiel ao Senhor.


5. TORTURADO POR AMOR A CRISTO (Richard Wurmbrand, A Voz dos mártires)

Um dos livros que mais me humilhou neste ano, mostrando minha covardia e fraqueza. Richard Wurmbrand relata seu ministério na Romênia comunista, bem como a atuação da igreja preseguida ali. Histórias fortes, tristes, e encorajadoras nos são relatadas.

4. QUANDO AS PESSOAS SÃO GRANDES E DEUS É PEQUENO (Edward T. Welch, Ed. Batista Regular)
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Deixe de lado os outros livros sobre relacionamentos interpessoais e leia esta obra do Ed Welch. Ao final do livro, você provavelmente chegará à conclusão de que deve amar mais as pessoas, e precisar menos delas. Foi uma leitura libertadora.

3. CARTAS DE UM DIABO A SEU APRENDIZ (C. S. Lewis, Martins Fontes)

Cheio de criatividade, beleza e humor, C. S. Lewis nos alerta para os perigos de tentações que satanás e suas hostes enviam sobre os eleitos.

2. CRISTIANISMO SEM CRISTO (Michael Horton, Cultura Cristã)
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Em termos de análise de conjuntura do cristianismo contemporâneo, este talvez seja o livro do ano. Aqui conheci o Deísmo Moralista e Terapêutico, tão comum em nossas igrejas, mas ainda não diagnosticado em muitas delas. Este livro diagnostica vários problemas da igreja contemporânea, dentre os quais o principal é deixar Jesus em um lugar secundário, e nos desafia a voltarmos a um "cristianismo Cristão".

1. INSTRUMENTOS NAS MÃOS DO REDENTOR (Paul Tripp, Nutra Publicações)
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O meu livro preferido em 2010. Comecei a lê-lo buscando ferramentas para trabalhar no aconselhamento, e terminei como um material de auto-análise, auto-confrontação, encorajamento, e capacitação. Tripp escreve com simplicidade e clareza, ilustra bem os pontos, é muito didático, e nos envolve em seu texto. O conteúdo é importantíssimo para todos os cristãos, pois nos prepara para o ministério pessoal, que todos exercemos. Mais do que técnicas de acompanhar nossos irmãos, somos apresentados a uma teologia da amizade e do aconselhamento, uma antropologia bíblica, uma filosofia de ministério centrada em Jesus, e muito encorajamento para a nossa atuação.

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Estes são os meus preferidos do ano. Quais os seus?

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Desafios a adolescentes e jovens

Bate-papo com formandos do Ensino Médio do Colégio Educator.

Ouça online, ou baixe o mp3[Clique aqui].



Se você deseja aprofundar as questões mencionadas, recomendo a leitura do livro "Radicalize", de Alex e Brett Harris, Ed. Mundo Cristão.

sábado, 22 de maio de 2010

Mais recomendações de Teologias Sistemáticas

Algumas pessoas comentaram a minha resposta à última pergunta, indicando teologias sistemáticas com muito mais propriedade do que eu poderia fazer. Por isso, decidi postar os comentários deles:

Allen,

Não é pessoal mas recomendo com clareza a do Franklin por seguintes motivos:

1 - A TS do Franklin foi escrita de um ponto de vista reformado. Isso também é ponto nas outras, mas o Franklin se concentra nos pontos comuns entre reformados trabalhando mais o que é central e menos o periférico. Ele usa a didática de Calvino em sistematizar questões principais deixando as secundárias mais em 2o plano mesmo (redundância minha). Além do uso da cosmovisão bíblica e reformada no fazer sistemático, algo claramente pontuado no início da obra.

2 - Foi escrita de brasileiro para brasileiros. Isso coloca a doutrina trans-cultural em plena aplicabilidade em nosso contexto. Além disso, Franklin usa o método integrativo (Lewis e Demarest) dialogando sistematicamente com a Teologia Bíblica, a história, a apologética e com questões da pratica ministerial e pastoral. Franklin manda muito bem ao sistematizar a doutrina bíblica e histórica e aplica-la em nosso contexto cultural e em nossa vida prática com Deus.

O único cuidado ao indica-la é que a obra é densa para quem está começando (nessas ocasiões eu indico Grudem mesmo) servindo apenas para quem já é imerso em leituras teológicas ou tem muita familiaridade com a linguagem acadêmica.

Valeu bro.

Pr. Juan de Paula, via google buzz (visite o blog do Juan)

E também:

Allen, como sou doido por Teologia Sistemática, eu particularmente recomendaria:

Reformational Theology - A new paradigm for doing dogmatics de Gordon Spykman (Perspectiva Reformacional segue uma tradição Dooyeweerdiana). Tem disponível na Bíblioteca do CPAJ.

Agora as mais confessionais, recomendo a Confissão de Fé de Westminster e o mais canonico que existe dentro da Teologia Reformada Louis Berkhof. Poderia colocar também o Charles Hodge, mas ele é muito racionalista e exaustivo. Gosto de lê-lo quando tenho bastante tempo para dialogar com ele.

O Alister McGrath com sua Teologia Sistemática, Histórica e Filosófica, é uma boa introdução à teologia. Também tem o Berkwouer que também será uma excelente leitura dentro da perspectiva reformacional holandesa. Sem contar que temos as TS's do Bavinck e o Hoekesema que são grandes obras.

Não pode faltar as Institutas da Religião Cristã do Calvino.

Em Cristo,


André Geske, via facebook (conheça o facebook do André Geske)

Eis as dicas - vá correndo comprar a sua TS =)

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Livrim da semana 2: A arte e a Bíblia, Francis Schaeffer, ed Ultimato, 76 p.

Que tal uma conversa sobre o cristianismo, as artes, e as implicações desta relação?

Schaeffer senta com o leitor por alguns minutos para dialogar sobre o assunto. A leitura do livro dá a impressão de um bate-papo, ou pelo menos uma palestra informal, através da qual somos levados às Escrituras para repensarmos nossa postura e visão sobre as artes.

No melhor estilo kuyperiano, ele fala sobre cosmovisão, o homem integral, e a graça de Deus demonstrada no belo.

Rompe alguns paradigmas estranhos, como o de que a arte cristã necessariamente tem que tratar de temas religiosos - uma poesia de amor pode ser uma bela adoração a Deus, segundo o autor.

Tentei condensar a idéia geral do livro em 10 proposições, que poderiam ser melhor desenvolvidas, mas deixarei isso para outro momento, ou melhor - recomendo que leiam o livro e desenvolvam a compreensão do que Schaeffer quis dizer com tais pontos.


1. "Deus se interessa por beleza" (p.24)

2. Deus se importa com o homem por inteiro (p.16)

3. "Ciência e arte têm lugar na vida cristã - não são periféricas" (p.19)

4. A Bíblia está cheia de exemplos artísticos aprovados e recomendados por Deus

5. "A arte não precisa de temas religiosos específicos"(p.28)

6. A arte não pode se tornar um ídolo (p.30)

7. "A arte não cessa nos portões do paraíso" (p.39)

8. "a vida cristã em si deveria ser nossa obra de arte mais grandiosa" (p.44)

9. "O artista produz uma obra de arte, e esta demonstra sua cosmovisão" (p.48)

10. A combinação de mensagem (conteúdo) e meio (forma, estilo) fortalece ou enfraquece a expressão da cosmovisão (p.58)

Recomendo para todos os cristãos, e mais especialmente quem pensa em fazer arte para a glória de Deus.

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domingo, 9 de maio de 2010

Livrim da semana: Um mundo totalmente novo - o evangelho de acordo com Apocalipse, Greg Uttinger, Ed. Monergismo, 79 p.

O livro de Apocalipse é um baita problema na cabeça de muitos cristãos. Provavelmente a maioria, influenciada pelo sensacionalismo de filmes e livros afins, acredita em uma visão apocalíptica bastante hollywoodiana, com direito a mega explosões, cenas com giro de 360º e câmera lenta. Monstros como dragões e a besta são imaginados com toda a criatividade possível, e assim a mensagem central do livro se perde em um mundo fantasioso e tenebroso.

A proposta de Greg Uttinger neste pequeno livro é possibilitar uma leitura do Apocalipse que, de fato, aponte para Jesus e o evangelho. Em outras palavras, ele deseja fornecer base para que leiamos o livro de revelação sem perder o foco da mensagem.

Para fundamentar sua análise, Uttinger utiliza bastante o Antigo Testamento, e recheia seus parágros de referências bíblicas. Seus comentários - sucintos, mas não irresponsáveis - sobre os elementos simbólicos do livro facilitam bastante a compreensão do que João escreveu.

Por ser pequeno, possibilita uma leitura rápida, daquelas que terminamos e ficamos com vontade de ir à fonte: O livro de Apocalipse, propriamente.

Leitura recomendada para quem tem dúvidas com o assunto, ou para quem deseja ajudar outros a entender melhor a coisa e não sabe bem como fazer de modo didático.

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sábado, 8 de maio de 2010

Mais um livrim do mês: Perguntas sobre sexo que você tem medo de fazer, Craig Gross e Mike Foster, Vida, 95 p.

Craig Gross e Mike Foster são os fundadores/pastores da XXX church - um ministério voltado para a redenção da sexualidade. Com iniciativas meio malucas, eles têm trabalhado questões deixadas de lado por muitas igrejas (alguns vídeos no podcast da XXXchurch demonstram que eles alugam stands em feiras eróticas para a distribuição de Bíblias, entregam panfletos sobre os males da pornografia em conferências para pastores, e participam de debates com celebridades no mundo pornô).

O livro simples, de poucas páginas e no formato de perguntas e respostas, possibilita uma leitura rápida e tranquila, mas não pouco desafiadora. Somos levados a pensar a respeito de nossa sexualidade diante de Deus, passamos a considerar a realidade da vida sexual dos jovens e adolescentes à nossa volta, e ficamos com o desafio de uma fé engajada, que considere as tendências culturais e apresente a perspectiva bíblica de salvação de modo pleno - Deus também tem um plano para o sexo.

Questões como homossexualismo, pornografia, masturbação, sexo antes do casamento (pré-marital), fantasias e modalidades de relação sexual, entre outras coisas são trabalhadas de maneira direta e honesta.

As Escrituras também são mencionadas frequentemente. Acho que eu gostaria de ver mais citações, mas não posso negar que os autores trabalham a partir do fundamento bíblico.

Uma das coisas que mais gostei foi o linguajar engraçado, o formato despojado, e, ao mesmo tempo, a firmeza das respostas.

Para quem trabalha com jovens e adolescentes, ou mesmo casais com problemas, vale a pena a leitura.

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A edição antiga se chamava "perguntas sobre sexo que você não pode fazer para sua mãe", e é um pouco mais barata. Você pode comprar aqui.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Outro livrim do mês: A mente cristã num mundo sem Deus, James Emery White, Ed. Vida, 110 p.

As publicações sobre cosmovisão cristã em língua portuguesa parecem estar crescendo, para a glória de Deus. Considerando os livros de Nancy Pearcey, James Sire, Phillip Johnson, Albert Wolters e Herman Dooyeweerd, começa-se a delinear uma bibliografia básica capaz de introduzir o leitor brasileiro na discussão das teorias de análise de cosmovisão e compreensão do processo de formação e compartilhamento de cosmovisões.
Uma nova obra - saída do forno - sobre o assunto é o livro de James Emery White, que aborda o assunto de maneira mais prática.
White comenta de maneira sucinta quatro linhas do nosso tempo - cosmovisões - a serem percebidas e combatidas pelos cristãos: (1) Relativismo moral, (2) individualismo autônomo, (3) Hedonismo narcisista, e (4) Naturalismo redutivo.
O foco da obra, porém, está na formação de uma "mente cristã". Para isso, White recomenda a literatura e a reflexão como meios adequados.
Não apenas livros cristãos contribuem para a formação intelecto-espiritual do crente, mas as grandes obras da humanidade fornecem grande ajuda para o despertar da mente.
O autor dá várias dicas sobre leitura, disciplina e a formação de uma mentalidade cristã. Encoraja fortemente os cristãos a exercitarem suas mentes para a vida com Deus, a compreensão do seu tempo, e a apologética.
Por fim, ele lista vários livros e recursos que nos ajudam na jornada por ele proposta.
Gostei bastante do livro. São apenas 110 páginas de uma leitura fluente e biblicamente embasada.
Como um primeiro contato para com as noções de cosmovisão cristã e para o encorajamento da busca de sabedoria, é altamente recomendável.

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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Livrim do mês - Torturado por amor a Cristo, Richard Wurmbrand, Ed. RW, 160p.

Já na sua 12ª edição, a obra de Richard Wurmbrand sobre o seu sofrimento e de seus irmãos na Romênia comunista é uma das mais fortes e desafiadoras que já li.

Fui humilhado em cada página, e reconheci (pelo menos em parte) o quão medíocre é o meu cristianismo.

Enquanto o comunismo revela a sua face diabólica e ameaça, persegue, tortura e mata cristãos, eu me queixo de meus problemas "mais-ou-menos" do dia-a-dia.

Enquanto uma família cristã sob o julgo socialista tem de escolher se prefere permanecer unida ou ser fiel a Jesus, a minha "grande luta" é para mudar um ou outro mal hábito desenvolvido com o tempo.

Lendo livros assim, chego à conclusão que sou nada. Os verdadeiros cristãos estão professando a sua fé contra uma casta de esquerdistas assassinos em algum lugar distante.

Enquanto eu escrevo do conforto do meu teclado, na minha sala de estudos com alguns livros, verdadeiros cristãos desejam ardentemente ter uma Bíblia em mãos, e às vezes sem ela, desenvolvem um belo ministério baseado na Palavra de Deus. Pregam, ensinam, aconselham, protestam.

Daqui a pouco estarei ministrando uma aula para alunos de teologia na minha igreja - numa sala com ar-condicionado, cadeiras acolchoadas, e bom cheiro. Enquanto isso, cristãos na China fogem do controle do Governo sobre a igreja oficial, reunindo-se em lugares inóspitos.

Leio livros assim e fico entristecido comigo.

Leio descrições assim e fico impressionado com os meus irmãos esquerdistas.

Leiam esse livro e sejam humilhados também. Precisamos chorar a nossa miséria, e abrir os olhos para as consequências reais do socialismo.

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Conheça e apóie a Missão Voz dos Mártires aqui.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O lançamento do ano!


Tudo bem, o título é exagerado. Mas é proporcional ao valor que dou ao evento: Foi lançada, recentemente, a primeira obra do filósofo e jurista cristão Herman Dooyeweerd.

Até então, tínhamos artigos dele traduzidos pelo pessoal da Diálogo & Antítese, e artigos sobre ele preparados pelo mesmo pessoal ( da AKET), e pelo professor Fabiano Oliveira, professor do Centro de Pós-graduação Andrew Jumper - Mackenzie.

O trabalho preenche uma lacuna no cenário brasileiro - uma obra do fundador da filosofia cosmonômica (ou filosofia da idéia de lei).

Para se ter uma idéia da importância deste autor, basta entender que a estrutura utilizada em vários livros do Francis Schaeffer para a análise cultural (os esquemas natureza-graça e natureza-liberdade, por exemplo) são os "motivos básicos religiosos" definidos por Dooyeweerd. Ou ainda: a estrutura criação-queda-redenção, utilizada por Nancy Pearcey, Charles Colson, Cornelius Plantinga, Albert Wolters, etc., também foi melhor apresentada pelo filósofo em questão.

Com isso, também somos levados a reconhecer o trabalho daqueles que têm lutado para tornar Dooyeweerd e a filosofia reformacional conhecidos no contexto brasileiro: Guilherme de Carvalho e Rodolfo Amorim (os tradutores da obra), a equipe da Associação Kuyper para Estudos Transdisciplinares, bem como pessoal da Teologia Filosófica do Centro de Pós-graduação Andrew Jumper, cujo maior pesquisador em Dooyeweerd talvez seja o professor Fabiano Oliveira. Parabéns a todos por esta conquista, e obrigado pelo seu serviço incansável a Deus e ao Reino.

Parabéns (e obrigado) à editora Hagnos pela coragem de lançar um livro desta envergadura. Vocês demonstram que ainda há espaço para o pensamento no cenário cristão.

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Vários artigos sobre Herman Dooyeweerd disponíveis gratuitamente aqui.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Lançamento da Ultimato: A arte e a Bíblia, do Francis Schaeffer


A editora Ultimato lançou uma obra inédita em português: trata-se do A Arte e a Bíblia, de Francis Schaeffer.

O livro contém dois ensaios a respeito da relação entre Deus, a Bíblia, o cristianismo e as artes. No primeiro, o autor demonstra como, na Escritura, existe uma preocupação Divina com a estética e a arte em geral. No segundo, alguns princípios e perspectivas sobre a arte são traçadas, a partir de uma visão cristã de mundo.

O material chega em boa hora, quando a igreja abandona padrões bíblicos de arte e estética, ora rejeitando tudo de vez, ora assimilando perspectivas errôneas do universo artístico.

Recomendo!

Confira o blog do livro aqui

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quarta-feira, 3 de março de 2010

Lançamento de livro: Cristianismo sem Cristo

Pra quem está em São Paulo, hoje rola um lançamento super interessante!

O Dr. Michael Horton, presente no Brasil para participar do Congresso internacional de Religião, Teologia e Igreja, participará da noite de lançamento do seu livro Christless Christianity, publicado sob o título Cristianismo sem Cristo.
O evento será hoje, dia 03 de Março, às 19h, no auditório Ruy Barbosa da Universidade Presbiteriana Mackenzie. O livro está sendo vendido com desconto por lá!

Como ainda não há imagens do livro no google, posto aqui as fotos que tirei do meu (não queria fazer inveja, mas...).


sábado, 16 de janeiro de 2010

Livrim da semana: Guia politicamente incorreto da história do Brasil, Leandro Narloch, Leya, 288 p.

Comecei muito bem as leitura de 2010! Este livro já está cotado para a lista dos top 10 do ano!

No Guia politicamente incorreto da história do Brasil, o jornalista Leandro Narloch se propõe a desmistificar, ou desmentir algumas das grandes ficções que, de tanto se repetir, tornaram-se crença comum no nosso contexto.

As mais diversas baboseiras históricas são apresentadas sem meias palavras, e confrontadas com dados contrapostos, e registros históricos interessantes.

A atual paranóia pelo movimento negro (que os politicamente corretos chamariam de afro-descendentes), com a deificação de Zumbi, é repensada. A história do samba como elemento de "unidade nacional e símbolo de brasilidade" é revelada em suas contradições. A vida de artistas e escritores, como Aleijadinho, Jorge Amado e Machado de Assis (a quem eu continuo a admirar), é descoberta para que os erros comuns ensinados sobre eles sejam, pelo menos, minorados. Os mitos sobre os índios, a guerra do Paraguai e Santos Dumont são devidamente descontruídos.

Por fim, a história dos comunistas (os revolucionários terroristas contra quem a ditadura militar lutava) é reavaliada, com dados claros demonstrando as falhas de caráter de homens que hoje são considerados heróis, como Luiz Carlos Prestes e Olga Benário, bem como informações que demonstram os intentos dos grupos revolucionários, que, em vez de buscar um país livre, tentavam transformar o Brasil em uma grande Cuba, ou em uma China.

O livro é fascinante, e eu recomendo.

Leia mais sobre ele aqui.

Eu comprei na Fnac, porque estava mais barato que na cultura.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Dica do Pr. Alan Rennê

O Pr. Alan Rennê também publicou a lista dos 10 melhores livros lidos em 2009.

Confira aqui.

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Confira aqui a lista dos 10 + de 2009 por André Aloísio

Confira aqui a lista dos 10 + de 2009 por Juan de Paula

Confira aqui a lista dos 10 + de 2009 por mim

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

dica do Juan


O Pr. Juan de Paula também publicou a lista dos 10 melhores livros lidos por ele em 2009.

Vale a pena conferir.

Clique aqui pra dar uma olhada.